Educação: a ignorância atrevida dos governantes

Pedro Passos Coelho anda um bocadinho perdido – por muito menos o outro Pedro levou uns patins.

A confusão sobre o financiamento da Educação está instalada e já não há nada a fazer – todos percebemos o que querem os boys: garantir à custa do dinheiro do estado uma renda certinha, tal e qual o grupo GPS. Não se trata de iniciativa privada, de retirar ao público para deixar a iniciativa à esfera privada. A questão é muito mais simples e as declarações da CONFAP provam isso mesmo.

Não deixo no entanto de também considerar como lamentável a prestação da assessoria de comunicação do Governo – bastaria explicar a diferença entre obrigatório e básico. Entre ensino básico e escolaridade (educação?) obrigatório.

Até há bem pouco tempo o nosso sistema educativo exigia nove anos a todos (obrigatório), algo que era também coincidente com o que se considera básico – 9 anos.

Mas, com a alteração que o governo de José Sócrates introduziu, a escolaridade obrigatória passou a ser de 12 anos, enquanto o ensino básico continua a ser de 9, algo ainda escasso por essa Europa fora. Neste aspecto Portugal fica muito à frente de outros países.

Sou adepto de mais e melhor escola – prefiro viver num país que vai à frente dos outros e que procura melhorar a qualificação de quem cá vive. Quero uma escolaridade de 12 anos, considerando que 9 anos são o tempo necessário para um ensino básico que deverá ser tão abrangente quanto possível e por isso tão uniforme quanto as condições do país permitirem – o sistema dual seria um erro.

Pedro Passos Coelho pode correr e saltar mas não vai conseguir passar as escolas da Parque Escolar para o Grupo GPS, com a garantia de rendas milionárias para os seus amigos. A Escola Pública é algo que une o país e que por isso continuará a fazer parte da nossa matriz cultural – é básica esta certeza e é obrigatória a sua existência!

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