Refundição do Estado… Jornalistas out!

ImageO neoliberalismo tem um aspecto semelhante à “solução final”, porque implica deixar cidadãos para trás, os improdutivos, os que estão fora do sistema e os que não têm nem nunca virão a ter emprego.

Esta limpeza etária, a efectuar sobre os mais pobres, não pode ser registada. Pode sempre haver uma frase ou um gesto que, se e quando as coisas mudarem de sentido, venha a servir de prova no TPI, uma vez que, de facto, estamos a falar de genocídio em função da idade, da posição no processo produtivo e da riqueza. É por isso que as reuniões do grupo dos 30, da Trilateral e de Bilderberg também são à porta fechada.

Enquanto muitos jornalistas considerarem que o problema da inactividade de 80% da população, que já está a ser discutido desde 1995, é uma teoria da conspiração, e persistirem em não ver as implicações macro das teses que vão timidamente vindo a público, este processo vai continuar a seguir o seu rumo traçado há muito.

A refundação do estado, de Passos Coelho e Moedas – e da Goldman Sachs – tem diversos elementos com implicações na esperança média de vida e na mortalidade infantil, dos pobres, claro, que são pequenas peças dessa “solução final”, ou “eugenia”, se preferirem.

Comments


  1. Jornalistas fora… Portugueses fora…
    Não foi à toa que o relatório do FMI com o belo título (em português) “PORTUGAL
    Repensar o Estado – Opções Seleccionadas de Reforma de Despesa” não foi requisitado ao IMF na língua portuguesa… Para quê gastar dinheiro em traduções (e outras complicações) se eles estão-se positivamente a defecar para a “Sociedade Civil” e para as eventuais ideias/opiniões que de lá poderão emanar?
    Não há por aí um Rafale disponível para um serviço humanitário?!?!?

  2. José Freitas says:

    Como diz um afamado ditado: O segredo é a alma do negócio. Logo, como estão a tratar de negócios…
    Este encontro mais não é que uma espécie de reunião do conselho de administração de uma corporação. Daí as preocupações com as “frases retirados do contexto”.

  3. José Abreu says:

    Imprensa amordaçada é um PORTUGAL AMORDAÇADO. A imprensa escrita, radio e tv, deveria lançar uma campanha pública pela liberdade de imprensa, opondo-se â mordaça de comunicação e debate social e político. Assim todos os cidadãos amantes dos valores democráticos poderiam associar-se a essa iniciativam, josehabreu@gmail.com

  4. Sarah Adamopoulos says:

    Sim, derretem gente aos bocadinhos, estes sádicos de espírito doente, mas cuidado porque ainda há muito cabo de liga de cobre, com uma resistência bestial à corrosão!

  5. Sarah Adamopoulos says:

    p.s. – Bem-vindo ao Aventar!

  6. Observador says:

    A ideia não foi dele mas ele não se importou de dar a cara como se ideia fosse mesmo dele. Mas o que está aqui em questão é a morte prematura e anunciada, o assasinato, sem armas mas como muita fome e muita falta de cuidados assistenciais. Isso já começa a acontecer, em passos lenos, mas vai acontcendo e quem tiver acesso a estatisticas fiaveis e confiáveis vai constatar que tem orrido muito mais gente nos ultimos meses e que até a mortalidade infntil está a crescer. E ninguém faz nada para contrariar este genocidio?

  7. João de Sousa says:

    Obrigado Sarah 🙂 Abraço
    joão

Trackbacks


  1. […] Uns senhores fizeram uma conferência chamada “Pensar o Futuro – um Estado para a Sociedade”. Parece que foi impulsionada pelo primeiro-ministro. Não acredito. Não acredito que o primeiro-mnistro deste país tenha caucionado uma conferência sobre um tema tão importante onde haja restrições à liberdade de informar. […]

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