Há quem já veja a luz ao fundo do tonel

Deputada do PS detida por conduzir com 2,41 g de álcool por litro de sangue

Para um manual do adúltero

Berardo diz que dislexia o faz trocar o nome à mulher

As Janeiras cantadas a Duarte Lima

Visita guiada por Manuel João Vieira.

À procura de um lugar nas listas do PSD

Vital Moreira diz que é tudo constitucional des-de que ele fique em Bruxelas.

Português técnico lost in translation

O FMI leu 2 relatórios que concluem ser o ensino público mais barato que o privado. Perceberam o contrário.

MAC: Uma boa notícia ou nem por isso?

Não ter que o aturar por aqui é uma Excelente notícia. Mas por outro lado ter que o aturar no Governo…

O Ultimatum de 2013

Ou isto, Relatório do FMI (pdf), ou raptam o Gaspar e o Coelho. Eu já decidi. Metam-nos numa masmorra húmida.

Portugal digital 2013

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Fui uma das primeiras pessoas em Portugal a usar a Internet, nos comecinhos da chegada da Rede mundial às casas dos portugueses. Fui também uma das primeiras jornalistas a escrever sobre o que isso representava em termos de mudança de sociedade – na web, na imprensa, e também na rádio: fui autora de um programa chamado Cibéria, nome com que acordei certa manhã, juntamente com a convicção de que tinha de fazê-lo nessa altura. Foi em 1997, estreou nas antenas da extinta e saudosa XFM, e depois transferiu-se para a TSF. A fazer esse programa de rádio, andei pelas escolas a falar com as crianças sobre a modernidade e o progresso, a tecnologia electrónica e o futuro da Era digital – o mundo que nesse exacto momento emergia, substituindo-se à já longa Era analógica, à mecânica dos átomos, e que transportava consigo utopias espantosas, como por exemplo o teletransporte – a minha preferida, espécie de excentricidade futurística, embora bastante menos importante do que a dimensão inclusiva, que assim a pensava eu no meu optimismo ainda um pouco juvenil. Esse mundo nascente seria inexoravelmente o dessas crianças que então andavam na escola, e ia ser uma coisa bestial (outra vez o meu entusiasmo pateta). [Read more…]

C215 “Down the Road”

Christian Guemy, mais conhecido como C215, um dos artistas mais importantes da cena mundial de arte urbana/street art, lançou um vídeo que o próprio descreve desta forma concisa:

C215 painting in the streets of Lagos (PT) and Tudela (SP) + music by C2C (2012)

Eu limito-me a acrescentar que C215 realizou estes trabalhos na segunda edição da residência artística ARTUR organizada pelo LAC – Laboratório de Actividades Criativas, que ocorreu entre 24 de setembro e 6 de outubro de 2012 em Lagos.

FMI subsidia GPS

Pelas contas do FMI, o Estado consegue poupar cerca de 400 euros por aluno numa escola privada com contrato de associação.

E chumba a matemática.

Tristezas

o pedro e o salazar
Gui Castro Felgas

UE: 18,82 milhões sem emprego em Nov. 2012

Os números oficiais do Eurostat=+ 113.000 do que em Outubro de 2012, e + 2,015 milhões do que em Novembro de 2011. Espanha: 26,6% da população. Grécia: 26% (em Setembro 2012). Portugal: 16,3%. Chipre: 14%. Fonte: Le Nouvel Obs

Carteira escreve-se com dois rr

Al Ahli vai «enriquecer a minha carreira» (Ricardo Quaresma)

FMI e os despedimentos na Educação

De acordo com o Jornal de Negócios o FMI elaborou um estudo onde aponta caminhos:digitalizar0001

São vários os caminhos para a reforma do Estado. Todos são dolorosos e uns são mesmo classificados como radicais. O FMI diz que chegou a hora de fazer mudanças “inteligentes” para cortar na despesa.

Uma leitura rápida do que foi publicado permite, por um lado, perceber que se trata do mesmo – o FMI não sabe outro caminho e sugere corte atrás de corte quando todos já perceberam que não é por aí.

No entanto, o detalhe de algumas medidas, no que diz respeito à Educação, mostram que há algum caminho feito na reflexão de carácter técnico, ou seja, parece que já meteram a mão na massa:

– “colocar 30 a 50 mil funcionários da educação na mobilidade especial permitira poupar entre 430 e 710 milhões;” [Read more…]

Governo quer dispensar 50 mil profissionais na Educação

Será que ainda precisam de mais motivos para participar na manifestação ou está bom assim?Manif_26jan2013

Será que é preciso mais algum exemplo para provar que esta gente não está nada preocupada com o Sistema Educativo, nem com a qualidade do que lá é feito?

Dispensar na Educação, sejam Professores, sejam Funcionários só poderá acontecer à custa da qualidade, isto é, do serviço que é prestado aos alunos – quem é pai sabe em que condições estão as escolas ao nível dos funcionários.

Para dispensar Professores só fazendo uma de duas coisas, ou ambas:

– aumentar o número de alunos por turma (mais de 30?);

– aumentar o horário de trabalho dos Professores. Neste caso, obviamente, se trabalho mais tempo com mais alunos, alguém (além do próprio!) irá ficar a perder: os alunos.

Confesso que já não há paciência para o e-bio, para a avaliação e até para quantos entram no IEFP ou quantos foram excluídos – o que está em causa é a ESCOLA PÚBLICA!

Constituição amiga de Chávez

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©Leo Ramirez/AFP

O artigo 231 da Constituição venezuelana permite que Hugo Chávez se apresente mais tarde.
Parlamento aprovou adiamento. Apoiantes de Chávez regozijam-se. Mas há quem conteste.

La java des bombes atomiques

“Merda Louca”, mais tarde “Merda Louca, o Lobo Branco”, é a tradução livre do nome do colectivo musical francês que integrou o alinhamento do primeiro concerto Rock In Opposition (RIO), em 12 de Março de 1978, no New London Theatre, uma iniciativa dos ingleses Henry Cow que juntaria ainda os italianos Stormy Six, os suecos Samla Mammas Mana e os belgas Univers Zero, sob o lema “a música que a indústria discográfica não quer que oiçam”.

La java des bombes atomiques, canção de Alain Goraguer e de Boris Vian, conta a história de um bricoleur que construía bombas atómicas em casa, tentando continuamente melhorá-las visto que o seu raio de acção não ultrapassava o perímetro de um quarto. Durante muito tempo trabalhou nas suas criações, interiorizando as limitações e o potencial das suas descobertas. Quando souberam que as suas pesquisas estavam prestes a dar resultados, os grandes chefes de Estado decidiram fazer-lhe uma visita. O autodidacta recebeu-os o melhor que pôde no seu atelier, onde acto contínuo os trancou e fez detonar a bomba. Em tribunal, defendeu-se com eloquência e com a consciência do dever cumprido. Primeiro condenado, depois amnistiado, viria – justiça lhe sendo feita – a ser eleito chefe do Governo.
Os Etron Fou Leloublan (inicialmente Chris Chanet, Ferdinand Richard e Guigou Chenevier) gravaram cinco álbuns de estúdio e os seus membros continuam a poder ser seguidos, a solo ou em grupo, por quem procura o improvável na música.

E agora, a frase mais original de sempre!

Miguel Lopes: «Sou sportinguista desde pequeno»

Acordo ortográfico no Parlamento: a luz ao fundo do túnel?

NAO2cA Assembleia da República resolveu constituir um Grupo de Trabalho para Acompanhamento da Aplicação do Acordo Ortográfico (AO90), segundo proposta de Miguel Tiago, do PCP. O deputado comunista tem, pelo menos, o mérito de reconhecer a existência de críticas justas ao AO90, fazendo, ainda, referência ao recente adiamento da sua aplicação no Brasil.

Embora considere positiva qualquer movimentação que possa recolocar o debate sobre este assunto na ordem do dia, não posso, no entanto, deixar de manifestar preocupação, quando me apercebo de que tudo isto, na realidade, só acontece porque o Brasil pigarreou, o que, com a subserviência ao estrangeiro que nos caracteriza, faz com que tenhamos um ataque de ansiedade, preocupados por saber se devemos passar a tossir. Aqui, como em tantos outros aspectos da nossa vida como nação, limitamo-nos a olhar caninamente para cima, à espera da voz do dono: da Alemanha, chegam ordens para baixar salários, o Brasil quererá impor-nos o aprofundamento da simplificação ortográfica e Portugal rebola no chão, salivando por um osso.

Como se isso não bastasse, ao sabermos que há a intenção de “ouvir a opinião de académicos, professores, escritores, artistas, jornalistas, enfim, os que trabalham com a língua, e também professores, para darem conta de como está a ser implementado nas escolas”, podemos ficar com a ideia de que o Parlamento ignora que foram produzidos, há bastante tempo, vários pareceres fundamentados sobre os numerosos defeitos do AO90. Pode ser que a repetição desses pareceres proporcione aos deputados a compreensão que lhes tem faltado, uma espécie de luz ao fundo do túnel.