Seguro, Costa, Duas Bananas

O PS não está ao rubro com o seu hilariante processo de autofagia, embora já toda a gente tenha compreendido que, na sua extrema mansidão e sentido manso de Estado, António José Seguro não será o homem. Mas também não é António Costa o homem. Ninguém pode ser o homem no PS. Para haver futuro no PS, futuro nas lideranças a prazo do PS e na credibilidade desmantelada do PS, seria preciso que esse partido sequer tivesse começado por existir quanto mais ter alcançado o Poder a ponto de deixar danificado e de rastos o País, oprimindo de corrupto e ronceiro todo o sistema político português.

Mais. Perante o espalhanço colossal do PS em quinze anos de boas intenções infernais na governação e traído o País por silêncios e esquemas omissos [pense-se que forças e energias protegem figurões indefensáveis como José Sócrates, Pedro Silva Pereira ou Paulo Campos] o controlo das bases desse partido é curto para não dizer volúvel e nulo. Seguro controla-as mas ele mesmo não passa de um boneco de cera, cuja plasticidade suave, sem a coragem dos factos de senso comum ou o enfrentar honesto da situação do País, simplesmente não gera qualquer crédito num círculo mais alargado.

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Menezes é um exemplo bem pedagógico

Os candidatos que atira para a fogueira são tantos que já há manuais escolares a explorar a situação. Quer dizer, não sei se há. Mas deveria…

António Costa is the man #3

António José Seguro pode conhecer como ninguém “as bases do PS” e conhecer os nomes dos seus filhos (alguém o dizia há minutos na tevê) – normal para um jotinha, que convive com esses universos partidários locais desde a adolescência. E os rapazes agitadores podem não ser as melhores flores que se cheirem, esses malandros (nice try, Henrique Monteiro). Uma coisa é certa: Seguro não levaria o PS a lado nenhum que não conheçamos já: à derrota. E é também porque o País não são as bases do PS que António Costa is the man.

Projectar Matosinhos mas pouco

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© antonioparada.com | O que pensará Carrilho sobre os planos de António Parada para a Cultura?

Quem é António Parada (na foto ao lado de Manuel Maria Carrilho)? Um jota S matosinhense, nascido entre os pescadores, ali à beira do mar, o que só lhe fica bem (a proximidade com o mar e as suas gentes, quero dizer). Frase-lema para as Autárquicas 2013: Proje[c]tar Matosinhos. Projectar lá para fora. Turismo portanto. Mas também equipamento para o Desporto. Para tirar as crianças da rua, disse. As mesmas que mandaria para o mercado de trabalho em caso de falta de aproveitamento na escola, decerto.

Quanto à Cultura, um projecto central parece animá-lo: abrir o Cine-teatro Constantino Nery às colectividades da região, as quais, defende, também deviam ter direito a pisar aquele palco por onde só andam “as elites”, como lhes chama. Ou seja, destruir um dos melhores projectos culturais do Norte para lá fazer cultura popular, que é o que faz mais falta ao povo, como toda a gente sabe, e nem tanto um programa sustentado de criação de públicos para a Arte – que colectividades haverá sempre, haja ou não teatros de arte e museus ali ao lado.

“Os erros dos políticos muitas vezes têm consequências dramáticas na vida dos cidadãos”, afirmou há dias. Outras vezes, têm consequências na vida dos próprios políticos, o que ainda assim é bastante menos grave.

Fico a pensar que o PS anda realmente em baixo e que fariam melhor os socialistas se começassem a preparar os seus dirigentes locais no sentido de um combate político que fosse de facto alternativo ao do PSD.  E que fosse de Esquerda, já agora (isso é que era!) E já que estamos no domínio do sonho: que fosse capaz de compreender o verdadeiro alcance de um programa sério para a Cultura numa região subdesenvolvida. Mas lá está: quem tem o entendimento que tem António Parada da Educação não pode entender isto.

Um auto-retrato de António Parada, com programa eleitoral completo para Matosinhos, aqui.

Assim fico mais descansado

António Costa vai “dizer o que tem para dizer”

É seguro

porque vem no Expresso: António Costa avança para o PS.

Da série ai aguenta, aguenta (21)

Assalto a infantário para levar dois pacotes de leite e quatro papas

Contrato de funeral em vida

O crédito pode ser uma coisa funesta, já aprendemos essa lição, e pode até ser fúnebre. A funerária daqui do bairro, que teve sempre, como todas as funerárias, o constrangimento de não saber que pôr na montra – a miniatura de um caixão, um recipiente para cinzas, uma coroa de flores? – resolveu, por fim, essa dificuldade afixando um cartaz que oferece a quem passa uma oportunidade única. Chama-se “Contrato de funeral em vida” e consiste num “contrato de prestação de serviço funerário, efectuado em vida”.

Para além da sinistra imagem de depositar dinheiro a cada mês para vir a ter direito a um funeral, chama-me a atenção a particular disposição das palavras que permite ler que o contrato se destina a que nos realizem o funeral quando ainda estamos vivos e a espernear, se é que ainda se esperneia. Sabendo-se o que sabemos hoje, o “contrato de funeral em vida” bem pode ser a mais perfeita metáfora do conceito de crédito.  [Read more…]

A privacidade de António Parada

Até ontem desconhecia a existência de um tal de António Parada, líder do PS de Matosinhos e candidato à sua Câmara. Ao deparar-me com esta pérola de imbecilidade pedagógica e inutilidade cidadã no Facebook não resisti a adoptá-la, e aqui foi publicado ontem pelo Fernando Nabais:

Hoje recebemos uma notificação do Youtube nestes termos:

Caro Blogue Aventar, Serve o presente para o notificar de que recebemos uma reclamação por violação de privacidade relacionada com o seu conteúdo: [Read more…]

Talant de Bien Faire

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Cuecas de fio dental, vestidos e camisas de seda, charutadas, uma geleira tailandesa, viagens à Montgolfier ou a bordo de Boeing ou Airbus, cartonagem de crédito em barda, comezainas à volta do mundo em alguns dias, jóias – não ficámos a saber nadica de nada acerca dos broches, camafeus, escravas, etc -, livros para as estantes etc e tal. Tudo alambazamento Por Bem, umas parquitas despesas necessaríssimas ao funcionamento e promoção de uma orquestra.

O pior de tudo é que saiu da instituição completamente depauperado, conduz um carro emprestado e vive numa casa também posta à disposição por uma alma caridosa.  Como ele diz, deve ser o “mais estúpido dos burlões”. Ah, pelo que parece é e por isso mesmo bem podia ir aprender umas coisas em Paris.

Se não és Mulher

Devotos-hindus-realizam-rituais-matinais-as-margens-do-rio-ganges-no-primeiro-dia-do-festival-navratri-em-allahabad-na-indiaAbdica. Parte à aventura de não carecer de nada senão de ar, água e luz, música, para sobretudo desistir da ideia, da posse, da necessidade, do sonho, chamado dinheiro. Cumpre o teu Ganges, mergulhando nu no teu Nada, dia após dia. Contempla o sol crepuscular equatorial que se vê em África de nunca mais pesares no teu orçamento familiar. Todas as necessidades do teu agregado familiar são legítimas e supridas na medida em que não tenhas necessidades e não existas para a sociedade de consumo. Anula-te.

Parte para o País interior em que nenhum Relvas tenha o poder de te fazer franzir o sobrolho, muito menos Oli Rehn ou Draghi ou António Costa, na sua fidelidade omertàlhística ao áureo exilado. Não precisas de dinheiro. Nem de cartões de espécie nenhuma. Não para ter Alegria. Temos de morrer e temos, abdiquemos portanto do exercício falhado da argúcia que por exemplo transborda arrogante e mimada de Henrique Raposo, e aceitemos que nos ajustem segundo o irracional ultrapassar de limites com que nos ajustam, múmias sob cruciantes dúvidas que jamais serão saciadas, pois na pátria do cada qual por si, nenhum Nós interessa realmente. Se não és Mulher, não Sejas! Não anseies. Não busques.  [Read more…]

Parada com resposta…

Augusto Santos Silva, na sua página do facebook, sobre o já famoso caso “Parada” escreveu isto:

O caso da protocandidatura do PS à Câmara Municipal de Matosinhos é muito triste:
1. Desde logo, a Federação Distrital do Porto e a Direção Nacional do PS deixaram criar um problema onde ele não existia: o Presidente da Câmara em funções, Guilherme Pinto, é um socialista distinto, fez um bom trabalho, está apenas no segundo mandato e pode e quer recandidatar-se. Não se percebe que, nestas condições, o partido aceite mudar de candidato, apenas porque mudou a direção e a vontade da concelhia.
2. Depois, declarações como as que aqui em baixo se reproduzem, do atual presidente da concelhia e protocandidato à Câmara, não são infelizmente a exceção, mas sim a regra do que o dito pensa e diz.
3. Os partidos não são agregados de estruturas locais. São instituições com princípios, ideias e programas próprios. Os partidos não são siglas emprestadas a grupos de interesses ou a comunidades de afetos, por mais legítimos que sejam esses interesses ou por mais compreensíveis que sejam as emoções.
4. Nos termos que se anunciam, a candidatura do PS à Câmara de Matosinhos envergonhará o PS.
5. E, depois, é muito triste ver como os partidos tratam as localidades como se fossem seus feudos. Não é verdade. E, mais cedo ou mais tarde, os eleitores encarregam-se de mostrar aos partidos que são mais do que carneirinhos obedientes e acéfalos.

 

Clap, clap, clap!

Mercados

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Pousa Roriz

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E se fosse por Sorteio

Ora digam lá se isto não tem piada! Quer dizer, teria mais se não fosse na minha terra, mas de qualquer modo é só uma questão de tempo até deixar de ser um problema meu! Santa Paciência! Mas se quiserem seguir a sugestão do sorteio…