RTP

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Marinho Pinto congela Cavaco Silva

Serei tudo o que disserem
por inveja ou negação:
cabeçudo, dromedário
fogueira de inquisição
teorema, corolário
poema de mão em mão
lãzudo, publicitário
malabarista, cabrão
Serei tudo o que disserem:
Advogado, castrado não.

(fonte)

Ó Marinho…

onde é que assino a tua candidatura à Presidência da República?

Todos os judeus são judeus

mas uns menos que os outros.

O caso do surfista desprezado

O que é nacional não conta.

Anda tudo doido?

Nem sequer me atrevi a ver o vídeo.

Juventude perdida

AAC campeã europeia de desporto universitário. AAUM em segundo.

Mata o Consumidor que te Habita

Não paro, jamais pararei a minha demanda por pessoas e lugares que me façam justiça e me recordem a minha mais profunda identidade. Sou um amado de Deus. Sei-o. Sinto-o. Vivo-o. Anuncio-o aos que se deixam permear pela minha voz propositiva, nunca impositiva, guru de mim mesmo.

Também por isso opto, com toda a minha liberdade, loucura e lucidez, por não consumir coisa nenhuma para mim. O que não gasto, sobra-me, desde que jejue e encare com calma a falta de recursos para um dentista, um problema mecânico, uma deslocação à cidade. Como se estivesse a fazer o meu próprio sal, e a resistir ao colonialismo ideológico de Passos Coelho, encontrei uma forma pacífica e eficaz de resistência psicológica à opressão político-económica em decurso, opressão que me escraviza e me declara fatal precário ou potencial desempregado no meu ofício docente até à minha morte por velhice. Como resistir ao opressivo asfixiar de economias familiares, como a minha? Matar em mim até ao Zero do Desejo qualquer vestígio de consumo. O meu Ganges interior reclama-me o despojamento. O Planeta agradece e a minha fome de viver de Espírito, Sabedoria e Belo agradece também. [Read more…]

Viva o medronho algarvio

Uns músicos irlandeses vieram a Portugal e dedicaram uma canção ao medronho algarvio depois de um processo de investigação e criação artística que se imagina ter oscilado entre grandes alegrias e notáveis ressacas. Mas aquilo que eles aqui cantam não é o esterilizado medronho tecno-espacial da ASAE, ou não fossem eles irlandeses e não soubessem o que é produzir bebida destilada segundo métodos tradicionais e populares.

Este é o medronho que o povo inventou e faz desde tempos ancestrais em alambiques caseiros,  segundo métodos próximos da perfeição técnica. Este é que é o verdadeiro medronho algarvio, o que alcança patamares de qualidade sublimes, mas que hoje em dia é ilegal produzir, possuir e consumir sem que se cumpra um número absurdo de regras que o descaracterizam e afastam da sua matriz democrática e celebrativa.

À vossa.

A bravata

Santana Castilho *

1. Em livro que escrevi em 1999, em plena euforia dos milhões diários que nos entravam porta dentro, afirmei ser pouco sério confundir essas imediatas vantagens financeiras com vantagens económicas de futuro. Admiti então, qual velho do Restelo, que subjacente a tanta prata fácil estava uma bem escondida estratégia hegemónica. E adiantei, contra-corrente, que se víssemos as coisas por esse ângulo não cairíamos na esparrela que se desenhava: ao longo dos anos fomos financiados para deixar de produzir e destruir a agricultura e a indústria. Ora se somos responsáveis pelo caminho que aceitámos, também a União Europeia o é, por nos ter induzido a trilhá-lo. Chegados onde estamos, é penoso ver que a bravata tapa a realidade. Podermos continuar a endividar-nos a um juro superior ao que agora pagamos à troika (4,891 versus 3,4 por cento) justifica a bravata? Se em Abril de 2011 fomos “expulsos” dos mercados, por que razão nos receberiam agora, quando a dívida, em lugar de diminuir, cresceu 25 mil milhões de euros e a economia se afunda a cada dia que passa? [Read more…]

O Costa do “soma e segue”

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O “grandioso herói” do momento, infelizmente prossegue a sua laboriosa saga de descaracterização da capital portuguesa. A Câmara Municipal de Lisboa permitiu a construção de um horrendo mastodonte cuja estrutura é aquela que a imagem mostra. Situa-se diante do Palácio do Correio Velho – sede da CPLP -, na Rua de S. Mamede/Escadinhas de S. Crispim. Qualquer lisboeta pensaria tratar-se de uma zona protegida, mas a perigosa e nefasta dupla camarária composta pelos srs. Costa e Salgado, tem um outro entendimento acerca da gestão do “caminho do Castelo”. Fica assim o Teatro Romano acompanhado por este triste sinal dos novos tempos. Um horror.

Do Prazer

comboio-leituraQue uma viagem de carro nunca há-de dar.

Uma história de borralho

O tronco de oliveira verde ardia já desde ontem, numa chama contida mas constante. Ao contrário do pinho enresinado que se consome num fogo rápido e exuberante, a oliveira, mesmo que verde, leva o seu tempo para se transformar em cinzas.

“É a que cortei agora”, dizia-me o Ti Manel enquanto nos aquecíamos com um tinto novo, sentados no borralho. Deve ter sido a última das oliveiras que faziam a estrema no Vale Raposo, agora transformado em eucaliptal. “Eu não queria arrancar a vinha mas deram-me quase mil contos de subsídio. Era muito dinheiro”. Este arranque passou-se nos noventas, era primeiro-ministro o actual presidente da República. “Quando foi aprovado não consegui lá ir fazer o serviço mas a Maria juntou umas mulheres e cortaram as varas todas. Ficaram só cepas. Até chorei mas depois a máquina entrou por ali fora e rompeu tudo. Acabou.”

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