Relatório do FMI teve “mão” do Governo
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
Cavaco Silva assinou, hoje, a morte de mais de mil freguesias.
A lista completa pode ser consultada por todos e mostra, de forma muito clara, que este não era o caminho.
O problema de Portugal, das suas finanças e da sua economia, não está nas freguesias e estes cortes são trocos …
Agora é que vai ser, isto é, já é, ou seja, está quase, quer dizer, será com certeza, talvez.
Erica Fontes ganha Óscar da pornografia.
O IVA a 5% estimula a indústria cultural.
Como estaria a educação nacional se tivéssemos um curriculum coerente, de alto a baixo? E se o modelo de gestão das escolas atraísse os melhores? Que teria acontecido se a política educativa privilegiasse a cooperação, que une, em detrimento da competição, que divide? E se os professores fossem respeitados, que não vilipendiados? O exercício dicotómico que esbocei prolongar-se-ia longamente, opondo o que é ao que poderia ser. Mas porque não aconteceu cada metade de cada pergunta, os putativos resultados permanecerão no campo da dialéctica. Diferente é o que está apurado e passou a factual. É por isso que o relatório do FMI está mal feito. Nesta crónica, que é uma nota para Moedas, apontarei alguns dos muitos erros que tornam mau aquilo que Moedas diz que é bom. E porque nem eles, técnicos, nem ele, político, podem ignorar a verdade, concluirei dizendo que uns e outro foram desonestos. Eles, intelectualmente. Ele, politicamente.
Diz o relatório, a abrir (p.58), que o sistema de educação em Portugal perde por comparação com os demais países da Europa, no que toca à relação entre os custos, por referência ao PIB, e os resultados. O relatório diz que gastámos, em 2010, 6,2 por cento do PIB. Está errado. Gastámos cinco, inferior à média da UE. Mas, porquê 2010? Depois de tanta avaliação e tantas missões, estes mafarricos não conhecem o valor actual, que se cifrará por volta dos 3,8 por cento? A afirmação é falsa e particularmente grave, por coexistir com a recente divulgação dos resultados de dois dos mais credíveis instrumentos de notação dos sistemas de educação: o TIMMS (Trends in International Mathematics and Science Study) e o PIRLS (Progress in International Reading Literacy Study). Como, aliás, referi no meu último artigo, Portugal foi o país que mais progrediu no ensino da Matemática e o segundo que melhores resultados obteve no que toca às ciências. Que mundo observam estes peritos? Linhas à frente, afirmam que nos dois últimos anos o Governo melhorou a avaliação dos professores. Saberão que nesse tempo a coisa não mexeu, simplesmente hibernou? [Read more…]
Chega de cantigas: este governo não quer reformar coisa alguma, quer derrubar o regime constitucional. Direitalhos golpistas, rendidos à impossibilidade de uma alteração constitucional por via democrática e sabedores que historicamente a sua ideologia neoliberal só consegue os seus desígnios oitocentistas em ditadura, tendo fracassado todas as experiências de a implantar onde haja um mínimo de democracia, andam a cultivar o pavor que permita aplicar a doutrina do choque.
O que sucedeu ontem na conferência Pensar o futuro – um Golpe de Estado para arrasar a sociedade com uma santanete a dar tiros nos pés do Moedas e o Moedas a disparar sobre os pés da santanete tem uma explicação muito simples: sabem perfeitamente que entre os seus pode, na excitação da conversa, fugir a boquinha para a verdade, como por vezes ocorre escrevendo a insurgentes e blasfemos, por exemplo. E como toda a gente sabe os golpes de estado que se anunciam não se concretizam.
O resto é conversa, e uma agência de comunicação aos saltinhos atrás do prejuízo. A música da Chatham House deve ser para surdos, porque uma regra assim (tradução oficial):
Quando uma reunião (ou uma parte da reunião), é governada pela a regra da Chatham House, os participantes são livres de usar a informação recebida, mas não podem divulgar a identidade e a afiliação dos oradores e dos participantes.
não tem absolutamente nada que ver com isto. Inventem mentiras novas.
Mais erros de palmatória no relatório.
Autoria (não confirmada) de Michael Moore.
A jornalista Patrícia Silva Alves, de quem já li outras coisas na Visão, no i e por aí na blogosfera (umas, com interesse; outras, nem tanto), publicou na última Sábado um trabalho sobre manipulação de dados. Sob o título “Como usar os números para enganar”, a plumitiva usa o exemplo da Argentina, onde a inflação oficial é de 10%, e peritos internacionais apontam para 25%.
A Revista The Economist terá mesmo abolido como referência nos seus indicadores os dados oficiais, sob o argumento de que “estamos cansados de compactuar com o que parece ser uma tentativa de enganar votantes e investidores”. O caso é tanto mais grave quanto é certo que o FMI deseja suspender o direito de voto do país enquanto não forem emitidos dados fiáveis.
A ser verdade o que se afirma ali, e nada nos move em contrário, a McDonald’s terá articulado com o governo um preço abaixo da tabela para o Big Mac (será o mais barato de menu), usado pela revista The Economist para medir o custo de vida em vários países. Sendo a jóia da coroa e o hambúrguer mais famoso da cadeia, aquela multinacional tenta contornar o preço baixo ao tirá-lo da circulação em muitas das suas lojas, obrigando a que se consumam hambúrgueres mais caros. [Read more…]
A História do neoliberalismo contada por Naomi Klein.
Ficha IMDB
Diogo Freitas do Amaral disse na entrevista que deu ontem à TVI24 que “o CDS-PP não tem coragem política.” Tenho ouvido demasiadas vezes essa acusação dirigida ao CDS-PP, como se fosse muito normal, uma consequência natural da acção governativa, não ter coragem política, neste caso para se chegar à frente e assumir divergências votando contra, dizendo basta, num compromisso claro com a ética, e sobretudo com o povo, para cujo sofrimento o CDS-PP está a contribuir de forma aviltante, desonrosa para gente nascida e criada nos valores da democracia cristã. Mas afinal quando se não nos momentos difíceis da vida política se espera coragem política dos políticos?
“O relatório do FMI é um documento ideológico. (…) Por que não cortam nos 40% do Estado dos boys&grils dos partidos? (…) O exercício do poder político muitas vezes cai na injustiça e na ofensa aos direitos adquiridos” Diogo Freitas do Amaral à TVI
Marques Mendes debaixo de fogo. Pires de Lima acusa-o de deslealdade.
Será que o ouro está lá? (em inglês) Quando o Chavéz fez o mesmo correu muita tinta.
“O tempo em que se escreve o resto das nossas vidas” não tem jornalistas.
Uns senhores fizeram uma conferência chamada “Pensar o Futuro – um Estado para a Sociedade”. Parece que foi impulsionada pelo primeiro-ministro. Não acredito. Não acredito que o primeiro-mnistro deste país tenha caucionado uma conferência sobre um tema tão importante onde haja restrições à liberdade de informar.
A não ser… A não ser que este encontro mais não seja que uma espécie de reunião do conselho de administração de uma corporação. Daí as preocupações com as ‘frases retirados do contexto’.
Nesse caso percebe-se. Como diz um afamado ditado: O segredo é a alma do negócio. Logo, como estão a tratar de negócios…
P.S. Há sempre a hipótese dos participantes na coisa quererem dizer palavras menos agradáveis em privado e evitarem serem confrontados com elas em público. Mas não deve ser isso. Não acredito que seja uma questão de falta de carácter.
P.S.S Há sempre a hipótese de ser o clube do Bolinha ou o Clube de Combate.
Dois homens carregados de bom senso comentam a carta enviada ao Ministro da Educação. Rui Moreira, economista, considera ridícula a ideia de que o chamado acordo ortográfico (Ao90) servirá para aumentar as nossas exportações para o Brasil; Júlio Machado Vaz, psiquiatra, ri-se da crença de que as consoantes mudas ocupavam demasiado espaço no cérebro das pobres criancinhas portuguesas.
Rua da Boavista, Coimbra – Fotografia Paulo Abrantes
Ah não, afinal é a França do santo Hollande. Mais um anjo caído.
Confesso que me aguentei umas horas. Queria negar o destino. Percebi, enfim, que o tempo está longe de ser um bom conselheiro. Não resisti.
Mas é bem feito!
Não resisti e agora sinto-me roubado!
Gostava de vos transmitir, em palavras, o que sinto. Não consigo.
Deixo-vos apenas alguns links para que se possam juntar a mim no sofrimento ou quem sabe na rua:
– Público (xls);
– Expresso (xls);
– Jornal de Negócios (xls)
– SIC;
E, querendo ter muita gente comigo, em Lisboa, no dia 26, nada melhor do que a tabela dos roubos aplicados aos Professores.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
Efectivamente, na KEXP.
Por acaso, já agora… Um dia, estava eu no Castle Howard, a recordar, reviver e revisitar, mas num ambiente pop, quando me apareceram de surpresa. Amanhã, em Bruxelas, voltarei a vê-los e ouvi-los. Com novidades, anunciadas há meses por Alexis Petridis, como “alien offshoot mushroom, going the gym to get slim“, “my dream house is a negative space of rock” ou “when I was a child I wanted to be a horse, eating onions, carrots, celery“. Em princípio, será isto. Veremos.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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