A dançar que nem um cavalo

Paro = desemprego
Curro = emprego

O resto também é igual.

Rudy Y Ruiman – En el Paro Estoy (Rajoy dame un Curro)

A caça somos nós

o FMI cumpre aqui a função de batedor.

Acordo ortográfico: a propósito de uma carta aberta

NAO2cDuzentos cidadãos subscreveram uma Carta Aberta ao Ministro da Educação a propósito das incongruências detectadas em vários instrumentos (alguns oficiais) que, baseados no chamado acordo ortográfico (AO90), deveriam servir para auxiliar qualquer utente da língua a escrever sem erros. No entanto, a leviandade e a incompetência que têm presidido à aplicação do AO90 levaram a que diferentes dicionários baseados na mesma reforma ortográfica entrem em conflito, o que, do ponto de vista educativo, é gravíssimo. Num país em que a iliteracia já (des)governava, juntar ao caldo esta confusão corresponde a algo inclassificável, a não ser que se considere um luxo dispensável a existência de um sistema ortográfico o mais consistente possível.

A carta foi enviada, incluindo um quadro anexo. O autor deste esforço ingente, que seria desnecessário num país civilizado, foi o Rui Miguel Duarte, um dos mais prolíficos e rigorosos críticos do AO90. A republicação da carta no Aventar foi mal sucedida, porque houve alguns problemas com as notas de rodapé e com o quadro anexo. A fim de permitir uma consulta mais cómoda, aqui fica uma ligação para o texto da carta e outra para o quadro de lemas (a propósito, os menos familiarizados com o termo “lema” no âmbito da Linguística poderão consultar a definição constante do Priberam). [Read more…]

Desejos

mala chanelImagem roubada no Facebook a André Marques Viegas

 

– 20% nas pensões de reforma

«(…) Quererão os actuais reformados pôr em cima dos seus filhos e netos a responsabilidade de pagarem [tantos e tão elevados] impostos, para virem mais à frente a receber pensões mais reduzidas, quando eles próprios se reformarem?» – Relatório do FMI, Questões-chave

Era uma vez um país de reformas estruturais… e de outras

Portugal é um país de reformas. É a minha constatação por estes dias. Dentro de uma semana ou duas, poderei constatar outra daquelas verdades que o senso comum recomenda. Por exemplo, que apesar de tudo, temos um óptimo clima em comparação com outros países. Como eu adoro o senso comum.

Voltando às reformas. Não há nenhum governo que não assuma uma preocupação especial com a necessidade de “reformas estruturais”. São sempre imprescindíveis. As nossas estruturas precisam de tantas reformas que começo a perguntar-me se não será mais uma questão de falta de fundações.

comodus

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Força, rapazes!

Imagem

A Federação Portuguesa de Hóquei publicou na sua página do Facebook várias fotografias do local de estágio da selecção nacional de s/21 indoor que, em Bratislava, defenderá as cores de Portugal no Europeu da categoria.

A par do belíssimo e alegre ambiente que reina no grupo de trabalho, podemos ver que, por aqui, não se tratam mal os dinheiros públicos. ImagemUma sala na sede federativa serve de camarata aos melhores, àqueles que se habituaram a viver com pouco e, mesmo assim, não fazem cara feia. Não frequentam as parangonas dos jornais e outros media, não estagiam em hotéis de múltiplas estrelas, não têm quem, nas colunas sociais, lhes afague o ego.

Abraçaram uma modalidade pobre, amadora, sabem, por isso, que as mordomias continuarão a ser para os outros, os dos desportos ricos. Não obstante, pedem meças pelo orgulho que colocam quando representam as cores nacionais. E não se escondem! Mostram a todos que a humildade também pode ser o caminho para o sucesso. [Read more…]

Opinião:

“Estou farto deste jornalismo de merda”, por José Mendonça da Cruz

Estou farto deste jornalismo de merda”, por José Mendonça da Cruz
Estou farto da informação reaccionária e terrorista, que, em vez de estudar e explicar os assuntos, os submerge no que proclama serem as fatais e inevitáveis consequências. Farto de ver medidas graves e sérias como as que o FMI propõe para a redução da despesa serem descartadas, sofrerem como tratamento serem despejadas sobre elas as sentenças grosseiras e retrógradas do comunista de serviço. Estou farto da parcialidade e da preguiça.
Estou farto de directores e editores cheios de narrativas pré-fabricadas na cabeça, destituídos de capacidade ouvinte, despidos de curiosidade além do próprio e indigente pré-juízo, apostados em afogar os factos nas suas pobres certezas.
Estou farto da esperteza saloia dos rebanhos redactoriais, da sua presunção ilegítima de que o seu poder vale mais que o voto. Farto do engraçadismo que extravasou das croniquetas para malformar as notícias, farto das reprimendas em off por aquilo que os políticos «só não disseram», farto de remoques pessoais e ressentimentos pedantes.
Estou farto desta manipulação descarada, boçal e presumida que treslê relatórios, que omite os factos que contrariem o preconceito, que falsifica discursos feitos em português de lei sob o pretexto de que eram «herméticos». Estou farto desses medrosos, desses cadáveres, que pintam tudo de negro e suspiram pelo imobilismo.

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Porta dos Fundos 3

inclui:

uma foda, o cu não é de vocês

Eles que habitam nas paredes (4)

r cabido
Rua do Cabido, Coimbra. Fotografia Paulo Abrantes

Em dia de traduções

O Nuno e João traduziram a 5ª actualização do Memorando.

O princípio da incerteza

cemitério de navios na Mauritânia

Ou o fim? No porão os ratos (muitos, muitos!) remexem-se aflitos, o velho navio afunda-se, o País vai mesmo mudar, e para muitos acabou. Resta saber quanto mudará, e sobretudo como, com que custos para o povo, com que Governo (Rui Vilar?), com que orçamento para 2013, com que resultados depois das eleições de 2014 (quem? que esquerda? que líder?) No Aventar, traduzimos o relatório do FMI: queremos compreender, com as palavras da nossa Língua. Está quase. Não será a bíblia do Governo, como disse já Passos Coelho (a do povo português não é certamente), mas muito do que vai ser levado a cabo no País (falando da sua condição de Estado-membro da UE, sob assistência financeira e soberania condicionada) desenha-se por lá. A parte relativa à equidade intergeracional levanta muitas questões – para além da linguagem paternalista e culpabilizadora dirigida às actuais gerações de pensionistas. Mas também a despesa com a Saúde e com a Educação dos portugueses é matéria de análise – sempre com o objectivo de reduzi-la, claro. A publicação deste relatório (feito por um credor do Estado, não deixa de ser irónico) marca claramente o fim de um ciclo longo. Resta saber que país vamos ter, quando à austeridade brutal (para pagar, designadamente, as heranças criminosas da corrupção financeira endémica) se acrescentarem as reformas.

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