O BANIF é do povo

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Acabámos de doar 1,1 milhões a mais um banco pré-falido. Sim, nós todos. Coisa pouca, mais pagaremos pela reestruturação da banca, assegurando que os empreendedores manterão os seus capitais intactos num offshore qualquer, longe daqui.

Para começar as acções estão em alta. A este tipo de refundação económica chama-se desde o séc. XIX acumulação de capital. Pode ocorrer de diversas formas, em Portugal mete sempre uma ajudinha de um governo solícito e obrigado.

Na cabeça tonta de um Gaspar e de quem o ama, estas acumulações, e salvações fazem todo o sentido porque o capital obtido ou salvaguardado será posteriormente investido na economia. Deixando de lado as passagem de ano do impagável Dias Loureiro em Copacabana, acredito que sim. Serão reinvestidas algures, numa economia qualquer, paguemos então a viagem às ratazanas que abandonam o navio. Ocorrido o naufrágio, não deixarão de nos enviar um postal de boas-festas no final do ano.

Imagem: cartaz sobre a nacionalização da banca (1975), ephemera

Os abutres também voam

a dívida portuguesa gerou um retorno de 57,1% desde o início de 2012. (fonte)

Andava à procura destes números

1900 milhões de Euros de impostos sobre o tabaco não chegam para os 490 milhões de despesa do SNS atribuídas ao seu consumo?

Fonte.

Acordo geral

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E agora para algo completamente novo…

Aviso à navegação a todos os candidatos. E candidatos a candidatos. As pessoas estão fartas das frases do costume, de fóruns repetidos, de estados gerais disto e daquilo. Estão cansadas que lhes digam que este sim, este é o momento para fazerem ouvir a sua voz.

Senhores candidatos, as pessoas querem ser ouvidas sempre, querem que as levem a sério, que tenham em conta as suas pretensões. Mesmo que, às vezes, contraditórias. Mesmo que inviáveis. Querem ainda que lhe expliquem porque é que se fazem certas opções em vez de outras. Querem participar a sério e não de faz de conta.

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Mas menos famílias

O que queremos é que haja mais médicos de família“, assegura Paulo Macedo

Até tu, Cavaco Silva?

espiral vaticano

Entretanto, quando aumentam os impostos…

Dizem que estamos em austeridade, que há que fazer sacrifícios, que há que cortar ‘nas gorduras’, que o Estado deve intervir menos. E entretanto, ‘ajudamos’ um banco com mais de mil milhões de euros.

De certeza que o mundo não acabou?

Ao ler esta notícia pela manhã, fiquei a saber  que andei enganada por mais de 20 anos: afinal a proximidade nem sempre foi o oxigénio da imprensa regional, pois que agora é que se vai apostar nela.

E descobrir exemplos como o secular “Aurora do Lima” – que, nas palavras do director – se viu obrigado, ao fim de 150 anos, a contratar um comercial…é mais ou menos como ter um tesouro escondido no soalho da casa sem saber.

Por último, mas nem por isso menos importante, essa janela de oportunidades que nos mostra o presidente da Associação Portuguesa de Imprensa, João Palmeiro: “Estamos a dialogar com o Ministério da Economia para que na preparação do novo quadro de apoios comunitários os CAE (Classificação de Atividades Económicas) das empresas jornalísticas sejam aceites nas candidaturas ao Quadro de Referência Estratégica Nacional» (QREN), disse à Lusa o presidente da Associação Portuguesa de Imprensa (API), João Palmeiro”. Contando que não seja apenas um incentivo feito à medida para os suspeitos sujeitos do costume, tudo bem!

Obrigado, professores!

Santana Castilho *

1. O ano que terminou foi apontado como o da viragem. Nada virou e muito piorou. Este será de continuidade: mais desemprego, mais falências, tribunais entupidos com cobranças fiscais coercivas, mais economia paralela, menos direitos, menos democracia e exponencial crescimento da pobreza. Perante o inevitável descambar do orçamento logo no primeiro trimestre, seguir-se-á mais austeridade. A chamada refundação trará miséria aos funcionários do Estado e novo golpe contra os serviços públicos, com a educação, a saúde e a segurança social na linha da frente. Apesar dos sacrifícios, a dívida continuará a aumentar. A “troika”, ela própria “entroikada” com o seu falhanço, terá tendência cúmplice para proteger Gaspar e Passos, apesar destes terem falhado em tudo, designadamente no combate ao défice, eixo fulcral do “programa”. Os arranjos entre a elite no poder terão em 2013 um ano venturoso. Tudo se conjugará para que os negócios floresçam, a coberto do diáfano manto de opacidade das privatizações, sob o qual se movimentam os consultores e os advogados da órbita do poder. Para esses não haverá crise nem Gaspar. É ela e ele que existem para eles. Mas a sobrevivência do país imporá a queda do Governo. A dúvida reside em quem a provocará proximamente. Pode Paulo Portas, com considerável grau de probabilidade, bater com a porta. Dificilmente os que conspiram dentro do PSD terão a coragem de atirar Passos borda fora. Mas é uma possibilidade a admitir no plano teórico, tão remota como a da iniciativa pertencer a Cavaco Silva. Resta a pressão da rua e a moleza do PS. [Read more…]

Gérard Castello-Lopes (2)

Gerard C Lopes I-Nazaré

Os valores da educastração

A Opus Dei separa os meninos das meninas. Os anjos não entram.

Getatchew Mekurya com The Ex

Getatchew Mekurya, sax tenor, nasceu em Adis Abeba em 1935. Em 2004, os ex- punk holandeses The Ex, depois de terem conhecido a reedição, na série Éthiopiques, do álbum de 1970 “Negus of Ethiopian Sax“, convidaram o septuagenário músico a participar no espectáculo do seu 25.º aniversário. Mekurya retribuiu, propondo-lhes colaboração no seu álbum de 2006, “Moa Anbessa“, e posteriormente no seu álbum do ano passado, “Y’Anbessaw Tezeta“, no qual se lhe juntaram alguns músicos de jazz contemporâneos (incluindo o excelso Ken Vandermark) – Wiki dixit.
Neste clip, Mekurya, com outros músicos e performers etíopes, junta-se aos The Ex, aqui com Mats Gustafsson e Paul Nielsen-Love, em concerto no Centro Cultural da Universidade de Addis Abeba, em 21 de Fevereiro de 2011.

Artur Baptista da Silva é candidato a Primeiro-Ministro

Coelhartur“Eu penso que não é dito que os salários mais baixos da função publica possam não perder poder de compra, isto é serem actualizados apenas pelo nível da inflação; e portanto só há duas maneiras de fazer isto: tributar mais, também, o capital financeiro, com certeza que sim.”

Pedro Passos Coelho, candidato a Primeiro-Ministro
Visto aqui e lido aqui.

(continua)