quando o mundo era a preto e branco*

 

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Esta sou eu, em 1974. Impossível dizer se antes ou depois do dia 25 de Abril. Mas nesse ano, definitivamente era assim que eu era. Uma miudinha de sete anos. De longuíssimos cabelos, grandes olhos, a quem vestiam riscas com xadrez – devia ser moda, porque as outras miúdas (a Júlia e a Isabel) também estão vestidas do mesmo modo, numa das fotografias. Ainda não usava óculos e, em duas das fotografias, também não tinha o aparelho na perna direita. A minha mãe às vezes deixava-me andar sem ele. O que eu considerava um sinal de grande liberdade. Parecia-me mais com as outras miúdas, sem o aparelho, ainda que me fosse, obviamente, mais difícil acompanhar os seus passos.

Não tenho muitas fotografias dos anos antes de 1974. Não éramos ricos, os meus pais e eu e a minha irmã. Além disso, eu tinha nascido, sete anos antes do 25 de Abril, com uma perna (a direita, a tal onde usava – ainda uso, embora muito mais pequeno que na época – um aparelho e uma bota compensada) mais curta que a outra e os meus pais tinham que pagar as operações, que foram muitas, até aos sete anos, e as estadias mais ou menos prolongadas no hospital. Uma das fotografias sou eu na cama no hospital. Parece, ao que me contam, que era lá que eu estava no dia 25 de Abril de 1974. Nesse tempo, não havia segurança social, nem comparticipações de despesas de saúde. A minha mãe trabalhava numa lavandaria. O miúdo de calções que aparece numa das fotografias era o Zé Manel, filho dos donos. Neste dia da fotografia tinha-me batido com um pau cheio de tinta cor-de-rosa. Daí a minha cara franzida. O meu pai trabalhava numa fábrica de móveis. Fazia a distribuição pelo país todo. Distribuía, com os móveis, panfletos do MDP-CDE. Clandestinamente, claro.

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Antes de virem morar para Lisboa, em 1965, os meus pais viviam nas aldeias onde nasceram, na Beira Alta. A minha irmã nasceu ainda numa delas, em casa. Eu nasci na Maternidade Alfredo da Costa, dois anos após a mudança para Lisboa. Vivíamos numa casa minúscula, com um quintal, lembro-me de a minha irmã – mais velha que eu 4 anos – me ler histórias nesse quintal, que eu decorava para depois espantar a vizinhança, fingindo que estava a ler, sentadinha calmamente numa cadeirinha. ‘Ó dona Maria Augusta, venha ver que a Betinha já sabe ler’, gritavam as vizinhas por cima dos muros do quintal, à minha mãe. A minha irmã, além de me contar histórias, também me explicava, entre outras coisas igualmente nojentas, que as lesmas do tanque eram caracóis sem casca, o que me enojava tanto que nunca consegui gostar de caracóis. O meu pai tinha pombos no quintal e a minha primeira palavra foi ‘chico’, que era o nome de um dos pombos. Era branco. Suponho que poderia ter escolhido uma palavra mais sofisticada para dizer pela primeira vez, mas não me tenho dado mal com o vocabulário, mesmo assim.

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Antes de virem morar para Lisboa, em 1965, dois anos antes de eu ter nascido, os meus pais viviam, então, em duas aldeias da Beira Alta. O meu pai tinha 6 irmãos e era órfão de pai, desde os três anos. A minha mãe tinha três irmãos. Ambas as minhas avós tiveram 12 filhos. Estes foram os sobreviventes. A minha avó paterna chamava-se Berta e apanhava volfrâmio. O pai do meu pai, que nunca conheci, chamava-se Nascimento e morreu a operar uma máquina de extração de volfrâmio. O meu pai mal acabou a escola primária foi trabalhar num paiol. Fazia foguetes. A minha mãe andou na escola 2 anos apenas. Foi servir, muito novinha, para casa de pessoas ricas da aldeia. Conta que teve os primeiros sapatos aos 14 anos. Antes disso usava chinelos de trapos. E tinha de tomar conta dos irmãos mais pequenos. O meu avô materno chamava-se Alberto e era um homem muito querido. Lembro-me que tinha uma burra. A minha avó materna chamava-se Felismina e era uma pessoa mais seca que o meu avô, provavelmente das amarguras da vida. O meu pai e a minha mãe sempre contaram histórias de sardinhas que tinham de chegar para três e da pobreza da vida que viveram. Da fome. Da tristeza daqueles tempos, a preto e branco. As casas das minhas avós eram pequenas. Lembro-me de as ir visitar e pensar como teriam cabido ali 6 ou 8 pessoas. Lembro-me que já teria eu 10 ou 12 anos quando tiveram água canalizada e casa de banho. Isto era Portugal, antes e depois do 25 de Abril. Portugal há 40 anos. Uma longa noite.

O meu pai não foi à guerra. Estava na tropa quando a guerra começou, mas sendo o filho mais velho de uma família grande onde havia apenas mais um homem (o meu tio Manuel, mais novo que o meu pai dois anos, que esteve na guerra), escapou. Ele costuma contar que foi por causa do padre em Tancos, que era seu amigo. Na verdade, não sei. O meu pai ajudava à missa, na tropa e tomava conta da biblioteca. O meu ‘Huckleberry Finn’  e o meu ‘Pinóquio’ ainda têm o carimbo da ETP. Se for preciso, posso devolvê-los. Estão estimados.

O meu pai foi para Lisboa sozinho, primeiro que a minha mãe, arranjar trabalho e casa. Depois vieram a minha mãe e a minha irmã, pequenina. Já viviam em Lisboa a minha madrinha, irmã de meu pai, e o meu padrinho com o seu filho mais velho. Creio que o meu tio Zé, irmão da minha mãe, também. Ficaram a viver perto uns dos outros. Ainda vivem. O meu padrinho era polícia e eu tinha medo dele, quando o via de farda. Mas um dia deu-me um canário amarelo, teria eu 2 anos e eu deixei de ter medo dele. O canário, que se chamava Bibi, morreu velho e míope, 11 anos depois.

No bairro onde morávamos, antes de 1974, havia um homem de quem o meu pai dizia ser ‘carrasco’ na PIDE. Eu não sabia o que isso era, mas não gostava do senhor, fosse como fosse, embora brincasse com as filhas dele, na rua. Também encenávamos peças de teatro, para a vizinhança, no quintal. Tínhamos um rádio grande, que custou – nunca me esqueço – 700 escudos. O meu pai ganhava muito menos que isso, por mês. A minha mãe ainda menos que ele. Ouvíamos, nesse rádio, música e programas variados, como os ‘Parodiantes de Lisboa’ e ‘Quando o telefone toca’ e brincávamos na rua o tempo inteiro. Televisão creio que só tivemos depois de 1974. E telefone também.

Lembro-me de ir ao leite com a minha mãe, à vacaria do senhor Mário, perto da casa da minha madrinha, com uma leiteira de alumínio. A minha mãe fazia manteiga com a nata do leite e a seguir bolo de bolacha. Íamos também às laranjas, a uma quinta, todos os anos, mal chegava Setembro. A quinta tinha caseiros e cavalos e eu gostava de lá ir. Tínhamos um vizinho cujo pai tinha uma quinta em Ponte de Lousa, onde passava uma ribeira grande e onde havia cenouras, agriões e tudo o mais que costuma haver nas quintas. Isto eram os arredores de Lisboa. Íamos lá bastantes vezes, passear.  A certa altura o meu pai comprou um carro. Era um Toyota Corolla de uma cor inenarrável. Também íamos ‘à terra’. A viagem demorava várias horas, não havia autoestradas. Era um suplício, mas parávamos sempre para almoçar em Ponte de Sôr ou perto da barragem de Montargil. A seguir a 1974 as pessoas costumavam confundir o meu pai com o Mário Soares. Eu nunca lhe vi parecenças. Mas suponho, até hoje, que pode haver semelhanças piores. Na ‘terra’, a minha avó Berta fazia sopa de feijão em panelas de 3 pés. As couves da sopa sabiam melhor que todas as outras que eu pudesse comer. E havia, no verão, os pêssegos e as maçãs bravo de esmolfe, cujo sabor e o cheiro são impossíveis de esquecer. As ruas eram difíceis para uma miúda de aparelho na perna, como eu, sobretudo na aldeia da minha mãe, mas o meu primo Beto dava-me sempre a mão. Temos a mesma idade.

Às vezes ia com a minha mãe buscar a minha irmã à escola. Íamos e vínhamos a pé. A subida para a nossa casa pequenina era muito íngreme e empedrada e eu cansava-me muito, com o aparelho que era, nesses tempos, bastante mais pesado do que aquele que agora uso.  O meu primo Beto morava ainda na ‘terra’ e não me podia dar a mão para me ajudar.  Às vezes a minha mãe subia comigo ao colo. Na escola, na sala da minha irmã, havia fotografias do Marcelo Caetano e do Salazar e do Américo Tomás. E crucifixos.

Aprendi a ler no Hospital de Sant’Anna  na Parede. Tinha um livro cor de laranja com uns meninos na capa que empunhavam uma bandeira e escrevia com o caderno pousado sobre um tabuleirinho cor-de-rosa. Havia fotografias dos mesmos senhores. E crucifixos. E enfermeiras, de quem eu não gostava, porque nos obrigavam a comer tudo, mesmo o que não gostávamos e nos tapavam a cara com panos, na hora da sesta. Também nos batiam. A única coisa boa do hospital, eram as visitas dos meus pais. Os livros que me traziam e os chocolates. Quando saí do hospital e fui acabar a primeira classe na escola primária, a professora dizia que eu tinha uma letra horrível e a minha mãe respondia ‘coitadinha, aprendeu a escrever na cama’. E isso era desculpa bastante. Com o tempo, melhorei a letra. Quando fui para a escola primária, já não havia retratos daquelas pessoas nas paredes. Mas havia crucifixos e a minha turma era só de meninas. Vestíamos batas brancas, por cima da roupa. Éramos más umas para as outras, como sabem ser as crianças. Há-de haver em casa dos meus pais, fotografias desses tempos. A professora só me bateu uma vez com uma cana-da-índia na cabeça, já andava na 4ª classe (em 1977, portanto) porque em vez de cantar o hino nacional, escolhi cantar a canção dos Marretas. Suponho, por isso, que já tivéssemos televisão em casa.

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No hospital os pais não podiam ficar connosco, e, mesmo se pudessem, os meus tinham de trabalhar para pagar as contas das operações e assim. Vinham ver-me com regularidade, principalmente o meu pai, porque andava a distribuir móveis. Trazia-me sempre chocolates, que já não há, ‘ovomaltine’. No resto do tempo, ficava entregue às enfermeiras, às freiras, às auxiliares e aos médicos. O mundo era a preto e branco, para onde quer que nos virássemos. Mesmo se nos pusessem nas grandes varandas que davam para o mar. Para o mar da praia das Avencas, só rochas e algas. Nessa altura o mundo era a preto e branco, mesmo se o mar batesse ao fundo. Eu andava quase sempre triste e não era por causa do fascismo – que nem sabia o que era – era por estar ali e só ir a casa muito de vez em quando. Talvez fosse por ver outras miúdas como eu, com problemas ortopédicos parecidos ou piores. Andava sempre triste e era, por isso, muito bem comportada, nas raras vezes que, entre os 7 meses e os 7 anos, ia para a nossa casa minúscula. Embora eu me esteja a rir naquela fotografia, estou a rir-me a preto e branco. Não me lembro do nome da miúda que tem o urso. Não era que fossemos infelizes. Éramos apenas tristes. Como o resto do país.

No dia 25 de Abril de 1974, o meu pai saiu de casa às 4 da manhã. Conta ele que foi mandado parar no Senhor Roubado pela polícia, mas que o deixaram seguir até ao Fundão, onde ia entregar uns móveis. Quando lá chegou disseram-lhe ‘então você vem de Lisboa, dizem que há para lá uma revolução’. O meu pai não sabia de nada e ligou para o patrão que lá lhe disse que sim, que havia uma revolução. Lá regressou o meu pai, cheio de pressa e tão depressa como aquelas estradas intermináveis lhe o permitiam. A minha mãe foi trabalhar, como normalmente. A minha irmã veio da escola sozinha ter com ela à lavandaria, porque não havia aulas. Eu estava, já o disse, no meio das freiras, e enfermeiras, e do cheiro a mar e a éter, no hospital. Ainda hoje o cheiro dos hospitais me faz ficar a preto e branco. Ensopada de tristeza e solidão. Garanto-vos.

No dia a seguir ao 25 de Abril, os meus pais quiseram ir ver-me. Sabe-se lá o que me teria acontecido, fechada no hospital, com as malditas freiras e enfermeiras. Suponho que teriam arranjado maneira de telefonar para lá, na véspera. A polícia mandou-os parar na Marginal e não os queria deixar seguir, havia muita gente, uma manifestação pela libertação dos presos políticos, de Caxias. Suponho que a polícia tenha tido pena deles (e de mim) e lá os deixou passar. Poucos dias depois saí do hospital e nunca mais – que me lembre (e acreditem que me lembraria) – tive de lá passar tantos meses seguidos.

Em Maio de 1974 o meu pai foi com uns colegas ocupar casas que estavam desabitadas há vários anos, noutro bairro. Lembro-me disso, da noite em que ele ocupou aquela que viria depois a ser a nossa casa e ainda é a casa dos meus pais. O meu pai arrombou a fechadura, com esses colegas, era de noite. O COPCON tinha autorizado. Lembro-me dos camaradas do meu pai e do escândalo daqueles que viriam a ser os nossos vizinhos e amigos, desde há 40 anos. Dentro da casa, cheia de pó, havia uns recibos de renda antigos, com o nome da proprietária. O meu pai dormiu na casa, nessa noite, sozinho, no meio do pó e dos recibos antigos. Eu e a minha irmã, com a minha mãe, na outra casa, ao cimo da rua íngreme, cheias de medo que acontecesse alguma coisa ao meu pai. No dia seguinte, a minha mãe e outras mulheres foram limpar e instalámos-nos. O meu pai começou a depositar o dinheiro da renda todos os meses em nome da proprietária que aparecia nos recibos. Passado pouco tempo, a senhora entendeu vender a casa aos meus pais. Ainda me lembro do preço. Uma fortuna para a época, mesmo se ganhavam já um pouco melhor do que quando eu nasci. Outros camaradas do meu pai não tiveram a mesma sorte, ou porque não depositavam uma renda mensal ou porque a casa não estava efetivamente, como a nossa, desocupada há muito tempo e tiveram de sair. Não sei bem estes pormenores. Fomos – ainda somos – felizes nessa casa, nestes 40 anos.

Deve ser por isso que todas as outras fotografias que tenho, depois de 1974, são já a cores.

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*o meu sobrinho-emprestado-único-e-preferido que nasceu em 1998 pensava, até aos 5 ou 6 anos, que antes do 25 de Abril de 1974 o mundo era a preto e branco, pois são dessas cores as imagens desses tempos. Disse-me isto outro dia. Este texto é, por isso, dedicado a essa criança, nascida num mundo mais colorido e que acrescentou também mais cor ao mundo. Ao Guilherme.

Comments

  1. JgMenos says:

    Tanta vida a preto-e-branco em 25 de Abril de 2014!


  2. Gostei muito de ler e relembrei esse tempo a preto e branco.
    Nasci no Alto Douro e na minha escola havia muitos rapazes que nem sapatos tinham. E que vinham para a escola vestidos com umas calças todas remendadas que eram do pai deles.
    (Calças essas, já gastas e cheias de nódoas, que os pais tinham herdado de algum patrão mais generoso).
    Havia mesmo muita fome, as pessoas sobreviviam com imensas dificuldades. Deitar fora um bocado de pão era “pecado”.
    Esses rapazes acusavam-me de ser rico – e eu, em casa, perguntava à minha mãe se éramos ricos. Não somos ricos – dizia a minha mãe – somos remediados.
    E eu, na escola a responder à acusação – nós não somos ricos, somos remediados!
    E os putos, a responder em coro – e sois ricos e sois ricos!

    • JgMenos says:

      Quantos anos tem essa história, velhadas?
      60,70, 80 anos?


      • Velhadas é a tua tia, pá.
        Isto é do final da década de 50, início de 60.
        Logo a seguir começou a grande debandada para França.
        Em 1965 já havia muitos milhares de portugueses emigrados e o preço do trabalho agrícola subiu em Portugal.
        Lembro-me de ouvir o meu avô a queixar-se de não conseguir arranjar trabalhadores em quantidade suficiente e os que arranjava eram muito mais caros que o habitual.


    • A minha história é igual a sua, Rui, numa aldeia da Beira. Porque eu era “rica” só porque andava calçada, enfiaram-me na retrete – daquelas que eram um buraco no chão e era preciso pormo-nos de cócoras. Levei tareia de três em pipa das outras raparigas, diariamente, e da professora – porque aprendíamos a escrever com caneta de aparo mergulhada num tinteiro de porcelana encaixado num buraco na carteira, e eu, como as outras todas, esborratávamos os dedos e as páginas. Começávamos o dia a recitar o pai nosso, o credo e o acto de contrição, e a cantar o hino. Havia um retrato do Salazar, outro do sagrado coração, e uma bandeira portuguesa. Levava-se pancada também por se não acertar com as orações. E havia o “banco dos burros” virado para o canto da sala. Havia uma cana da Índia, uma ‘menina de cinco olhos’ e uma régua de madeira que era uma tábua do seu meio metro por 5cm por 2cm, e que servia tanto para as mãos como para o rabo, como para onde quer que nos apanhasse. Foi em 1964-1967.

      Ao Sr. Jgmenos ficaria tão bem o mais das vezes ficar calado. Mas enfim, vamos ficando felizes por podermos ver, nas palavras dos outros, exactamente a quantidade de privilégio que sempre usufruíram, e que se vão transformando, com a idade, em palas como as dos burros.


      • Olá Nina,
        Bom, a mim não me bateram por ser “rico”. Os outros rapazes “acusavam-me” de ser rico, enquanto eles eram pobres e a coisa ficava por aí. Na realidade, eu não era de uma família rica – éramos “remediados” como me dizia a minha mãe.
        Mas eles eram de facto muito, muito pobres e só mais tarde, quando cresci, tive a consciência da miséria em que viviam as pessoas que nos rodeavam.
        O ensino era feito muito à base de “empinanço” e eu nunca fui bom a decorar textos, poemas, etc.
        A professora mandava decorar uma poesia e eu só conseguia repetir os dois primeiros versos – a partir daí começava o descalabro e lá vinham mais umas reguadas porque eu não estudei. E eu tinha estudado só que não conseguia decorar com facilidade.
        E ter que decorar as estações do Caminho de Ferro, como se fossemos todos para funcionários da CP, que desperdício de tempo!

        • Fernando says:

          “… como se fossemos todos para funcionários da CP, que desperdício de tempo!”
          Em parte concordo. Mas o que dizer de hoje? Muitos nem sabem onde fica o rio Tejo.
          Haaaa’!!!! mas sabem os nomes dos jogadores de futebol e a que minuto foi metido o golo X, e quem era o arbitro. Como se todos fossemos jornalistas desportivos. Que desperdicio de tempo.
          .

  3. Fernando says:

    …..com as malditas freiras e enfermeiras….(que lhe fizeram nascer o odio a’ religião. Isto digo eu.)

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