Mundial 2014 – Soltas – #1

1. Os estádios, os gastos e os protestos – Atrasos. Polémica. Manifestações. Nunca antes num Mundial, a construção de infra-estruturas para receber um evento da grandeza de um campeonato do mundo, os gastos bem como as necessidades do povo do país organizador deram tanto que falar, escrever e opinar.

Há um ano atrás, durante a realização da Taça das Confederações, prova que hodiernamente é organizada pela FIFA para o ano que antecede o mundial, de forma a serem testados pela primeira vez os estádios que irão receber o evento bem como a segurança do país organizador, Romário, agora deputado federal no Rio de Janeiro, afirmava aquando das vagas de violência que irradiavam pelos nossos televisões nas cidades que acolheram a dita Taça – “preparem-se porque o Brasil vai passar vergonha na Copa”; “a FIFA quer tudo feito, leva e não paga nada.” – Mais recentemente o baixinho afirmou: “A Fifa é uma instituição 100% corrupta. Podemos dizer que é presidente do país enquanto não acabar a Copa do Mundo. Tudo o que já foi gasto totalmente fora de controle. Inclusive foi gasto como a Fifa determinou e ainda vem dizer que pode ser uma das piores Copa.”
A Taça das Confederações realizou-se, os atrasos na construção dos estádios continuaram a acercar de dúvidas os altos dirigentes do organismo que gere o futebol mundial, e nem a vitória da selecção brasileira no evento fez esquecer todo o protesto que, o povo brasileiro mediaticamente aproveitou para transmitir aos seus governantes que, apesar do crescimento económico que o país teve nos últimos anos, o valor gasto pelo Estado Brasileiro num torneio que irá durar perto de um mês seria melhor canalizado na provisão de bens universais de saúde, educação, segurança interna e transportes. Estas eram as reinvindicações básicas pelas quais protestava o povo brasileiro. Não menos importante era por exemplo o cartão vermelho mostrado à corrupção praticada pelas elites no seio do estado brasileiro.

Outras vozes se tem levantado contra a realização da Copa – O antigo campeão do mundo em 2002 Rivaldo também se juntou ao coro de protestos, afirmando várias vezes publicamente que sentia que o Brasil iria passar vergonha durante o torneio.

Ainda não existem estimativas feitas aos custos dos estádios deste Mundial. O governo brasileiro vai-se defendendo como pode. Ainda ontem, o Ministro do Desporto Aldo Rebelo afirmou que os estádios construídos para este mundial custaram menos do que os estádios construídos para o Alemanha 2006. Há uns meses atrás, o ISEG em parceria com a Universidade do Algarve, com a Católica do Porto e com a Universidade do Minho fizeram um estudo que avalia a componente financeira do Euro 2004 no qual mencionam os custos tidos na construção e remodelação de estádios de várias competições internacionais como os Euros 2004 e 2008 e o Mundial 2006. Apesar de à primeira vista, os custos serem incomparáveis (tratam-se de provas diferentes com necessidades diferentes em virtude da participação de um diferente número de equipas) este estudo serve de barómetro para se perceber quanto é que a Alemanha gastou na dotação infraestrutural necessária para receber o torneio em relação às afirmações proferidas ontem pelo Ministro do Desporto da República Brasileira. A ver vamos se o anunciado despesismo (há quem afirme na comunicação social brasileira que todos os estádios tiveram um derrape superior a 100% ao valor orçado inicial, excepto o novo Arena Grémio em Portalegre e o Estádio de Salvador da Bahia). No entanto, por mais ou menos que tenham custado os estádios aos contribuíntes brasileiros, o povo brasileiro tem razão: um estado que não tem uma rede universal de prestação de cuidados de saúde, que tem uma taxa de analfabetismo gigantesca entre a sua população (15 milhões; 8º país com mais analfabetos; dados de 2013) e que tem uma rede de ensino superior aberta exclusivamente às elites, não pode neste momento dar-se ao luxo de esbanjar milhões de milhões de dólares num conto de fadas que dura apenas 1 mês.

2. Os Estádios e a FIFA – Será o 7º mundial que irei assistir na minha vida. Desde 1994 que sou fascinado pela prova e não perco pitada de nenhum dos encontros. Nunca me lembro de estarmos a 2 dias do começo de um mundial de futebol e ainda persistirem dúvidas quanto à finalização da construção de estádios e quanto à fiabilidade da segurança do evento. É completamente inadmissível que um organismo como a FIFA (por mais corruptos que sejam os seus altos-quadros, como o foram por exemplo na questão da escolha da Rússia e do Qatar como organizadores dos mundiais de 2018 e 2022) permita que um mundial se realize num país que não finalizou a construção dos estádios nos timings contratualmente previstos, permita que um mundial se realize em estádios onde ainda não foram testados os mecanismos de segurança e deixe que centenas de milhares de cidadãos de várias nacionalidades rumem a um país que ainda não deu quaisquer garantias de ser capaz de zelar pela segurança desses mesmos cidadãos\turistas. O principal culpado é o seu secretário-geral Jerome Valcke.

Na semana passada li uma entrevista de Ruy Castro, escritor e dramaturgo brasileiro, autor da biografia de Garrincha (Estrela Solitária, 1995) onde este, quando questionado “se o Brasil poderia ganhar a Copa fora de campo?” (entenda-se sem protestos e com uma lição de civismo por parte do seu povo) este respondeu: “Você já foi a algum desfile de escola de samba? Faltando 15 minutos para a escola entrar em cena, é uma bagunça, ninguém se entende, está tudo desorganizado. Aí, de repente, chega a hora, alguém apita e a escola sai linda para a rua.” – a analogia é óbvia. Quando começar o Mundial ninguém vai querer saber se o estádio A, B, C ou D foi construído a tempo. Toda a gente vai querer disfrutar da festa do futebol. Esperemos apenas que não hajam azares.

3 – Não Vai Ter Copa – Aproveitando o novo canal mediático oferecido pelo futebol em prol do protesto social, os activistas das maiores cidades já anunciaram as suas actividades. A Polícia Militar irá redobrar os seus esforços para não deixar a mancha deste conjunto alastrar e mostrar um Brasil que a política Brasileira não quer que todo o mundo veja.

4- A maldição Barbosa –

Ghiggio, Schiaffino, a fabulosa equipa uruguaia de 1950 e um tal de… Moacir Barbosa. Figura iconicamente negativa da cultura desportiva brasileira, o pobre goleiro do time brasileiro que deixou a porcaria da bola dos uruguaios entrar naquela tarde que se previa de festa no Maracanã em 1950.

A culpa de Barbosa foi ter deixado entrar aquele remate que viria a dar a vitória aos Uruguaios no mundial de 1950. A festa do povo brasileiro já estava preparada antes da partida começar. Moacir Barbosa ficou intimamente ligado a um sentimento perdedor do povo brasileiro que só viria a ser alterado com a vitória de 1958 na Suécia. A tragédia de Barbosa estigmatizou por completo durante décadas a posição de guarda-redes no Brasil. O paradigma estigmatizado do guarda-redes brasileiro só viria a ser alterado em 1994 com Taffarel, um guarda-redes que de resto nunca achei por aí além. Contudo reconheço que as fantásticas exibições de Taffarel no Campeonato do Mundo de 1994 e 1998 ao serviço da canarinha deram outra confiança à posição mais ingrata na selecção Brasileira. Os Brasileiros não são propriamente conhecidos no mundo do futebol pelos guarda-redes, e, a bom da verdade, não tem tradição nem escola na posição. Apresentam-se neste mundial com 3 guarda-redes medianos: Julio César, Jefferson e Victor. O primeiro é o detentor da baliza brasileira há quase uma década. Victor é o ídolo da torcida do Atlético Mineiro em virtude do facto de ter sido importantíssimo na caminhada da equipa de Belo Horizonte rumo à conquista do título da Copa dos Libertadores. Jefferson é o titular das redes do Botafogo, histórico do Rio. Os 3 estão a léguas dos dois melhores guarda-redes brasileiros que vi actuar: o mítico Rogério Ceni do São Paulo e Marcos, campeões do mundo em 2002, pese embora terem sido suplentes de Dida nessa prova.

Se eventualmente Uruguai e Brasil se cruzarem durante a prova, decerto que irá ouvir falar da maldição deste tal de Moacir Barbosa.

5- Felipão e a Selecção Brasileira

selecção brasileira

Muitos anos passaram desde a estadia de Dom Felipão entre nós. Confesso que só agora estou a dar o devido valor ao trabalho do actual seleccionador brasileiro nos anos em que esteve no comando da nossa selecção. Felipão é por si só aquela figura engraçada. Relembramos com algum sentido de humor as suas conferências de imprensa, a sua parolice manifestada no Euro 2004 com a proposta das bandeiras à janela ou com a motivação que Felipão dava aos nossos jogadores com as paroladas de Roberto Leal. Relembramos também as zangas com Pinto da Costa, as naturalizações de Deco e Pepe, o murro bem assente em Ivica Dragutinovic naquele quentino Portugal vs Sérvia (para defender o minino Quaresma). Relembramos com carinho aquele Portugal vs Inglaterra de 2004, aquele Portugal vs Holanda, aquele Portugal vs Inglaterra de 2006 e até as péssimas rondas de qualificação para 2006 e 2008, onde apesar de Portugal ter jogado muito mal em vários jogos distintos como Dinamarca, Sérvia, Polónia, Eslováquia, nunca na vida na altura diríamos que não nos íamos qualificar para as competições porque mesmo no caos, Felipão tratava de incutir um certo nível de brio nos nossos rapazes e os resultados lá iam aparecendo. Na era Felipão, todo o nosso caos estava controlado e mal ou bem, éramos felizes porque na altura das decisões, os resultados apareciam e nós, aliviaditos por completo avivavamos um bocadito mais a nossa esperança de sermos qualquer coisa na europa e no mundo do futebol.

Felipão não tem nada a provar ao povo brasileiro. Já foi campeão do mundo em 2002 com uma equipa que tinha forçosamente de ser campeã do mundo. Ronaldo, Rivaldo, Roberto Carlos, Cafu, Ronaldinho Gaúcho, Gilberto Silva, Lúcio, Dida, Belletti, Denílson, Vampeta, Kaká, Edmílson, Kléberson, Juninho Paulista, Edílson, Luizão eram alguns dos nomes que formavam uma equipa que praticamente não necessitava de treinador para ganhar o quer que fosse. No entanto, se Felipão conseguir repetir a proeza, a jogar em casa, com o lote de jogadores que possui, torna-se o único treinador da história do futebol a vencer dois campeonatos do mundo e, como joga em casa, a ascender ao olimpo da história do próprio país.

A seu cargo, tem uma selecção de topo. É difícil o Brasil não se apresentar num campeonato do mundo sem uma selecção de topo. Costuma-se dizer na gíria do futebol que se o Brasil entrasse num campeonato do mundo com 4 selecções, todas elas seriam as principais candidatas à vitória.

Da selecção brasileira realça-se a segurança da sua defesa. Dois centrais implacáveis que sabem sair a jogar com qualidade (David Luis e Thiago Silva) e dois laterais perfeitos tanto a atacar como a defender (Dani Alves e Marcelo). Excelentes opções de retaguarda caso algum do quarteto se lesione: Maicon é o poço de força que bem conhecemos, apesar do seu futebol já ter visto melhores dias quando alinhava no Inter, Dante é absolutamente intratável na marcação, agressivo q.b e desde que foi para Munique melhorou imenso na saída com bola sendo também por outro lado um jogador que é exímio no jogo aéreo ofensivo, Maxwell é um lateral bastante equilibrado que consegue cruzar com eficácia e Henrique, transferido em Janeiro para o Napoli de Rafa Benitez, é um central\lateral polivalente, bastante acutilante, forte na marcação e quando lateral, consegue também incorporar-se no ataque da equipa, fazer combinações com o extremo do seu lado e cruzar bolas para a área.

No meio-campo Scolari irá contar com dois pesos pesados na posição de trinco. Luis Gustavo é um médio mais posicional. É muito inteligente na forma em como se posiciona no terreno de forma a recuperar bolas. Fernandão é um todo-o-terreno. O médio do City é daqueles médios que está em todo o lado e que enche o meio-campo, sendo um excelente recuperador de bolas e ao mesmo tempo um excelente construtor inicial de jogo. Ao seu lado jogará invariavelmente um de dois homens: Paulinho ou Ramires – o primeiro é um excelente médio de cobertura. Não se peça mais a Paulinho que recuperação de bola e passe imediato para alguém com mais capacidade de organização de jogo ou fantasia. O segundo, nosso conhecido, é outro daqueles jogadores que enche o meio-campo. No entanto, Ramires também tem a capacidade de jogar numa das alas, posição onde se dá bastante bem com as suas constantes arrancadas e com a capacidade que tem de aparecer a finalizar ao 2º poste. Mais à frente no terreno poderão jogar Oscar (primeira escolha) ou Hernanes: ambos são jogadores muito simples e muito eficazes na distribuição de jogo. Tanto o jogador do Chelsea como o jogador do Inter não inventam quando tem bola nos pés – o primeiro raramente falha um passe, raramente opta por jogar de forma rendilhada e tem a facilidade de ter um excelente pontapé de meia-distância. O segundo também é muito objectivo no seu jogo, tendo processos simples – tenta sempre encontrar espaço livre para abrir o jogo e dar mais fluidez ao jogo atacante da equipa.

A frente de ataque da selecção brasileira dispensa apresentações. Willian, Neymar, Bernard, Fred e Jô formam um quinteto temível no qual o primeiro consegue fazer todas as posições atacantes do meio-campo, como de resto o faz no Chelsea, se bem que é um jogador algo irregular. O jogador do Chelsea faz da velocidade de execução a sua arma para criar desequilíbrios. Defensivamente melhorou imenso com Mourinho, facto que levou a algumas críticas por parte da imprensa especializada: Como Willian no Shakhtar funcionava como uma espécie de 10 (vagabundo no ataque da equipa ucraniana) sem tarefas defensivas, a formatação de Willian como um jogador de equipa (capaz de continuar com os seus poderosos 1×1 tanto na ala como à entrada da área mas com missões defensivas claras, como por exemplo, ajudar defensivamente a fechar a sua ala) retirou alguma fantasia que o jogador vinha demonstrando no seu futebol até esta época e levou a que o jogador fosse muito mais irregular nas suas exibições em Londres do que efectivamente era no seu antigo clube.

De Neymar esperemos que seja um Neymar livre, longe daquilo que vimos em Barcelona, perto daquilo que vimos de Neymar no Santos ou na Selecção Brasileira. O craque sem imposições. Deixemos de lado o Neymar que teve que aguentar a bucha da circulação de jogo própria do Barcelona e passemos a ver novamente o verdadeiro fantasista, a verdadeira alma-mater do futebol brasileiro.

Don Fred, avançado mítico do Fluminense, antigo jogador do Lyon, será o bombardeiro de serviço. Fred não é o melhor exemplo de frugalidade. No Brasil é amplamente criticado por ser um jogador de hábitos de vida desregrados e pouco coadunantes com as necessidades físicas da profissão que exerce. Esse lado desregrado do 9 do Brasil foi um dos motivos pelo qual o jogador não vingou na sua curta estadia em França (apesar de ter feito épocas muito interessantes em Lyon na era dourada do clube de Jean-Michel Aulas) e nunca mais voltou a jogar no futebol europeu. No Flu é respeitado pela torcida e por todos aqueles que consigo vão partilhando o balneário porque acima de tudo é um jogador que tem fome de golos e de títulos. Se Felipão souber jogar bem a cartada que tem disponível em Fred, poderá ter aqui uma das forças que necessita para vencer este mundial.

6 – O futebol bonito de Luka Modric e Ivan Rakitic

rakitic modric

Do futebol croata espere-se, quase sempre, um futebol bonito, de régua e esquadro, jogado com uma filosofia de jogo pelo jogo, com excelentes executantes técnicos.

A selecção croata entra neste campeonato do mundo com uma selecção bastante interessante composta por jogadores jovens com bastante talento, casos de Sime Vrsaljko, Milan Badelj, Mateo Kovacic, Ivan Perisic, Ante Rebic, jogadores de “meia-idade” com muita experiência internacional, casos do lateral Vedran Corluka, do central Ivan Strinic, Niko Kranjcar, Ivan Rakitic, Luka Modric, Nikica Jelavic, Mario Mandzukic e jogadores muito maduros (mas ainda muito prestáveis e muito utilizados na fase de qualificação pelo seleccionador Niko Kovac) como são os casos de Dario Srna, Daniel Pranjic (ex-jogador do Sporting) ou Ivica Olic. Arrisco-me a dizer que a Croácia poderá ter uma palavra a dizer no próximo europeu dentro de 2 anos visto que no futebol croata para além dos jovens acima enunciados está para sair uma fornada de grandes jogadores como serão, creio, Marko Livaja, Igor Bubnjic, Alen Halilovic (entretanto transferido do Zagreb para o Barcelona), Duje Cop ou Mario Pasalic (considerado na croácia como o Messi Croata; será jogador do Chelsea na próxima temporada).

A maior força deste conjunto croata incide na meca do jogo: a construção de jogo. A Selecção Croata tem neste momento em grande 2 dos maiores especialistas na construção de jogo ofensivo do mundo: o estonteante Luka Modric e o não menos esteonteante, trabalhador, mágico Ivan Rakitic, pedras basilares nos triunfos europeus obtidos por Real Madrid e Sevilla durante esta temporada. Com dois jogadores deste calíbre (mesmo ao nível do sentido posicional e da maneira como defendem são jogadores acima da média; Mourinho conseguiu em Madrid acrescentar uma capacidade defensiva que Modric não tinha no seu jogo até aí) a acelerar ou contemporizar jogo quando é necessário, com a sua garra e agressividade, com a capacidade que tem de flanquear bolas para a subida dos laterais com os seus certeiros passes longos, a furar o meio-campo contrário com as suas destemidas arrancadas pelo miolo e com os seus poderosos remates de meia distância, são sinónimo de jogo, de fazer jogar, de muitas bolas para os pontas-de-lança da equipa (Mandzukic e Olic) e de um futebol muito rápido e muito vistoso.

7 – Selecção Mexicana – Uma selecção com alguns talentos (Andrés Guardado, Giovanni dos Santos, Carlos Peña, Chicarito Hernandez), bastante jovem no seu todo (idades a rondar os 24\26 anos),com alguma experiência no sector defensivo (o velhinho Rafa Marques, Carlos Salcido, Guillermo Ochoa) que tentará contrariar a péssima qualificação que fez (apurada à rasca nos descontos de um Panamá 2-3 USA na qual os panameanos estiveram a vencer por 2-1 quase toda a partida mas permitiram a reviravolta aos norte-americanos já nos descontos) e que tentará contrariar um dos paradigmas actuais do futebol mexicano: ao nível de selecções jovens, as selecções mexicanas costumam fazer excelentes resultados (já tendo sido com uma geração campeões do mundo de sub-17 em 2013) mas no campeonato do mundo de selecções A deixam a desejar.

Principal ausência neste conjunto mexicano: Carlitos Vela. O homem forte da Real Sociedad disse não ao mundial. Nos últimos anos, Vela não quis ir à selecção mexicana, por motivos inexplicáveis para os homens fortes da selecção mexicana, entre os quais o treinador Miguel Herrera, suspeitando-se contudo que o jogador e o seleccionador não terão a melhor das relações. Em Maio, Herrera fez a última chamada à estrela do clube basco mas levou com um novo “não” da boca do extremo, afirmando este que não estava com cabeça para ir ao mundial nem achava justo retirar o lugar a um colega que tivesse disputado a ronda de qualificação.

8 – Os prémios da selecção camaronesa – Em Yaoundé, capital dos camarões, a selecção camaronesa chegou a decretar greve e a recusar-se a viajar para o Brasil por causa dos prémios de participação oferecidos pela sua federação. Uma espécie de saltilho à portuguesa. Federação e jogadores bem pagos como Benoit Assou-Ekotto, Joel Matip, Alex Song, Stéphane Mbia, Eyong Enoh ou Eric Choupo-Moting pelearam durante dias por 15 mil euros. A Federação oferecia 76 mil euros a cada jogador pela participação no Mundial, o acordo foi feito por 91 mil\jogador. A meio desta fandungage toda, Samuel Eto´o passeava-se nas ruas da capital do seu país no seu Lamborghini.

Não esperemos muito destes Camarões. O que começa torto jamais se endireita.

(continua no próximo post)

Comments

  1. Joao_B says:

    Andas a escrever bem, Branco 🙂
    Para mim, grupo A vai ser Brasil e Croácia a seguirem em frente. Este México tem ali alguns jogadores muito interessantes, mas quando chegar à hora da verdade, o talento e qualidade da selecção Croata vai fazer toda a diferença.
    Mas não vejo a Croácia a chegar longe, ainda por cima apanhando o primeiro do grupo B (possivelmente Espanha, ou até o Chile se conseguir empatar com a Espanha).

  2. Ana Paula says:

    “disfrutar da festa do futebol. Esperemos apenas que não hajam azares.” 2 erros de português na mesma frase….

  3. Obrigado pelo excelente post.

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