Sem vergonha nem perdão

Maria de Lurdes Rodrigues

A pior ministra da educação da República voltou em forma de livro e entrevistas. Nomeada pelas suas competências em sociologia das profissões, vulgo ciência de capatazes, iniciou a privatização da escola pública em curso criando um modelo empresarial de gestão enquanto aumentava o financiamento ao ensino privado, colocou os professores no pelourinho, cuspiu e regressa hoje no Público onde afirma que temos “um défice de qualificação de adultos de todas as idades“. Pois temos. E estamos pior desde que ela própria fechou o ensino recorrente e ordenou a passagem rápida de diplomas a quem os solicitasse.

Há gente que não tem vergonha nenhuma na cara, admitindo que têm cara, o que neste caso é muito discutível.

Comments


  1. Parece que já vi isto no Brasil: aqui a própria mídia, sub-repticiamente, coloca os professores como grandes responsáveis pelo fracasso da educação no país. Como? Mostrando matérias comoventes de um ou outro educador que, por amor à profissão e espírito abnegado, faz milagres com os parcos recursos de que dispõe, por exemplo. Isto é lindo e realmente louvável, mas não encobre o descaso político a que a educação está exposta. Que um professor colha bons resultados em escolinhas pobres e mal aparelhadas é comovente, mas é preciso entender que a educação precisa de recursos e que sejam bem aplicados. Precisa planejamento e políticas públicas sérias. O giz não é varinha de condão!

  2. Mónica says:

    Por muito que não goste do que a senhora da entrevista fez os Cursos EFA eram mil vezes melhores e mais atraentes para os adultos do que o Ensino Recorrente. Enquanto os EFA duraram havia muitos alunos inscritos nas escolas para o ensino noturno. Este governo acabou com os EFA e tentou implantar de novo o Recorrente, com a obrigatoriedade de turmas enormes e ninguém se inscreveu. Acabou por ter de voltar atrás, mas com isso um ano se perdeu e muitas oportunidades de trabalho para professores, para já não falar no atraso na formação de adultos. Muitos horários zero poderiam ter sido evitados também…


    • O ensino recorrente regular acabou ainda no anterior governo, e já estava em processo de extinção. Quanto aos EFA’s, sempre eram melhores que o RVCC, mas muito simplesmente arrasaram com a possibilidade de à noite ser possível continuar a estudar e obter um diploma válido no mercado de trabalho.
      E não é por estarmos pior que me esqueço de quem inaugurou o mal.

  3. Nascimento says:

    Pois lá ia eu lançado para mais umas democráticas ordinarices ( sim ,eu sou um verdadeiro democrata, mas de chinelo, sempre no pézinho) só de ver a fronha desta beata anarka ( sim,não sabiam? foi a area politica da madame) pois é,mas não, hoje fico-me por aqui, se quiserem mais, comprem cassetes…xau.


  4. A senhora tem parentesco com o Francisco Assis, o das primárias?

  5. Fernanda says:

    “Ai, que perdi os professores!”


  6. 7 grunhos apoiantes dos fascistas do ps psd e cds não gostaram da publicação, preferem ser comidos por parvos.

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