Tenho Alguma Vergonha da Humanidade


Tenho alguma vergonha da Humanidade, confesso.
Tenho alguma vergonha da Humanidade e sinto mesmo algum cansaço de andar há toda uma vida a ouvir falar da “faixa de Gaza”, a que já a mais nada consigo comparar que a um ghetto, a um campo de morte, a uma câmara de gás, a uma vala comum, a uma pouca-vergonha que nos coloca, a nós – Humanidade – no canto mais escuro e sombrio da sala da iniquidade.

Tenho alguma vergonha da Humanidade, confesso.

Comments

  1. Eu, você e a “humanidade” não tem que sentir qualquer vergonha pelas ações dos outros. Quanto muito temos todos o “dever” de olhar, ver e avaliar sem preconceitos aquilo que se passa à frente dos nossos olhos. Eu não tenho vergonha da Humanidade mas começo a estar farto de gente que acende o rastilho, dispara 600 rockets contra alvos civis indiscriminados, apenas tendo em vista instrumentalizar a opinião pública, mesmo que o faça à custa do sangue do seu próprio povo. Esta começa a ser cada vez mais uma estratégia obsoleta. O “ocidente” começa a estar farto da retórica… Isto ainda vai acabar mal.

    • Nightwish says:

      Sim, porque sem o Hamas os israelitas não faziam o mesmo… É ver os discursos e as agressões deles e ver que uma bomba nuclear em Jerusalém resolvia muita coisa.

    • Jojoba says:

      Luis FA:

      Se os habitantes de Gaza estão reféns do Hamas pergunte-se por um momento quão eficazes serão estes bombardeamentos na diminuição do poder dessa gente. No final de mais este ataque empilhar-se-ão os corpos e veremos uma vez mais a desproporcionalidade deste ataque, a facilidade com a morte de crianças de inválidos e de seres humanos é aceite, validada e aplaudida. Pergunte-se por um momento o que é viver sob ocupação diária, enfrentar filas, check-points ser humilhado por putos de 19 anos com uma metralhadora na mão. Ver a sua casa arrasada e a dos seus familiares porque o seu filho atirou pedras a esses soldados. Israel tem bombardeado Gaza ciclicamente e como vimos esse tipo de agressão não tem mudado nada. Talvez fosse tempo de remover do terreno a máquina da opressão, a expansão de colonatos que existem por motivos religoso-nacionalistas e talvez assim pudessemos ver uma luz ao fundo do túnel… acredite ou não viver em Israel sobre a ameaça de rockets pode ser duro, mas não é nem sequer comparável com a vida na Palestina. Até porque uns têm a opção de partir e os outros estão compelidos a ficar.

      • Lamento, mas não “compro” essa versão dos factos.

        • Jojoba says:

          Não é uma questão de vender ou comprar aliás sou péssima vendedora. Só acho que despreza no seu post os efeitos que uma ocupação militar prolongada e exclusionista pode ter numa população. E acho também que subestima os radicais do lado israelita. Aliásdeve certamente recordar-se que o único líder israelita que teve coragem de por travão a esta espiral de loucura foi assassinado por um israelita judeu, não por palestinianos. Interpreto isso como um sinal que haveria esperança por parte dos palestinianos que esses acordos de paz conduzissem ao fim da ocupação.É preciso justiça. Só assim se poderá a começar a construir um futuro conjunto.

          • Além da situação geopolítica, cultural e religiosa, ser complicada, e de uma solução “justa” e equilibrada (à luz da ética e razoabilidade ocidental…) ser muito difícil, a verdade é que no lado árabe o “turmoil” é terrível; eles próprios não se entendem, são extremamente violentos, não respeitam acordos, e não mostram preocupação com o sofrimento do seu próprio povo. Em consequência, muita gente pacífica acaba por ver as suas vidas dilaceradas por causa desta abordagem negativa, da qual faz parte integrante o auto-sacrifício “ritual” e a vitimização mediática… Infelizmente, esta “insanidade” é compreensível no âmbito mais vasto do “expansionismo islâmico”, cuja matriz ideológica (como todos já deveríamos saber), radica numa forma de fascismo absolutamente abominável, perigoso, e cada vez mais próximo…

  2. Vergonha sentida juntos. E se não ficarmos só nisso, a vergonha? Talvez a Faixa de Gaza se transforme na serenidade que desejamos

  3. Gente que se escuda atrás de crianças…realmente é vergonhoso.

  4. orquidea says:

    Subsescrevo essa vergonha, profundamente. Pergunto-me porque razão existe a religião, porque razão há fanáticos. Eu tenho a resposta mas não me apetece discorrer.
    Apenas quero partilhar a ideia solidaria de uma humanidade que não deveria existir, assim.

  5. ramila says:
    • Obrigado. “Arab land” é uma coisa lixada…

      • moncloa says:

        O meu vizinho, fã incondicional do FCP, também diz que quer rebentar com os Lisboetas todos, só que não é ir dizer isso na televisão.

        • Toda a gente sabe que os portistas tem muita garganta, mau humor, mas são bacanos!… Mas numa coisa estão certos, e eles lá saberão porquê: não conseguem gramar os mouros… 😉

  6. JgMenos says:

    Toda a gente gosta de elaborar sobre a piedade!
    Que tal falar sobre a solução?
    Embarcam-se os judeus para fora da Palestina?
    Estabelece-se um quota de bombas para o Hamas?
    Põe-se Israel a pagar uma renda por km2 do território?
    Entrega-se o Algarve aos mouros?

  7. orquidea says:

    Cada cabeça cada sentença. Religão, plitica, economia, interesses, promíscuidade. Haverá alguma maneira de resolver isto?Se fosse só na faixa de Gaza…

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