Já que de religião falamos, venha o Diabo…

Não simpatizo com Estados religiosos. Cristãos, Judeus, Árabes ou outros, plasmam na Lei a fé ou doutrina da maioria da população, sem respeitar o Direito à diferença e Liberdade dos restantes indivíduos. Foi sempre assim ao longo dos tempos…

Sobre o conflito Israelo-palestiniano, sem apoiar qualquer dos contendores, deixo o meu ponto de vista.

Israel é um Estado Judeu. Tem no mínimo o mesmo direito à existência que Estados islâmicos como Irão ou Arábia Saudita. O não reconhecimento do Direito à existência do Estado de Israel, implicaria uma intervenção da ONU no sentido de desmantelar os Estados religiosos. Todos eles, não apenas os monoteístas… Solução em que não acredito, pois significaria a perda do direito dos povos à sua autodeterminação. Não é aceitável qualquer ordem ou polícia mundial.

Os cidadãos de Israel ou de qualquer outro lugar no mundo, têm direito a viver em paz e segurança. Muitos dos que contestam o isolamento a que Israel condenou os habitantes de Gaza, já esqueceram as quase diárias explosões de criminosos bombistas suicidas a soldo de fundamentalistas, em cafés, autocarros ou praças, servindo os intentos de organizações terroristas. Os muros, passes e postos de controlo puseram fim a tal barbárie, intolerável no século XXI. A consequência foi condenar um povo à pobreza e exclusão. Muitos estão a pagar pela loucura de alguns, mas a sociedade israelita assim o exigiu, sair à rua em segurança é um Direito.

O Hamas insiste em lançar rockets sobre Israel, nunca reconheceu o Direito à existência do Estado Judaico, ao mesmo tempo que luta por estabelecer na Palestina um Estado que a existir iria praticar a Sharia. Lamento, mas por mais que custe isso não representaria qualquer avanço civilizacional, mas seguramente um retrocesso. O que por si só não absolve Israel dos crimes que diariamente pratica. Uma coisa é controlar fronteiras e defender território. Outra bem diferente é o sistema de apartheid que existe no seu interior. Porque Judeus e Palestinianos não têm exactamente os mesmos Direitos em Israel. Mesmo que ali nascidos, cidadãos honestos e trabalhadores. E disso poucos falam.

Falar em bons e maus, preto ou branco, neste conflito é um pouco difícil…

Comments

  1. João Paz says:

    Israel rouba as melhores as terras, mata os que lá viviam às centenas de milhares e qualquer pretexto serve para matar mais umas centenas de milhares de palestinianos (o actual foi o DESAPARECIMENTO de dois colonos que a polícia local continua convencida e a investigar nesse sentido de terem sido criminosos locais).
    Confundir deliberadamente criminosos do tipo nazi (estado sionista de Israel) com aqueles que são roubados, encarcerados ao ar livre em Gaza só porque lançaram uns foguetes (quer não mataram ninguém) é QUASE tão criminoso como apoiar Hitler que Israel agora copia com afã no seu genocídio de palestinianos.

    • Nightwish says:

      Não matam ninguém porque é quase impossível dar-lhes uma direcção correcta.
      Fora isso, a intervenção de Israel é desnecessária uma vez que já têm os mais avançados sistemas anti-mísseis que não deixam passar os rockets para sítios onde aja população.

      • Funcional says:

        Concordo, mas em minha opinião não basta defender-se do agressor… este tem que ser punido !!!

        • Maquiavel says:

          O agressor, sim… mas näo as crianc,as e demais inocentes!
          Quando, aliás, já se descobriu que o pretexto para comec,ar esta (mais uma) carnificina era… FALSO!

  2. João Paz says:

    Quando falo em centenas de milhares falo do conjunto da carnificina feita pelos sionistas porque sei que, desta vez não u
    deve ter ultrapassado a centena de milhar (como se fosse pouco ou tolerável).

  3. Joam Roiz says:

    A continuar a política sionista de ocupação da Palestina e a matança de milhares de palestinos, quem acabará por sofrer será o povo judeu. Sem paz na Palestina, o Estado de Israel acabará por soçobrar pois, por muitos palestinos que mate, a evolução demográfica entre os dois povos é-lhe desfavorável. Se o Estado de Israel não arrepiar caminho, os judeus acabarão por voltar aos tempos antigos da errância e de povo maldito.

    • Maquiavel says:

      Com o que fazem aos palestinianos, uma pessoa comec,a a perceber porque os judeus se tornaram malditos, com a breca…

  4. portela says:

    O governo de Israel só tem uma saída capaz de me convencer da justeza da sua causa : provar efectivo empenho na formação de um Estado Palestiniano, com um governo com plenos poderes, responsável, capaz controlar os acontecimentos no seu território. Depois, quando isto acontecer, Israel deve regressar ás fronteiras internacionalmente reconhecidas, na condição de, se uma vez atacado, ter toda a legitimidade para defender o seu povo da forma que muito bem entender e se necessário da maneira mais eficaz.
    .
    Porque isto não se verifica, condeno o ataque israelita a Gaza. Assim não!

  5. luis says:

    Com tamanha desproporção de forças e com tamanha tecnologia militar no terreno pergunto se não é possível um povo civilizado defender-se sem chacinar tantas e tantas crianças?


  6. ISRAEL X PALESTINA: A VERDADE E A ORIGEM.

    É verdade que o Hamas ou a al-Qaeda e os fundamentalismos islâmicos são horríveis. Também é verdade que Israel tem bons fazedores de opinião a seu favor… E tudo tem uma origem…

    Durante 1300 anos judeus e árabes viveram em relativa paz no médio oriente e norte de África… Até… 1897… quando na 1ª conferência internacional judaica-sionista estabelecem a ideia de reunir o povo judeu numa pátria… E escolheram a Palestina… Os fundadores do sionismo logo anunciaram, por exemplo Haim Weitzmann, líder do movimento sionista, que seria futuro presidente israelita, que os palestinianos teriam de ser expulsos para fora da Palestina.

    Toda a concepção de Israel, desde a criação até hoje é: “este é o nosso país, do Mediterrâneo até ao Rio Jordão e é somente e exclusivamente o nosso país”. Os judeus iniciaram a moda do dos ataques terroristas (à bomba no caso do Hotel King David em 1947, que foi planeado e executado por Menachenn Begin e Yitzhak Shamir, que se tornariam primeiros ministros de Israel).

    Tentando compensar o drama do Holocausto, em 1947 as Nações Unidas fizeram um plano de partilha da Palestina em que os Judeus tinham anteriormente 6% das terras mas ficariam com 56%. A larga maioria dos palestinianos até estava a aceitar o facto até que os judeus sionistas começaram a atacar e a massacrar os palestinianos que viviam na parte israelita. E expulsaram 250.000 palestinianos… É assim que começa a história… E não apenas em 1948 quando os países árabes declararam guerra a Israel (que já tinha forças armadas maiores e melhor equipadas)… E então já se tinha tornado comum o massacre de populações civis palestinianas… Os israelitas confinaram os palestinianos a uma minúscula Faixa de Gaza (onde vivem 2,5 milhões de pessoas numa área que não chega a 2 vezes a área do Concelho de Faro, onde vivem actualmente 60.000 pessoas) e a manchas reduzidas da Cisjordânia… E como não poderia a revolta palestiniana rebentar?

    No entanto só em 1987 começou a entifada palestiniana com bombistas em autocarros… Enquanto a construção de um gigantesco muro que aprisiona os palestinianos foi planeada já em 1967.

    Os atentados e a radicalização palestiniana é uma resposta às acções israelitas… 3 milhões de palestinianos vivem como prisioneiros… A guerra não parará enquanto não se concretizar a ideologia sionista, até que o último palestiniano na Palestina seja preso, morto, expulso ou subjugado sem direitos.

  7. Augusto says:

    Penso que o António Almeida gosta de confundir as coisas.
    O Irão e a Arábia Saudita, são realmente estados fanáticos islâmicos, mas não ocuparam a terra de ninguém.

    O Estado de Israel, só foi constituido depois de muitos actos terroristas dos sionistas e associados, Lehi Irgun, etc, e roubou as terras aos povos que habitavam a Palestina.

    A única razão que levou á constituição do Estado de Israel foi o Holocausto, levado a cabo pelos Nazis.

    Só não entendo , porque devem ser os habitantes da Palestina a pagar os crimes dos Alemães?

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