Os maus observadores

observador
Escreve o Filipe Tourais no Facebook:

A malta que se diz “de esquerda” farta-se de partilhar por aqui artigos do Observador, que lhes agradece a publicidade ao seu pasquim trauliteiro-liberal, a malta de direita nunca partilha artigos do esquerda.net ou do Avante, boicotam as fontes de informação “perigosas”.

É isto mesmo. O Observador cumpre duas funções: arranjar um emprego aos blogueiros da direita (coitada da Helena Matos, por exemplo, que viu terminado o contrato da sua empresa com a rádio pública) e avançar no velho projecto do Compromisso Portugal, defendendo este governo e exigindo-lhe que vá ainda mais longe. Haver quem se disponha a, por exemplo, discutir com seriedade um projecto encapotado de regresso à constituição de 1933, só por masoquismo.

O mais longe não é um projecto democrático, como só não percebeu nestes quatro anos que anda com os olhos tapados. Eles matam, seja por falta de assistência médica, seja pela fome e miséria, e uma ideologia que tem como objectivo a desgraça do seu próprio povo só se consegue estabelecer por imposição estrangeira (já temos), domínio quase absoluto da comunicação social (aqui o Observador é uma mera vanguarda) ou golpe militar (falta-lhes, felizmente, a tropa). O neoliberalismo é incompatível com a democracia política, ponto final.

É verdade que se a esquerda não tem patronato que ofereça 3 milhões a fundo perdido para um projecto que já os deve ter esbanjado, não é por isso que não temos, nem online, um jornal assumidamente das esquerdas, e que a direita se entretivesse a boicotar. Nós esbanjamos o bom senso, a capacidade de suprir divergências e de nos unirmos no essencial. E vamos pagar caro por isso, ai se vamos.

Comments

  1. Rui Silva says:

    Em relação á parte final caro José João Cardoso, sobre a união das esquerdas, pode esperar sentado.
    Não por qualquer efeito sobrenatural ou outra desígnio mas pelo simples facto que as esquerdas assentam sobre o dogma da transferência de riqueza de A para B através de C. Claro que C ( as esquerdas) nunca estarão de acordo de como espatifar aquilo que não é deles.
    Para que haja a união das esquerdas é necessário implementar o Totalitarismo. Para disciplinar a coisa, claro .Para o bem do povo, e irá em crescendo até cair de podre…
    É aqui que reside o insanável problema “das esquerdas”.

    cumprimentos

    Rui Silva


  2. Ao Rui Silva foi – lhe confiada uma tarefa na bloga. É trabalhador, dá o seu melhor, não se lhe deve exigir mais..


  3. Eiganei me istto porqui ‘e so comunas da–ssse


  4. Convém refrescar a memória.

    Quem são os OBSERVADORES:

     Luís Amaral, ex-quadro da Jerónimo Martins.António Pinto Leite, destacado advogado da MLGTS e presidente da Associação Cristã de Empresários e Gestores, António Viana Batista, membro da administração da Jerónimo Martins Pedro de Almeida, dono da Ardma, holding do mercado de contentores, principal interessada na  privatização da CP Carga. João Fonseca, ex-diretor do Deutsch Bank e accionista de referência da Atrium, sociedade gestora de grandes fortunas. Carlos Moreira da Silva, administrador da SONAE; Duarte Schmidt Lino, sócio da maior sociedade de advogados em Portugal, a PLMJDuarte Vasconcelos, da Vasconcelos Arruda Advogados e ex-assessor de Oliveira e Costa (BPN) no Governo de Cavaco Silva.António Champalimaud (filho), dono da Holdaco. João de Castello Branco, sócio-director da McKinsey & Company em Lisboa. Pedro Martinho, administrador do grupo Eurocash (supermercados e distribuição na Polónia).Filipe Simões de Almeida, administrador da Deloitte em Portugal.João Talone, ex-administrador do BPN e EDP, agraciado por Cavaco Silva em 2006, atual emissário dos Rothschild em Portugal.  Jorge Bleck, sócio da Vieira de Almeida (advogados), principal sociedade contratada pelo Estado. 

    No “andar mais acima” a dirigir a orquestra estão os sempre em pé:
     Alexandre Relvas, Filipe de Botton, António Carrapatoso e Rui Ramos, quatro militantes do PSD que há 10 anos lançaram o Compromisso Portugal, plataforma de apoio à eleição de Cavaco e clube de elite da burguesia portuguesa. No total o Observador tem 3,2 milhões de euros de capital próprio. Não fora os serviços que presta ao grande capital, não seria possível sobreviver.
    Grande trabalho têm os zé maneis para que o pasquim sobreviva. A luta serão as legislativas e presidenciais de modo a que os seus candidatos alterem a CRP. Caso (como desejo) não consigam, já eram… Andar mais 4/5 anos a tentar “evangelizar” custa caro.

         

  5. Rui Silva says:

    Não esquecer também de quem é:

    Publico – Belmiro de Azevedo (grande defensor das nacionalizações)
    JN e DN etc – Joaquim Oliveira e Angolanos ( pessoas também conhecidas pela sua filiação no PC).
    TVI( a do recente doc. sobre as urgências) – Miguel Pais do Amaral ( outro grande representante dos ideais comunistas)

    RS


  6. Falta o símbolo do ps e no final o da união nacional.

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