Morte aos portugueses

Morte

Com a pátria da liberdade refém do medo, a extrema-direita soma e segue e alguns grunhos fascistas, cobardes e violentos como só eles sabem ser, vandalizaram uma associação portuguesa na localidade de Brie-Comte-Robert e a mensagem não podia ser mais clara. Parece – quem diria – que os gajos não vão muito à bola com os mais de 1 milhão de portugueses a residir em solo francês, apesar dos palermas com aspecto sinistro que vão reforçando as suas fileiras. A xenofobia e a fragmentação da União Europeia seguem dentro de momentos.

Comments

  1. MJoão says:

    Há dois anos, depois de termos estudado em História as ideologias totalitárias de direita, uma das minhas alunas contou-me que tinha criticado os pais quando lhe disseram que tinham votado FN. Eles ficaram admirados quando a filha lhes demonstrou que a ideologia da FN era contra os emigrantes. Eles não tinham noção nenhuma disso, para eles os “emigrantes da FN” eram só os muçulmanos esquecendo-se que estavam na fila a seguir.

    • JgMenos says:

      Que conveniente!
      Já imagino que explicou bem à sua aluna o que quer dizer totalitário e diferença entre totalitário de direita e totalitário de esquerda.


    • O reino da ignorância é assustador…

      • JgMenos says:

        Menos para os comunas que vivem nele como se fosse a terra da luz.


      • A FN não tem posições anti-emigrantes portugueses.
        Há mais de 100 portugueses entres os 3200 candidatos das listas FN – 3%


        • Caro Juy:
          Eu não sei se aquela mensagem é, ou não, da FN.
          Contudo dou-lhe a minha palavra de honra que não fui eu que escrevi o que está naquela parede (embora quem escreveu aquela treta não passe de um completo ignorante da língua de Descartes).
          Em todo o caso, relembro-lhe a história de Mestre Paulo …


        • A Hitler também não lhe faltaram colaboracionistas em França.

  2. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Nada de novo vindo de Nazis.
    Tenho sérias dúvidas sobre o partido em que esse milhão de portugueses terá votado, a julgar pelas inenarráveis figuras dos muitos “Daniel dos Santos” que por lá pululam.
    Isto ainda a julgar pela esmagadora maioria dos nossos emigrantes que votam em Portugal e que dão a vitória sucessivamente a esta direita que nos oprime e que vem demonstrando uma clara tendência fascizante. Serão mais discretos, mas são fascizantes, sendo meigo.

    Para recordarmos:
    No fim do século XV em Portugal, na altura em que havia uma movimentação liderada pela figura do rei para correr com os Judeus de Portugal, Mestre Paulo foi um dos religiosos que mais acicatou os populares para que estes enveredassem pela figura da perseguição e destruição dos Judeus.
    Para que conste: Mestre Paulo era um judeu convertido, uma espécie de Daniel dos Santos dos nossos dias.

    A situação é simples de entender e o povo português tem um ditado muito claro que se aplica a todos os cobardes: “Quando os não podes vencer, junta-te a eles”…

    • joão lopes says:

      “fascizantes”?os portugueses começaram a globalização usando como simbolo…uma espada:monumento aos descobrimentos mesmo em frente dos jeronimos…ao lado do palacio do cavaco(curiosa coincidencia,o cavaco cada vez que se levanta…inspira-se numa espada).p.s-acho que o medo e os media ajudam á confusão mental dos lusos.por outro lado,é notorio em muitos lusos um “certo” racismo.por exemplo,muitos ainda hoje pensam que não foi o salazar que levou Portugal à bancarrota,com o prolongamente de uma guerra civil estupida em Africa.Mas o salazar não só faliu isto como enlouqueceu muita gentinha.

      • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

        Caro João Lopes.
        “Fascizante” foi o termo que apliquei dirigido ao regime que nos governou neste últimos quatro anos.
        Não deturpe o que escrevi, por favor.
        Sobre os media e a sua influência, estou completamente de acordo consigo.
        Mas repare que quando ouvimos a maior parte dos comentadores residentes nas nossas televisões e o elemento que se apruma para ser Presidente (ex-comentador), rapidamente percebemos o que quero dizer com o termo “fascizante”
        Não, não é medo o sentimento expresso pelos portugueses.
        É bem pior: é comodismo e acima de tudo, uma enorme falta de cultura e de solidariedade. Este é o retrato da maioria dos Portugueses.
        Os descobrimentos e a globalização, com toda a sinceridade, acho que não entram nesta história. Para mim, claro está.
        Cumprimentos.

        • joão lopes says:

          ainda bem que fala dos “comentadores” e das nossas ricas TV`s.sim,uma boa parte dos lusos só sabem o que se passa no mundo,via tvi ou cm.agora,imagine(eu não consigo) a loucura,que grassa por aí.o tirinho ate votar em charlatões,sem pensar,é um passo.agora,imagine a pessoa que saí da mesa de voto e diz:votei na FN,olha que se lixe,eles são todos iguais(isto quando votam)…portanto eu chamaria irresponsaveis,por isso sou a favor de se explicar na escola,o que é uma Democracia e como funciona.essa cadeira podia começar…já hoje.

          • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

            Assino por baixo o que escreveu.

          • Maria João says:

            Concordo. A educação cívica devia começar nos bancos do básico. Explicar o que é a democracia, que expressões práticas tem, o que significa. Explicar aos miúdos quais os fundamentos da sociedade ocidental. No caso português explicar que existe um documento que é a Lei Fundamental é qual a sua importância. Mostrar até os primeiros artigos e explicar porque são tão importantes. Explicar que são conceitos tão antigos através dos filósofos clássicos. Mostrar e incutir nas mentes dos miúdos mais que datas, nomes e cognomes dos Reis, o que tem de tão diferente e ainda tão valioso na sociedade ocidental que explica porque razão morrem tantas almas a tentar aqui instalar-se.


          • pois. mas isso não interessa ao regime – ensino vocacionado para a compreensão da democracia. interessa, isso sim, disciplinas como Religião e Moral que tive no ensino básico. isso sim, foi extremamente útil!

    • JgMenos says:

      Queres que te conte a história de uns meninos de coro chamados Estaline, ou Castro, ou tantos da mesma igualha?


      • Não. Basta-me o Hitler, o Salazar e o Mussolini, porque é dessa “raça” que falamos…
        De resto, vir para este espaço tirar desforço a propósito de comentários desfavoráveis relativamente ao que alguns nazis escreveram numa parede, invocando outros cenários, é claramente desconversar à Salazar: “Quem não é por mim, é contra mim”.
        O que Staline fez não tem nada a ver com o que a FN escreveu. Mas dá para perceber a posição do Sr. JgMenos.
        Não se esforce mais, porque todos já entendemos.

    • Edgar Carneiro says:

      Nesse tempo, o do rei chamado “O Venturoso” que mandou instalar em Portugal a tenebrosa “Inquisição”, num “poogrom” em Lisboa mataram e queimaram no Rossio 2000 judeus.


    • E pelo que tenho lido por aí, os mestres Paulo têm vindo a multiplicar-se por lá…

  3. Nightwish says:

    Ainda ontem li uma análise muito simples do Krugman sobre o que se passa. Tão simples que não sei como não percebi antes.
    Os eurocrentes ao mostrar completa incompetência em resolver a crise, muito pelo contrário, perdem ao mesmo tempo autoridade nas restantes matérias, fazendo o povo aceitar outra coisa qualquer que tenha bom marketing. Infelizmente, o marketing da esquerda tradicional não apresenta alternativa e a restante esquerda não apresenta soluções fáceis, pelo que tudo se vira à direita.


    • Não podia estar mais de acordo. O marketing de esquerda é fraco, tal como a sua capacidade de conseguir entendimentos. A direita não facilita.

      • atento às cenas says:

        não será antes porque o “marketing de esquerda” é bloqueado à entrada das redações?
        basta ligar as tvs e ver quem são os “donos da loja”


      • “O marketing de esquerda é fraco”
        eheeheh