DESIGUALDADE AO MÁXIMO

davosFoto: AFP

A partir de hoje e nos próximos dois dias há 6.000 polícias e soldados posicionados para proteger as cerca de 3.000 eminências da esfera da economia, política e ciências que participam no Fórum Económico Mundial em Davos, com o fim de discutirem e supostamente encontrarem respostas para as grandes questões da actualidade mundial. Na verdade, as respostas que às eminências interessa encontrar é como produzirem melhor mais capital para os membros do clube dos ricos. Se assim não fosse, debruçar-se-iam sobre o resultado do estudo que a ONG britânica Oxfam divulgou há dois dias: 1% da população mundial possui mais do que os restantes 99% e apenas 62 pessoas possuem tanto capital quanto a metade mais pobre da população mundial. O estudo visa alertar os participantes do FEM para a necessidade de pôr fim “à era dos paraísos fiscais que alimentam as desigualdades mundiais e impedem centenas de milhões de pessoas de sair da pobreza”.  Nos últimos anos, a auto-produzida crise financeira e o modelo económico praticado agudizaram brutalmente o fosso entre pobres e ricos. O aumento da desigualdade é um indicador contundente de que a economia está organizada para concentrar a um lado e para despojar por outro. O inconcebível é como o produto – a saber, modelo económico neoliberal – se continua a vender tão bem e a ser engolido sem resistência. Quando acordais, povos de todo o mundo? Bom, pelo menos os que sabem ler e ficar especados à frente de um écran…

 

Comments

  1. FilipeMP says:

    Os governantes dos países mais poderosos, estão de mãos atadas. Romper com o sistema requer ter duas laranjas no lugar dos tomates, coisa que nenhum politico ocidental possui.