A escultura portuguesa ficou hoje mais pobre

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A cultura portuguesa, nomeadamente a escultura, ficou hoje mais pobre com a morte de Jaime Azinheira que, para além de um escultor de referência, foi também professor na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, onde deu aulas até 2005.

Jaime Azinheira licenciou-se em Escultura na Escola Superior de Belas Artes do Porto onde fez também o seu doutoramento.

As suas esculturas salientavam-se por serem feitas em materiais frágeis, como o papel ou gesso, através de uma técnica original e única de moldagem.

Os seus trabalhos de escultura de uma enorme singularidade, cenográficos, são objectos artísticos muito expressivos.

Nos seus trabalhos Jaime Azinheira serviu-se de figuras caricatas, em situações do dia a dia, muitas vezes monstruosas, mas sempre com um lado humano muito patente.

Uma grande parte da sua obra que marca de forma indelével a escultura portuguesa pode ser vista na Casa Museu Teixeira-Lopes, em Vila Nova de Gaia e no Museu Amadeo de Souza-Cardoso, na cidade de Amarante.

A zona cinzenta de Maria de Belém

MdB

Não tenho acompanhado os debates presidenciais. O entusiasmo que me colou à TV por altura de todos os debates televisivos que colocaram frente-a-frente os líderes dos partidos em disputa pela vitória nas Legislativas é agora substituído pelo tédio de assistir a uma campanha para uma presidência da República na qual um candidato, Marcelo Rebelo de Sousa, leva uma vantagem absolutamente desigual sobre todos os seus opositores e, como se tal não bastasse, ainda é levado ao colo pela imprensa. Não admira que já se autoproclame sucessor de Cavaco Silva. Continuar a ler “A zona cinzenta de Maria de Belém”