Uma questão pertinente


Pode alguém explicar-me as diferenças entre o livro do Acabado Tabaco Silva e o livro do Arquitecto Saraiva?

Comments

  1. Filhos da Puta says:

    Ao saudoso senhor Silva

  2. Rui Naldinho says:

    Entre um homem tacanho e mediocre, e um pulha da pior espécie que não olha a meios para atingir os fins a que se propôs, apesar de tudo, ainda há algumas diferenças.
    O livro escrito por Cavaco terá um conjunto de banalidades, interpretações pessoais dos factos, e até manipulações d a realidade, valorizadas por ele como atitudes deselegantes ou comportamentos pouco inspiradores de confiança de José Sócrates. Ele sempre na melhor das intenções de colaborar face aos superiores interesses do País.
    Vale aquilo que vale. Ainda que fale de algumas conversas privadas ao nível dos assuntos de Estado com o anterior primeiro ministro, não deixam de ser temas políticos, mesmo que tricas entre os dois. Isto é aquilo que eu penso vir a ser o livro.
    Apesar de detestar Cavaco como político, não o estou a ver a resvalar para um certo vouyeirismo badalhoco.
    Coisa bem diferente de alguém que fala da vida privada de outras pessoas, mortos incluídos, como é o caso de Arq. Saraiva.
    A mim não me interessa saber qual é a orientação sexual de nenhum político. Nem se a mulher dele é alcoólica, ou o marido faz sexo sem paixão.
    De qualquer forma, o livro de Cavaco terá tanto interesse para o público, como o livro de Fernando Lima sobre teve, ao abordar a sua relação com Cavaco Silva, em especial depois das escutas.
    Será mais um daqueles livros para o João Miguel Tavares ler, e todos aqueles que como ele vivem obsecrados com o legado Sócrates.
    Cavaco saiu da Presidência da República pela porta dos fundos. Sabe que a História lhe reservará um lugar nos anais da hipocrisia política portuguesa como um excelente exemplo a não repetir. Isso ele sabe. Mas como ainda faz parte do mundo dos vivos, quer fingir a si mesmo, que nós estamos a ser injustos com ele!
    Até ao dia em que deixar este mundo, ele andará permanentemente a justificar-se pelas decisões que tomou, pelos seus actos políticos praticados, pela sua interpretação da verdade, a sua tacanhez, como se nós fossemos ética e moralmente seres menores, e ele alguém predestinado por uma qualquer divindade.
    Haverá um conjunto de ninfas que ajudarão à festa estilo Maria João Avilez, Felicia Cabrta, Helena Matos, Laurinda Alves, …
    e uma seita de mordomos, na confraria cavaquista como José Manuel Fernandes, Alberto Gonçalves, David Dinis, João Miguel Tavares.
    Nada a que não estejamos já habituados.

    • Rui, a minha pergunta foi feita em tom de gozo.

      Como referiu e bem, existe uma clara distinção entre o teor político de um e o teor sórdido e mexeriquista de outro, apesar de, ter visto que o Cavaco também aproveitou o momento para dar uma de mexerico no que se refere às conversas com o Mário Soares. Posso-lhe afiançar que não é o único momento do livro, cujos trechos sobre alguns temas já pude ler por portas travessas, em que o Cavaco aproveita para botar faladura sobre as imperfeições de outros. Na auto análise que ele faz do seu percurso como pessoa e como político, é óbvio que na cabecinha dele ele ainda pensa que prestou um grande serviço à Nação. De facto, foi, como referiu aqui o nosso primeiro comento-aventador foi o maior filho da puta que este país já conheceu

      Contudo, não deixo de realçar que acho uma enorme curiosidade a um aspecto do livro: o seu timing de lançamento. Não terá sido decidido à toa o timing escolhido para o lançamento do livro numa altura em que a direita portuguesa permanece envolta numa nuvem de napalm, em que o Sócrates (o maior inimigo do Cavaco) está a ser acossado por todos os lados e em que o Mário Soares já se finou. Mas aí, o Cavaco sempre se poderá desculpar de um aspecto clássico da portugalidade: só se fala mal de alguém depois da sua morte para que o dito não se possa defender.

      Será este livro um sinal para a direita portuguesa de que o querido líder ainda está vivo e reage? Deixo aqui esta minha dúvida.

      Os dois livros também me parecem ter uma característica comum: os autores das duas obras usam-nas para tentar a sua vendetta sobre os seus bodes expiatórios. A primeira, de um jornalista que viveu da teta do poder para sobreviver na sua profissão e a outra de um estadista odiado pelo povo que precisa de voltar a purgar-se dos seus mais terríveis demónios.

  3. É fácil, enquanto um diz mal dos outros, o outro não diz a verdade sobre si.

  4. Anti-pafioso says:

    São os dois insignificantes , só que um não frequenta o chiado .

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