Pode-se tirar o PSD do socialismo, difícil é tirar o socialismo do PSD…

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Será este o futuro do PSD? Não fora a assinatura na comunicação da sua organização de juventude e poderia ter sido levado a pensar tratar-se de propaganda do BE, ou no mínimo da ala mais radical do PS. [Read more…]

E o tal modelo leninista?

“Eu não quero falar sobre assuntos desta governação” – Cavaco Silva. E a devida explicação sobre o “tal modelo leninista” que este governo quer implementar? 

Afinal vai haver um 2º volume

“Se a saúde me permitir, eu vou escrever um 2º volume” – Cavaco Silva. Ficámos a saber que o primeiro foi escrito em parte em Belém. Será que o 2º será relativo aos temas que Cavaco deixou por escrever?

No futebol, infelizmente é assim

O Leicester despediu Claudio Ranieri. Infelizmente é assim: no futebol, os bestiais rapidamente passam a bestas. A ver vamos se o “quase” despromovido que passou a campeão não passará em breve novamente à condição de despromovido.

Grau zero no Parlamento

Soez foram os convites a emigrarem; as bocas à “peste grisalha”; o viverem acima das possibilidades; os sucessivos orçamentos inconstitucionais. Indigno é o exemplo que um deputado e líder de um partido dá no Parlamento. Porque a acusação é justa. É inaceitável que a fuga aos impostos seja um instrumento daqueles que têm maiores capacidades, obrigando os restantes a pagar os impostos que eles deixam de pagar. Não saber não é, nem nunca foi, desculpa. Há obrigações. E este é mais um caso a ilustrar a incompetência que foi a anterior governação.

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Porto!

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Autor: Thomas Pesquet. Obrigado, Público.

Observador

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Pedro Pereira Neto

Percebe-se que o Observador está em maus lençóis quando o seu ‘publisher’ (mais um exercício da parolice que considera elevar a si própria recorrendo a um termo noutro idioma) escreve artigos que, claramente, só procuram gerar cliques e distracção de factos relevantes. Não se deixem cair no logro: o lixo não precisa de ser manuseado para ser reconhecido enquanto tal.

O regresso do maior vampiro deste país

A propósito. No dia em que o maior vampiro deste país regressará ao grande ecrã para ser entrevistado às 21 horas pela mão do Vítor Gonçalves. Mais uma vez anda o nosso rico dinheiro, que tanto nos custou a ganhar, a ser jogado janela fora pela RTP para ouvir os mexericos, as insinuações baratas e a subjectividade indevida e imoral de um canalha que viveu uma vida inteira a alimentar-se do sangue e do suor dos portugueses. Serviço público? A pergunta é de retórica. Todos conhecemos minimamente a agenda da besta, os propósitos e os objectivos que ele visa alcançar, a constante necessidade de se reafirmar e a incapacidade de se manter fora das esferas de controlo. Um vampiro a sério não deixa de querer chupar até ao dia da sua morte.

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Sou o meu próprio Comité Central

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Excertos da entrevista de José Afonso ao jornal «Sete» de 22 de Abril de 1980

Sobre a regularidade de publicação de discos:
«Houve só uma época, logo após o 25 de Abril, em que como sabes não tínhamos mãos a medir, e em que isso aconteceu. Foi uma fase de expectativa, em que eu reflecti sobre o que devia fazer, se deveria ir para o ensino, se a minha função de cantante se justificava no novo processo que estávamos a viver. Pus mesmo a hipótese de me afastar, porque cantores de origem populares seriam vozes muito mais representativas do que as nossas e o processo nos iria ultrapassar. O certo é que fui extraordinariamente solicitado, eu e os meus colegas, de tal maneira que fiquei completamente «nas lonas».»

Sobre a imagem de radicalismo que transmitiu na fase pós-25 de Abril:
«Isso foi uma fase que se desculpa, que quanto a mim é um reflexo do próprio processo, apareceram coisas diferentes porque apareceram realidades diferentes e um público também, pelo menos em superfície e em quantidade, diferente. Dantes eu cantava para Assembleias Populares, mas muito mais restritas. No final do fascismo era-me mesmo já praticamente impossível cantar em público e nos dois últimos anos eu vivia quase só entregue a uma tarefa de propaganda e de agitação, difundia livros e panfletos, de apoio aos presos políticos, etc.»

Sobre a censura nos últimos tempos do Marcelismo:
«Sim, e no final acabei por ser preso [depois de fazer uma sessão num pinhal para tentar escapar à Polícia]. Com o 25 de Abril surgiu uma oportunidade enorme para chegarmos às fábricas, aos locais de trabalho, ir às aldeias onde havia comissões de moradores que estavam a fazer o seu caminho público, o seu fontanário, etc.. Participei muito directamente nesse processo, eu e outros cantores que tiveram uma actividade incrível nesse aspecto.»

Sobre as discordâncias em relação ao PCP 

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Zeca Afonso

E já são 30 anos sem o  Zeca Afonso .   Fazes-nos falta.

 

A Petrecha – Estórias de gentes do Douro

Maria Manuela Santos de Almeida Ferreira dos Santos*

Chamam-lhe Petrecha talvez devido à sua cor escura, a que o lixo dá uma tonalidade ainda mais acentuada. Ela própria se deve ter esquecido que a madrinha a baptizou de Amélia.
Andrajosa, arrasta pela mão a filha que nasceu da sua miséria.
As duas pedem pelas portas da aldeia o pão nosso de cada dia.
Toda a gente lhe dá num ou noutro dia. São tolas, diz o povo – mas não fazem mal a ninguém.
A Petrecha era filha do coveiro. A mãe morrera quando ela nasceu e o pai vivia com a caridade dos outros e o vinho que comprava quando enterrava os mortos.
Lá passava ele com a filha embrulhada em trapos num braço e a pá no outro. Enquanto abria as covas, deitava-a na campa de mármore mais chique e cantava para ela adormecer.
O cemitério era o domínio de ambos e ali entendiam-se.
O tempo rodou e o coveiro morreu.
Amélia Petrecha, quase indiferente, ajudou a tapá lo.
Quando lhe nasceu aquela filha, repetiu com ela as passadas que tivera. Não conhecia outras.
Ensinou a contar primeiro as cruzes e depois os tostões. No forno do muro do cemitério, guardam a roupa linda que lhes dá a gente rica! Não a usam. Não é delas. É para os amigos do cemitério.
Mas o que mais encanta a pequena Carolina são os retratos. Conhece-os todos. Dos senhores e das senhoras, que para ela têm vida. Já quase mulher, fica triste e amuada no dia dos fiéis, em que toda a gente invade os seus domínios.
Um dia, um senhor com uma máquina fotográfica achou original o quadro de mãe e filha e bate uma foto.
Passado algum tempo, oferece-lha. Ficam admiradas, sorriem, viram e reviram a fotografia.  [Read more…]

Camilo Lourenço não está sozinho. Não falta quem faça figura de parvo nas redes sociais

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A montagem é da Uma Página Numa Rede Social mas a figura de parvo ficou a cargo de Camilo Lourenço, que recorreu a uma “notícia” do “jornal” Observador para fazer valer o seu ponto de vista: que o Diabo anda mesmo aí. O problema é que a “notícia” é de Janeiro de 2016. E o pobre Camilo, coitado, cercado de indicadores positivos e sem saber bem para onde se virar, agarrou-se à primeira coisa que lhe apareceu à mão. Tantos meses de profecias apocalípticas para isto. É o rigor em todo o seu esplendor. [Read more…]

Elegia a Stefan Zweig

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No final do Grand Budapest Hotel, o narrador diz a propósito do protagonista, Monsieur Gustave, o concierge do hotel: I think his world had vanished long before he ever entered it. But I will say, he certainly sustained the illusion with a marvelous grace.

Stefan Zweig, cujos livros inspiraram o filme de Wes Anderson, também sustentou diversas ilusões com uma extraordinária graciosidade. O filme de Maria Schrader Vor der Morgenröte ou em Francês, Adieu l’Europe, pretende mostrar isso. Vemos Zweig com uma educação e polidez de outra época, uma luzinha de civilização num mundo cada vez menos civilizado. O filme escolhe sublinhar este aspecto – a forma como Zweig se relacionava com os outros – em detrimento de uma reflexão mais profunda sobre o pathos que guiou os últimos anos da sua vida. Infelizmente, é precisamente por isso que o filme se torna numa banalidade.

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A infernal máquina de propaganda do PS

Não deixa créditos em mãos alheias. A notícia tem 10 meses, vem agora à tona para desviar atenções da CGD e aliviar a pressão sobre Centeno e A. Costa…

ISP, mais uma descarada e despudorada mentira governamental

No início do ano 2016, com o preço do petróleo em baixa e temendo a perda de receitas, o ministro Mário Centeno anunciou a subida do ISP em 6 cêntimos por litro de combustível. Em simultâneo anunciou a constituição de um mecanismo de ajuste, que permitiria avaliar e rever o nível de imposto a cada 3 meses, descendo o valor a pagar se o petróleo viesse a subir a cotação, ou mantendo caso o preço da matéria-prima se mantivesse em baixa. Há sempre quem considere poucochinho mais um agravamento de imposto, mas a verdade é que para o Estado o sector automóvel tem sido ao longo dos anos uma verdadeira galinha dos ovos de ouro. [Read more…]

Comissões de Inquérito

“A Comissão de Inquérito não deve ser usada de ânimo leve”, diz o depurado Duarte Pacheco para justificar ausência de pedido, por parte do PSD, para uma  comissão de inquérito sobre as transferências para offshores durante o anterior governo. Depois,  claro, de querer esticar o caso Centeno/Domingos com uma comissão de inquérito para ler SMS. Percebe-se a dor. Parece que quem com ferros mata, com ferros morre. Ao longo do tempo, temos visto as comissões de inquérito serem palcos para mediatizarem a luta partidária, em vez de locais de esclarecimento. O que ainda se torna mais claro perante justificações de conveniência dias depois do circo montado à volta dos SMS.

Por menos que se goste, os partidos que suportam o governo teriam também procurado explorar a situação em que Centeno se meteu, caso estivessem na oposição. E seriam igualmente acusados de estarem a esticar o caso, como acontece com PSD e CDS, que se agarram à CGD por não terem mais nada de jeito para fazerem oposição. Da mesma forma, também o PSD e CDS se agarrararian a esta situação das offshores caso estivessem no governo e se se tivessem deparado com este furo por parte do anterior governo. É a luta política e vir falar em não usar comissões de inquérito de ânimo leve, como fez o deputado Pacheco, não passa de uma tentativa de fuga ao escrutínio. [Read more…]

Erros que se pagam caro

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Créditos: Alberto Fernandes – zerozero.pt

Danilo Pereira está um senhor jogador. Para além de todo o trabalho defensivo que faz e que não é pouco nesta estratégia de bloco defensivo baixo de Nuno Espírito Santo, o treinador do Porto está a conseguir transformar em definitivo o médio num jogador muito completo. Exemplo disso foi a transformação feita no jogador no capítulo do passe, procurando sempre que recupera a bola lançar os companheiros no contra-ataque com verticais passes de ruptura

Vitória justa da Juventus? Aceita-se. Não é possível escamotear a verdade dos factos: os bianconeri dominaram grande parte da partida, tiveram mais posse de bola e construíram 90% das oportunidades de golo da partida. Por demérito essencialmente de um jogador: Alex Telles. Com duas paragens cerebrais inconcebíveis para este nível, o lateral esquerdo brasileiro (jogador que anda longe de me convencer ao contrário de Miguel Layún) ofereceu o domínio de um jogo até então bastante equilibrado aos italianos e demonstrou mais uma vez que não acrescenta qualidade a esta equipa do Porto.
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