Le Pen: em nome do pai

 

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Por João Branco e Natascha Figueiredo

Marine não é Jean-Marie; é muito mais que Jean Marie. E é esse o facto que a torna mais perigosa que o pai. Marine herdou alguns dos traços político-identitários da liderança do pai mas soube também afastar-se da sua imagem tóxica de simpatizante nazi, promovendo um nacionalismo populista (iniciado pelo pai) que vai de encontro ao que o eleitorado francês neste momento quer ouvir. A verdade é porém, que todas as circunstâncias e problemas que enevoam o espectro político francês actual com o espectro político francês pré-eleitoral em 2002 não são os mesmos. Marine beneficia de um peculiar caos no país para colher benefícios. Em 2002, Jean-Marie levou a cabo uma campanha marcadamente ideológica, campanha que naturalmente o afastou da vitória na 2ª volta das presidenciais desse ano, muito por culpa do chamado “voto útil” em Jacques Chirac. O que efectivamente pode não acontecer no presente ano nas eleições que se avizinham com Marine.

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Grande avanço científico!

Graças a um estudo recente, descobriu-se que ficar debaixo de uma pedra com quatro toneladas ajuda colunistas russos a deixarem de escrever alarvidades.

Cartas viciadas

Não há pois na “carta”  de António Domingues ao ministro Mário Centeno publicada pelo jornal  ECO qualquer sustentação para o lead da notícia que afirma que “António Domingues tinha um acordo com o ministro das Finanças para não entregar a declaração de rendimentos no Constitucional”. Apesar da falsidade da afirmação ela foi publicada por todos os jornais e televisões sem qualquer análise dos termos da citada carta.

No debate parlamentar desta tarde o PSD e o CDS não se coibiram de afirmar que o ministro Mário Centeno “mentiu” sem se preocuparem minimamente em analisar o que de facto está escrito na carta de António Domingues. Imprensa, rádio e televisão repetiram a acusação e cavalgaram a onda.

Estrela Serrano afirma que o  jornal ECO publicou uma notícia com afirmações que não se extraem  dos excertos apresentados. Ou seja, inventou uma notícia. Isto é, aderiu à pós-verdade.

Mas não foi uma “notícia” inútil. Serviu o propósito de dar substância ao debate parlamentar de ontem à tarde.

É isto o melhor que a oposição tem? Está ao nível de quando foi governo.

Fórum TSF: O que fazer com o Acordo Ortográfico?

Por mim, rasgar. Neste momento, ‘rasgar’ tem 73%. Obrigado.

Cada vez mais claro

Que o governo mentiu aos portugueses.

Quanto tempo deve demorar uma consulta?!

cronometro-300x300O facto de se estar a discutir quanto tempo deve demorar uma consulta médica é, só por si, um péssimo sinal, um de muitos que indicam retrocesso no que se refere aos direitos mais básicos, tudo porque o mundo está dominado pelo gestor-economista-empreendedor-consultor, esse sábio global que tudo ordena sabendo nada e sem a consciência de que nada sabe. É esta mentalidade simplista que reduz o mundo a folhas de cálculos, competitividade, estatísticas e rankings, tudo em nome de um liberalismo, no fundo, muito controlador.

Uma das grandes lutas do século consistirá em recuperar a autonomia das várias áreas de actividade. Um hospital é um hospital é um hospital, uma escola é uma escola é uma escola e uma pessoa é uma é uma pessoa. Se qualquer profissional é competente e sensato até prova em contrário, o tempo de uma consulta médica deve depender de um médico e nunca de uma besta quadrada com um cronómetro na mão.

Observador Enganador

É a melhor imagem ilustrativa da coisa. E da autoria do próprio.