Pormenores que fazem toda a diferença

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Créditos Jornal O Jogo

A importância de ter jogadores capazes de resolver jogos difíceis quando o colectivo não é suficiente. É a frase que ajuda a resumir o papel de Kostas de Mitroglou na suada vitória do Benfica em Braga, num jogo em que o empate se justificava mais que a vitória dos encarnados pela excelente primeira parte que o Braga realizou no plano ofensivo, pelo interessante e comprometido empenho dos bracarenses no plano defensivo, exceptuando num ou noutro lance em que o seu lateral esquerdo Marcelo Goiano tremeu (no lance do golo, o lateral do Braga poderia ter abordado o lance com mais assertividade) e pelas  grandes exibições realizadas por Assis, Battaglia, Pedro Santos e Rui Fonte.

Grande jogo em Braga, grande ambiente, futebol de velocidade, de ataque e resposta e de entrega total dos jogadores ao jogo, devidamente arbitrado por um Luís Ferreira que a meu ver só pecou por uma vez no primeiro tempo ao não assinalar uma grande penalidade a favor do Benfica por carga (com recurso aos braços, completamente fora de tempo) de Rosic a Toto Salvio.

Assim vai a bola no Sapo

Uma pessoa vai ao Sapo para saber como está o jogo entre o Braga e o Benfica. Clica no link e dá de caras com os comentários ao decorrer do jogo. É o fim do mundo. Um ninho de pérolas como a que aqui vos trago

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Páginas do barroco (1)

Concerto em Dó Maior para bandolim, cordas e cravo (RV 425), de António Vivaldi (escrito em 1725). Composto por três andamentos (Allegro, Largo e Allegro), é um concerto emblemático para este instrumento, explorando o seu potencial sonoro e dando ao executante palco para virtuosismo. Solista: Duilio Galfetti.

Inventar?

Ficou claro que a partir de hoje, para Donald Trump, inventar acontecimentos, tornou-se uma questão de sobrevivência.

Do lado dos cidadãos: BE e PCP

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A resiliência e competência do movimento cidadão de protesto contra o CETA e o TTIP (os acordos comerciais da UE respectivamente com o Canadá e os EUA) tem sido notável. Entre vitórias e derrotas, há mais de três anos que se vem organizando, adquirindo conhecimento e até perícia em todas as áreas que o acordo abrange, bem como sobre os meandros do processo de aprovação, informando a opinião pública, reunindo milhões de assinaturas, declarando mais de 2.000 zonas (municípios) livres desses acordos, juntando centenas de milhares de pessoas em manifestações.

Quando, no passado dia 15 de Fevereiro, a meio da semana e em horário de trabalho, várias centenas de pessoas se juntaram na manifestação em frente ao Parlamento Europeu, todas elas sabiam que não havia esperança: os eurodeputados de direita e uma grande parte dos que se intitulam de centro-esquerda, iriam abrir as portas para mais um passo no sentido de uma ordem injusta e destruidora do planeta. [Read more…]

Francisco Assis, o demagogo

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O Sr. Eurodeputado Francisco Assis não só foi um dos “socialistas” que traiu os cidadãos e serviu o grande capital, ao votar, na quarta-feira passada, em favor do CETA, como ainda vem deitar areia para os olhos para justificar essa cobarde posição, escrevendo:

  1. “O Parlamento Europeu aprovou esta semana um acordo comercial entre a União Europeia e o Canadá, comumente designado pela sigla CETA, depois de um longo processo negocial e de uma ampla discussão política e pública.”

“Uma ampla discussão política e pública”? Isso em Portugal??? Pois, o Sr. como anda lá por Bruxelas e Estrasburgo é natural que tenha tido acesso à discussão pública que houve em alguns países; agora em Portugal, que é o país que o Sr. representa, afirmar que houve discussão pública sobre o CETA é faltar à verdade.  E ainda: [Read more…]

O palavra é uma arma

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E há quem as empilhe em livros, arrumadinhas em parágrafos, reluzentes de mesquinhez em todas as letras.

Iglu feito de livros

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Miler Lagos; e outras coisas estranhas feitas com livros.

Direitos, a obscenidade destes tempos

Entre colegas de trabalho e no comentário político de direita, a alguém que ouse falar de direitos logo se lhe aponta o estigma de ser um moinante calaceiro.

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Naomi Klein documentou que os neoliberais advogam o uso de crises para impor políticas impopulares enquanto a população está distraída. Fotografia: Anya Chibis para The Guardian.

O cidadão de hoje, produto de uma construção ideológica apenas suspensa durante curtos períodos, como a revolução francesa,  é, antes de cidadão, um trabalhador. Faça-se a experiência de juntar algumas pessoas, pedindo-lhes que se apresentem. Não falarão das suas raízes familiares, nem das suas convicções. Definir-se-ão pelo que fazem, numa visão calvinista da sua existência. [Read more…]