Vídeo-árbitro


Sobre a utilização do vídeo-árbitro para os jogos da I Liga a partir da próxima época.
Aqueles que controlam o sistema do futebol português – neste momento é o Benfica, como antes foi o Porto, como antes ainda foi o Benfica – arranjam sempre forma de dar a volta.
Nesse sentido, a partir do video-árbitro, a prioridade será a intervenção nas situações de jogo em que o vídeo-árbitro é ineficaz.
Os fora-de-jogo, por exemplo. Se o árbitro cortar uma jogada de golo iminente, marcando fora de jogo, está resolvido. Mesmo que a decisão esteja errada, não há nada a fazer. O video-arbitro não vai mandar fazer a reconstituição da jogada. Eis como uma equipa não marca golo se o árbitro não quiser.
A partir daqui, os fiscais de linha vão ser muito apetecíveis.
E claro, há sempre a hipótese de controlar o próprio video-arbitro. Há jogadas cuja decisão é muito subjectiva. Terá uma certa piada quando o vídeo-árbitro der uma indicação errada ao árbitro.
Vídeo-árbitro? Pode ajudar, mas não é por aí…

Comments

  1. Uma nádega says:

    Já o outro dizia: “O Sportem está entalado entre as nádegas”. E pelos vistos agora também pelas cuecas…

  2. Konigvs says:

    O que não é por aí é certos clubes defenderem hoje as nomeações e no dia seguinte – geralmente quando perdem – virem defender o sorteio, e depois as nomeações – quando dá jeito – e de novo o sorteio. O que não é por aí é certos presidentes dizerem que só fala da arbitragem quem é burro mas depois – geralmente quando se perde – já virem dizer que estamos no campeonato Salazar.

    Sobre os meios eletrónicos no desporto, que eu tenha conhecimento (que não é muito) mas nunca ouvi falar de um desporto que tenha voltado atrás, porque se tenha arrependido e preferido a passar de novo a confiar nos olhos e idoneidade dos árbitros.

    O que não é por aí é, no mesmo lance, haver árbitros a dizer que ficaram dois penaltis por marcar no Benfica – Sporting; árbitros a dizer que ficou um penalti por marcar; e outros árbitros a dizer que, claramente, nenhum penalti ficou por marcar e o árbitro do jogo esteve muitíssimo bem. Estamos a falar de árbitros e não comentadores!

    Se calhar o que não é por aí é termos um desporto que tem leis absurdamente ambíguas e dão que para diversas interpretações – por exemplo a “bola na mão” e está tudo bem quando é para o nosso lado, mas está tudo mal quando, no mesmo lance é contra nós.

    Quando temos um desporto chamado futebol, que nem sequer tem definidas as dimensões do campo, estamos conversados sobre o rigor que tem. Alguém imagina que os campos de ténis, de andebol, basquetebol ou hóquei, tenham as dimensões que cada clube lhe apeteça? Não pois não? Então se calhar são esse tipo de coisas que “não são por aí”. O futebol é um desporto de milhões gerido por amadores.

  3. ganda nóia says:

    “neste momento é Benfica”. parvoíce. se é Benfica, como é que em minutos em superioridade numérica o Porto tem 298 e o Benfica 1? Cada teoria… E muito jeito deram essas expulsões adversárias para ganhar jogos e somar golos para o goal average. Enfim – é a cartilha azul-verde.

    quanto ao video-arbitro – nada mudará, realmente. as queixinhas e violencia verbal vao continuar.

    • Paulo Marques says:

      É simples, lances como a bola na mão do Olíver só são penalty contra o FCP – esse jogo é todo um tratado. Isso e ver que quando perdem pontos, só por acaso, claro, são em jogos em que normalmente os adversários nem se dão ao trabalho de apontar à bola para defender.

      • Paulo Marques says:

        E há os inúmeros penalties evidentes por marcar que já toda a gente perdeu a conta vs os golos de faltas que só o árbitro viu.

  4. Rui Naldinho says:

    Um dia, o futebol há-de aproximar-se da verdade desportiva como nunca sonhou estar. Mas ainda vem longe esse dia. E não será isto do vídeo árbitro, que mudará substancialmente o panamorama do futebol. Tudo depende da seriedade e idoneidade de quem está no lugar a decidir, seja o árbitro principal, ou o chefe da equipe de vídeo arbitragem. Tudo depende das instituições serem sérias e imunes às tentativas de monopolização dos agentes desportivos, vulgo Liga de Clubes e FPF.

    1- Eu ainda me lembro dos sorteios. Sim, os sorteios dos árbitros! Os tais sorteios, que seriam a solução de todos os males, não deram em nada. Até porque, chamar aquilo sorteio era uma treta. Um sorteio não tem condicionalismos. Ou, se os tem, devem ser enunciados, à partida, para que todos saibam as razões desse condicionalismo.
    Por ex:
    O árbitro Carlos Xistra ou Hugo Miguel, não podem entrar no sorteio de um jogo do clube de Alvalade porque eles são Sportinguistas, ou tem interesses ligados ao clube. O árbitro Jorge Ferreira ou o João Capela, não podem ser sorteados num jogo do clube da Luz, porque são Benfiquistas. E assim sucessivamente com os árbitros simpatizantes do FC Porto.

    2- Depois vieram as avaliações dos árbitros e as pontuações. O O cabal conhecimento por parte dos clubes e da opinião pública, do relatório dos delegados aos jogos.
    Sim, esta seria a solução para as traficâncias e os erros grosseiros na arbitragem
    Afinal, tudo se esfumou. E porquê?
    Porque o delegado ao jogo também tem clube, e se calhar registo de interesses, até comerciais com os vários agentes desportivos. Ninguém me diz que ele não manipula o relatório e a pontuação atribuída ao árbitro. E minimiza o erro de uns e maximiza o de outros, numa clara aposta em favorecer os seus.

    3- Agora vem o vídeo árbitro.
    Concerteza que melhora e muito, a verdade desportiva, mas depende de vários factores, e mais uma vez a seriedade do ser humano e as instituições.
    Quem avalia o pretenso erro ou decisão polémica do árbitro num jogo, do FC Porto com o Benfica, por exemplo?
    Quem decide, por exemplo, se numa jogada dentro da área, temos “mão na bola” ou “bola na mão” ? É o vídeo árbitro? Ou deverá ser sempre o árbitro a ter a última palavra.

    Errar é humano. O que não podemos é errar sempre para o mesmo lado. E acima de tudo, o que é importante é verificar se há coerência ao longo de uma competição nas decisões dos árbitros. Caso na haja, afastem-nos. E se o árbitro errar de forma grosseira, há que ter a coragem de o sancionar e mandà-lo descansar por período que ele perceba que foi uma advertência. E não aquela palhaçada de ir um ou dois jogos para a “famosa jarra”!
    Eu dou um exemplo:
    O árbitro Hungaro que apitou o jogo Real Madrid – Bayern de Munique, Viktor Kassai, errou de forma deliberada e grosseira em vários lances e decisões, prejudicando claramente o Bayern. Aliás, já vinha de uma decisão polémica semanas antes, e com vídeo árbitro.
    Não deveria ser afastado da arbitragem, pelo menos por um período longo?
    Não. Se calhar não lhe vai acontecer nada, e ainda o põe a apitar a final.
    O futebol é uma indústria e o dinheiro nele envolvido tem muito mais importância do que a verdade desportiva.

  5. Paulo Marques says:

    E quem controla as cameras? Se for como hoje em dia, em que se escolhe os lances que ajudam à narrativa de carnide, tamos conversados sobre a eficácia.
    Quanto ao suposto controlo do FCP, deve ser por isso que os castigos experimentais à margem das regras calhavam sempre para o mesmo lado, entre outros filmes.

  6. anti lampeão says:

    O Benfica sempre foi contra o video arbitro,mas quando soube que a ultima palavra era do arbitro ,já está de acordo . Resumindo desde que o Benfica controle O C A , e o C D ,tudo bem .

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