O Rally de Braga, o Enterro da Gata e os TUB


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Jactância não falte nunca aos talentosos gestores dos Transportes Urbanos de Braga!
Não falte!
Por estes dias, vai acontecer em Braga uma corrida de carros, dentro e à porta da zona antiga da cidade bimilenar. A corrida de carros vai naturalmente trazer alterações ao quotidiano de quem visite, de quem trabalha ou estuda na cidade e que, por essas razões, pretende chegar aos lugares de trabalho ou de estudo.
E é nestes últimos que me vou focar.
Assumamos que a realização de um corrida de carros dentro de uma cidade que se orgulha dos seus dois mil anos de história é consensual.
Posto isto, a cidade organiza-se e prepara-se para o que lá vem.
É então necessário organizar um plano de transportes alternativos na cidade já que muitas ruas vão estar encerradas ao tráfego motorizado e pedonal. Empresa instrumental da Câmara Municipal de Braga, os TUB [Transportes Urbanos de Braga] são chamados a colaborar, tal como tem acontecido em anteriores momentos “festivos” da cidade. É necessário organizar e reorganizar as rotas dos autocarros e, para que tal produza efeito, comunicá-lo à população. Afinal, a altura é de festa, o ano é de eleições, e todos querem que tudo corra sobre rodas (literalmente).
Em breve, a cidade fica a saber com o que pode contar no dia 19 de Maio: a CMB publica um folheto desenhado por profissionais, a página FB dos TUB faz o que pode com a prata da casa, na página oficial da empresa municipal – sem destaque – lá surgem os mapas caseiros das novas rotas dos  autocarros. Tudo muito bem, tudo muito bonito.
Afinal, é dia de festa!
Não é todos os anos que há um rally num cidade do tempo de Cristo!

E o Enterro da Gata? Esqueceram-se? Não é de agora esquecerem-se.

No mesmo dia do rally, acontece o acto final do Enterro da Gata 2017, a festa académica da cidade que, memória minha, acontece há pelo menos duas décadas. Todos os anos por esta altura. Todos os anos o trânsito cortado, alterado, horas a fio. Todos os anos. Todos os anos. Todos os anos.

E, por falar em coisas que se repetem e que nunca mudam, há dois anos perguntava-se escrito à empresa TUB das alterações das rotas na tarde do tal desfile do Enterro da Gata: por onde passam os autocarros? Onde param? Onde pode o meu filho apanhar o autocarro no regresso a casa? O novo local de paragem do autocarro oferece condições de segurança?

A resposta:

“Antes de mais agradecemos o seu contacto e apresentamos as nossas mais sinceras desculpas pelos transtornos que a situação descrita por Vossa Exª possa ter causado. Relativamente às questões que mencionou vimos a solicitar que nos possa facultar o seu número de contacto para melhor informar e esclarecer Vossa Exª. Ficamos aguardar o seu contacto. Ao seu dispor. Os melhores cumprimentos, Tiago Soares.”

Isto foi há dois anos:  incapaz de, por antecipação, comunicar as alterações à circulação, a empresa pede o número de telefone a quem busca respostas.  As respostas agora são dadas caso-a-caso ao telefone?

No ano passado (2016), depois de a empresa pedir desculpas no ano prévio, a situação manteve-se: nula informação sobre as alterações previsíveis.

Ano de 2017, a escassos dias do desfile do Enterro da Gata, como divulgam os TUB as previsíveis alterações de percursos e paragens, mormente das carreiras que servem as várias escolas da cidade? Nada.

Mas é bom saber que, no caso do rally, o básico não foi esquecido…

PS: a frase no cartaz que os TUB afixaram nos autocarros – “Ao passar construímos futuro” – estão dois erros de língua portuguesa. Descubra-os…

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