Ainda sobre a merda do SIRESP


Segundo o Jornal de Negócios, o Estado português terá recusado vender a posição da falida Galilei na empresa SIRESP SA. A herdeira da fraudulenta SLN detinha 33% da empresa, mas a comissão de credores, liderada pela estatal Parvalorem, rejeitou a proposta da Green Services Innovations, alegadamente por estar muito abaixo do valor previsto.

É incrível que alguém queira comprar uma parcela desta porcaria inútil, mais incrível ainda que se recuse qualquer valor por ela. Num país de PPP’s onde o lucro fica sempre no sector privado e os encargos quase todos do lado do público, qualquer meia-dúzia de euros seria bem-vinda. Neste caso, porém, a empresa britânica estava preparada para avançar com 2,5 milhões de euros, valor que, considerando a avaliação da SIRESP SA, encomendada pela comissão de credores à Ernst & Young, que atribui um valor total de 9,7 milhões à empresa, não é seria assim tão mau, principalmente por se tratar da inutilidade do SIRESP. 

Como Costa e sus muchachos rejeitaram a oferta, resta-nos continuar a alimentar a patranha, que este ano nos irá custar ainda a módica quantia de 41 milhões de euros, referentes a 2016, de um total de aproximadamente 200 milhões de euros a pagar à concessionária até 2021. Nós bem queríamos o nosso dinheiro de volta, mas, ao invés disso, continuaremos a torrar alegremente centenas de milhões de euros neste embuste parido pelo bloco central. Um embuste onde António Costa desempenha um dos papéis principais, como o Jorge aqui explicou, mas no qual a direita, principalmente o PSD, tem muitas responsabilidades, ou não tivesse sido o governo de gestão de Santana Lopes a adjudicar o negócio, com os contornos nebulosos que lhe são conhecidos. Mas que se lixe, que agora vai tudo de férias, o campeonato começa em Agosto e daqui a uns meses já ninguém se lembra.

Foto: António Pedro Santos/Lusa@ECO

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    A palavra “merda” pode não ser uma expressão do Português vernáculo.
    No caso do SIRESP, a palavra “merda” é o superlativo absoluto sintético do adjectivo “borrada”, traduzida pelo autor, por, porcaria inútil.
    Haja paciência para tanta merda produzida pela classe política deste pais.
    Assim, não há papel higiénico que chegue!

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