O BPN (ainda) compensa

A Parvalorem é uma empresa pública, que gere os activos tóxicos resultantes da trafulhice levada a cabo por um grupo de cavaquistas criminosos, que destruíram o BPN e imputaram uma factura estratosférica aos contribuintes portugueses, sem que rigorosamente NADA do particularmente grave lhes tenha acontecido.

Em 2017, a Parvalorem pagou prémios de desempenho a altos quadros da empresa, grande parte dos quais provenientes da administração do BPN que destruiu o banco e asfixiou a economia portuguesa, num total de aproximadamente meio milhão de euros. [Read more…]

Ainda sobre a merda do SIRESP

Segundo o Jornal de Negócios, o Estado português terá recusado vender a posição da falida Galilei na empresa SIRESP SA. A herdeira da fraudulenta SLN detinha 33% da empresa, mas a comissão de credores, liderada pela estatal Parvalorem, rejeitou a proposta da Green Services Innovations, alegadamente por estar muito abaixo do valor previsto.

É incrível que alguém queira comprar uma parcela desta porcaria inútil, mais incrível ainda que se recuse qualquer valor por ela. Num país de PPP’s onde o lucro fica sempre no sector privado e os encargos quase todos do lado do público, qualquer meia-dúzia de euros seria bem-vinda. Neste caso, porém, a empresa britânica estava preparada para avançar com 2,5 milhões de euros, valor que, considerando a avaliação da SIRESP SA, encomendada pela comissão de credores à Ernst & Young, que atribui um valor total de 9,7 milhões à empresa, não é seria assim tão mau, principalmente por se tratar da inutilidade do SIRESP.  [Read more…]

Última hora: contas de 2012 foram aldrabadas

O governo deu indicações para esconder prejuízos do antigo BPN com o objectivo de não agravar as contas do défice de 2012.

É uma investigação da Antena 1. A empresa pública Parvalorem que ficou com os ativos tóxicos do banco ocultou uma parte das perdas registadas com o crédito mal parado a pedido da actual ministra das Finanças.

Enquanto Secretária do tesouro Maria Luís Albuquerque sabe que a Parvalorem ia ter perdas de 577 milhoes de euros em créditos em risco de incumprimento.
A atual ministra pede para mexer nas contas e exprimir as contas melhores possíveis.

Parvalorem faz uma operação contabilística e o impacto foi adiado para exercícios futuros.

Para responder positivamente a Parvalorem muda as contas auditadas

Uma fonte a que a Antena 1 teve acesso diz que: “foi uma martelada que demos nas contas as ordens vinham de cima, atuamos dentro da margem que tínhamos”. [Antena 1, Frederico Pinheiro, 29/9/2915]

Independentemente das intenções, e das boas está o inferno cheio, o governo teve uma intervenção directa para que as contas públicas não reflectissem a realidade.

Fica claro que é real a possibilidade do governo martelar as contas.

A questão que se coloca é em que outras contas públicas houve ordens de cima para as alterar ? Já sabemos das alterações quanto ao números do desemprego. E o que é que há quanto ao défice? E quanto à dívida pública? E quanto aos cofres cheios? E quanto às exportações? Se algo tão central no que foi a acção do governo houve martelanço, não há garantia de que o mesmo não tenha sido feito transversalmente em toda a governação.

Este caso indicia que, tal como nessa Grécia da qual somos diferentes, os problemas foram varridos para baixo do tapete.

Maria-Luís-Albuquerque-2

Estado salva milionário do BPN da falência

Não é preciso acrescentar palavras, basta ler no DN:

Com uma dívida de 193 milhões de euros, Emídio Catum recebeu luz verde da Parvalorem para aderir a um plano de recuperação.

A nojeira resume-se a isto:

  • Emídio Catum,  através da sua empresa Pluripar, está entre os principais devedores do antigo BPN e, como tal, da Parvalorem.
  • A Parvalorem gere o buraco BPN. Por sua vez, Francisco Nogueira Leite, do grupo de Passos Coelho, gere a Parvalorem.
  • A Parvalorem deu luz verde ao Processo Especial de Revitalização, pedido pela Pluripar, isto é por Emídio Catum, para tentar contornar a falência. Ou seja, salvou a Pluripar da falência.
  • Em causa está uma dívida de 193 milhões de euros.

BPN, PSD e amigos: toda uma teia de interesses a minar o Estado. Estou a ser injusto – parece-me ouvir? Então porque é que neste caso o fisco preferiu a falência à recuperação? Há filhos e enteados, é isso?

Mais um caso para recordar de cada vez que o primeiro-barítono vier para a televisão com a cantiga do bandido. Ah e tal, os sacrifícios e o rigor.

Já agora, o negócio falido de Catum envolveu troca de terrenos, construção e futebol. É top.