Um abraço, Zé Carlos!


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Miguel Teixeira

Dizia Victor Hugo, escritor , dramaturgo e político, que “a imprensa é a sagrada e imensa locomotiva do progresso”. Esta semana, um dos grandes jornalistas deste país, que ajudou a desenvolver o espaço geográfico do Minho nas últimas duas décadas, partiu para aquele lugar onde repousam os homens bons.
Conheci o José Carlos Lima num dia que não consigo precisar, no ano de 1998, no ano em que julgo que ele era um estagiário do curso de comunicação social da Universidade do Minho.
Telefonou-me do seu local de trabalho, o Jornal Diário do Minho, para me questionar sobre a estratégia da minha direção política para a Federação Distrital de Braga da JS. Eu tinha acabado de ser reeleito Presidente da Federação Distrital de Braga da JS, num Congresso realizado em Fafe e vivia um momento particularmente feliz da minha passagem pela política ativa.

No mesmo telefonema e depois de se apresentar como jornalista daquele jornal que eu sempre vi como o de maior audiência e com maior alcance social no Distrito de Braga, (julgo que nessa época eu já conhecia o José Ferreira e o Abel Coentrão, dois outros nomes incontornáveis deste mítico jornal), o Zé Carlos depois de me ouvir sobre as grandes linhas de intervenção política da estrutura distrital da JS , disponibilizou-se para ajudar a divulgar as nossas iniciativas, deixando-me o seu número direto.

Seguiram-se inúmeros telefonemas, à medida que os nossos comunicados iam caindo na redação do Diário do Minho. Mais tarde, na Assembleia da República, e quase sempre que eu endereçava requerimentos a vários ministérios solicitando ao governo informações sobre obras e empreendimentos previstos para o Distrito ou sub-região de Basto, ou fazendo intervenções de caráter regional no plenário da Assembleia da República , o José Carlos veiculava para o Distrito de Braga o essencial das reivindicações que eu ia produzindo.
Respeitou-me sempre, mesmo depois de eu ter abandonado a política e ter assumido a Direção da ADBasto e a função de editor do Jornal O Basto solicitando-me sempre informações sobre factos que iam sucedendo em Cabeceiras, o que demonstra o seu enorme profissionalismo e independência face a poderes instituídos.
Foi para mim uma enorme tristeza saber da partida do José Carlos, num trágico acidente de viação. O Distrito de Braga perdeu um dos mais dignos representantes da imprensa regional. Recordo-o como um homem que fazia jornalismo a sério.
Que a sua alma descanse em paz.

 

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