Com o Major Valentim é tudo grátis


Maior que o gigantesco “GRÁTIS” que surge neste cartaz, só mesmo o nome da localidade que recebe a grande festarola, Rio Tinto. A ver se a malta percebe bem a grande oportunidade que ali está. O resto, a julgar pelo histórico, será o standard do bloco central: zero propostas concretas, mil promessas vagas (que ainda assim não são para cumprir), porcos no espeto e álcool com fartura, que os abutres em bando tratam da lavagem cerebral à presa quando ela estiver bem bebida e de barriguinha cheia.

A política autárquica, regra geral, é um degredo, um antro de corrupção e tráfico de influências, um viveiro de parasitas profissionais da política cuja única arte, desde saíram de trás da saia da mãe, no caso daqueles que já conseguiram sair, se resume às intrigas e aos esquemas habituais da escumalha sem escrúpulos, que faz do erário público a sua conta bancária.

As campanhas eleitorais autárquicas, porém, levam tudo isto para um novo patamar de nojo e repugnância, onde políticos desonestos sem vergonha na cara, impunes e imunes á justiça, usam recursos das autarquias endividadas em benefício próprio, manipulam e ocultam a verdade dos munícipes, que tentam comprar com obras de última hora, promessas vazias, passeios para idosos com comícios lá dentro e churrascos com os artistas pimba do costume, enquanto enchem os bolsos aos amigos com ajustes directos suspeitos. E nós somos todos cúmplices, com o nosso alheamento e silêncio cobarde. Lamento informar, mas temos os Valentins e Isaltinos que mereçemos.

Comments

  1. Pão e circo a rodos para empanturrar o Zé, indrominá-lo bem e depois esmifrá-lo o mais possível.
    O Zeca Afonso é que tinha carradas de razão: “E quando os mais são feitos em fatias, não matam os tiranos, pedem mais”…
    Não esbanjámos….Não pagamos!!!!!

  2. Rui Naldinho says:

    Rimo-nos, satirizamos, e por fim deploramos, tudo aquilo que nos é dado a conhecer sobre a política em geral, na América Latina, e em particular no Brasil, em Angola, Moçambique, Cabo Verde e Timor. Por vezes, numa atitude até racista, como se nós europeus fôssemos incapazes de chegar tão baixo.
    Esquecemo-nos que fenómenos similares a esses, que escarnecemos, estão patentes entre nós, de Norte a Sul do País, passando pelas ilhas.
    O poder autárquico tem duas vertentes bem distintas. Uma vertente elitista, urbana e intelectual. Outra Populista, provinciana, e pimbalhona, mas no pior sentido. Se por um lado o poder autárquico é a antecâmara para voos mais altos na política, como Sampaio e Santana Lopes, em Lisboa, é no entanto, na província, uma espécie de viveiro político dos manhosos, estilo claques, que pululam nos partidos, de onde sai toda a casta de arruaceiros, caciques, trauliteiros, onde nem o pregão de feira é deixado ao acaso. Daí não compreender o Ventura.
    “Aquilo que eu mais aprecio em Valentim Loureiro, é a sua arte para enganar de forma despudorada, com a convicção de estar a dizer a maior verdade bíblica.”
    Odorico Paraguaçu, o personagem famoso interpretado pelo ator Paulo Gracindo em, o “Bem Amado”, traz-me na memória o Major Valentim.

    • E, no entanto, eles existem, mexem-se, chafurdam, espalham o muco infectante, enquanto o povão ignaro, ri, lambe os beiços, enche o bandulho de” feveras” e “bejecas” à borla e depois vai exercer o dever cívico de colocar a cruzinha aonde mais benesses e chouriços houver. É o país-que-temos….
      E viva a democracia !!!!
      Não esbanjámos…..Não pagamos!!!!!!!!

  3. Henrique Ribeiro says:

    Para esta nefasta criatura se candidatar, é porque há dinheiro no pote

  4. JgMenos says:

    Só quando aparece um ‘pastor’ de clã adversário é que os pastores proclama: ‘A política autárquica, regra geral, é um degredo, um antro de corrupção e tráfico de influências, um viveiro de parasitas profissionais da política’

    • Rui Naldinho says:

      Ó Menos, tu tens sempre a hipótese de votar no Major Valentão, desde que estejas recenseado no Concelho de Gondomar.
      Portanto, faz-te à vida, e muda da linha de Cascais para o Norte.
      Olha que Portugal é mesmo “pequinino”!

    • ZE LOPES says:

      V. Exa. é um verdadeiro especialista em pastorice! Já pensou em tentar um doutoramento sobre o tema?

      Chamo, no entanto, a atenção de V. Exa. para que o facto de que conhecer os pastores não lhe dá privilégios lá no rebanho. O pasto é igual para todos! E não é de borla!

  5. antero seguro says:

    Com papas, bolos, vilões e outros aldrabões se enganam os tolos. A festa à última hora vai ser transferida para a célebre quinta do AMBRÓSIO.

  6. Luís Lavoura says:

    As campanhas eleitorais autárquicas […] onde políticos desonestos […] usam recursos das autarquias endividadas em benefício próprio

    Que eu saiba, Valentim Loureiro não é atualmente dono de nenhuma autarquia, pelo que, na sua campanha eleitoral, não estará provavelmente a usar os recursos de nenhuma autarquia.

    Não sei com que recursos ele pagará este concerto que oferece grátis em Rio Tinto, mas creio que não será com os recursos de nenhuma autarquia.

  7. Há campanhas eleitorais feitas com pagamento especial por conta. Faz-se a Festa antes, o Munícipe paga depois.

    Se eu encontrasse o homem perguntava-lhe o que ele fez com os milhões que se diz que a Turbogás lhe deu para calar as vozes contra a central que se instalou em Medas. Parece que íamos lucrar com a instalação da central, mas eu nunca vi nada a ser aqui feito, e Medas será mesmo a “freguesia” (roubada pelo PSD) mais pobrezinha do concelho. E antigamente as pessoas ainda eram indemnizadas com uns tostões, por causa das cinzas da Central a carvão e que chegou a eletrificar 60% do país. Hoje, as árvores secam de um dia para o outro, e quando chove escorre espuma dos telhados, mas as pessoas que aqui vivem que se fodam. Também gostava de perguntar ao ilustre ladrão (que apanhou 3 anos de cadeia portanto posso-lhe chamá-lo de ladrão) por que é que as pessoas das freguesias de Medas e Melres têm de pagar portagem para se deslocarem dentro do próprio concelho de Gondomar. Que puta de aberração foi essa? E tudo isto se passou durante os 20 anos que esse senhor esteve na câmara municipal.

  8. ZE LOPES says:

    Uma coisa é de louvar: a festa é junto ao Centro de Saúde! Nisso o major não arrisca! É que, depois de embuchar uma bifana, provar um genuíno carrascão e ouvir a Claudia e o Ruizinho de Penacova nem todos estarão em boas condições. O melhor é exigir que esteja um hepato-psiquiatra de serviço.

    O quê? Não há ninguém com essa especialidade? Onde tem andado a Ordem dos Médicos? Ainda faltam mais de 24 horas! Mexam-se!

  9. JgMenos says:

    Talvez um financiamento por conta de probabilidades futuras.
    O capital de risco está muito activo em política, quer em espécie (mão-de-obra), quer em capital.

    • ZE LOPES says:

      Pois. Resume-se tudo a uma questão de probabilidades. O problema é que os calculos são deveras sofisticados, só para especialistas habilitados com o “Orange Certificate” da “Vide Castle University” devidamente apostilhado pelo seu “Dean” Mr. Steps Rabbit. Eis algumas das questões a que tem de responder um candidato a esse tão elevado estatuto:

      PROBLEMA 1 (Apresente todos os cálculos que tenha de efetuar, e mesmo outros que não tenha):

      Um “bacano” engole uma bifana. e engasga-se na mostarda.

      Qual a probabilidade de:

      a) Ir um voto para o galheiro;
      b) O engasgado manter o voto em troca de uma cerveja extra;
      c) O gajo esquecer tudo se o deixarem apalpar o Ruizinho de Penacova.

      PROBLEMA 2 (indique a resposta correta, se não forem todas):

      Numa festa em Rio Tinto foram distribuídos 132.545 litros de vinho verde. Sabendo que o concelho tem cerca de 75 mil eleitores, a quantos votos pode aspirar (em probabilidade) o candidato? (justifique a resposta, apresentando os cáculos, o Cartão de Cidadão e uma foto de corpo inteiro em saia plissada):

      a) 100.000
      b) 100.001
      c) 2, porque em Rio Tinto ninguém bebe Vinho Verde, a não ser os daltónicos.

      Vá lá, Menos, V. Exa. consegue! Não desiluda o seu herói!

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