Quero uma IPSS no sapatinho, sff

Cerca de metade dos deputados do CDS estão ligados a este tipo de organizações [IPSS], por exemplo. Já no PSD, 37% têm assento nos órgãos sociais de IPSS, clubes ou outras organizações sem fins lucrativos. No PS, não chegam a 40 os parlamentares com estes cargos (cerca de 28% do total). Os números baixam ainda mais no Bloco de Esquerda, onde não chegam a 30 os deputados envolvidos nestas instituições. Já no PCP, são apenas 18% os parlamentares com participação nos órgãos sociais de IPSS.

O tipo de cargo exercido varia muito. Há deputados que são presidentes, vice-presidentes, membros da assembleia-geral, do conselho fiscal ou vogais.  [CM, 23/12/2017]

Pode ser sem vencimento. Bastam ajudas de custo classe Tesla.

Comments

  1. antoniopintodt7f@gmail.com says:

    Não entendo como é que os países nórdicos, alemanha, austria. dinamarca conseguem viver sem as IPSS e sem caridade.
    Nada como Portugal para pagar impostos e subsidiar as IPPS.

  2. Ana Moreno says:

    Diz lá Jorge, assim por alto, não parece poder haver aí uma correlação entre esses números e o grau de prática de “tachismo” (não me estou a referir ao estilo de pintura abstrata :-)) ? Ou achas que é uma inferência abusiva? 🙂

  3. Toto Cutunho says:

    Não percebo porque é que ninguém sequer pensa em investigar as IPSS da Santa Madre Igreja. Aí e que há muita vigarice.
    Claro que não será fácil ou politicamente correcto investigar.
    Mas a padralhada tem muitos anos de prática e bons cobertores

  4. mdlsds says:

    A fraca participação do PCP poderá estar relacionada com a forte tendência da igreja católica para a gestão da maioria das IPSS. Da minha experiência como mãe nada praticante, que escolheu uma IPSS ligada à paróquia como creche, não tenho nada de nada a dizer a não ser bem. São as pessoas que fazem os cargos e os lugares… e as trafulhices também.


  5. Esta atitude apenas nos mostra a verdade sobre o tipo de sociedade em que vivemos. Não é por acaso que esses mesmos indivíduos defendem uma sociedade assente no crescimento populacional. Obviamente, quanto mais pessoas, mais lugares políticos a preencher, mais gente a gastar e a precisar e, muito importante, mais gente a contribuir para as benesses que pretendem vir a usufruir: tais como altas reformas. Assim sendo, os que vivem ou pretendem vir a fazer parte desta camada, tenderão a desenvolver várias formas de se promover, como seja a inclusão num partido e em complemento – também com a finalidade de evitarem o esquecimento – a participação em instituições ou obras desta natureza, como são as IPSS. Não esquecendo, sejamos justos, que existe muita gente a actuar por estas áreas com verdadeiro espírito de solidariedade social; contudo, também convém não esquecer que tal acontece, porque o Estado ou não exerce o seu dever social para com os seus cidadãos; ou se deixou capturar nessa função por aqueles que querem obter benefícios com a mesma: actuais e/ou futuros.

  6. SI MI LA RE says:

    Eu acho que todos esses comentadores de fina cepa, deveriam integrar uma IPSS, lá da sua terrinha do interior para saberem o que é não dormir de noite na busca de soluções para que no dia seguinte tudo funcione dentro dos regulamentos absurdos a que estas colectividades estão sujeitas. Ando nisto há muitos anos, uma parte da minha actividade é oferecer estes cargos honoríficos e não há nenhum benemérito comentador do Face que queira ganhar indulgencias plenárias ou , como dizem ficar ricalhaço. O caso Raríssimas , que é triste, ainda não chegou ao fim e até estou ansioso de saber como há certas instituições com mecenas tão generosos , enquanto que outras vivem na penúria. Há utentes que pagam desde 7 euros até cento e poucos, mas manter o serviço tal qual é exigido custa muitíssimo mais e os mecenas não aparecem. Já fui co-fundador de três instituições de variados fins, já fiz parte de outras , desde folclore a bandas de música e todas elas nasceram pobres e pobres se vão conservando ou fechando as portas por falta de voluntários, porque ficar a comentar é muito mais suave. Quanto ao Estado, sou o primeiro a querer entregar-lhe os honrosos cargos, mas também tenho muito receio, tendo em conta o exemplo do Serviço Nacional de Saúde. Começou mais ou menos bem , mas hoje a assistência na doença é o que sabemos todos os dias e parece que por lá também há muitos artistas. Enquanto o Estado olha para o orçamento, há idosos solitários , que não querem ou não podem pagar ou os familiares não deixam, há pessoas com deficiências que recebem uma pensão, não muito má , mas a família é que dela beneficia.. Os idosos que estão nos lares devidamente autorizados das IPSS, o que seria deles acamados nos domicílios ? Isto é apenas uma ponta do Iceberg. Se me perguntarem se os cargos devem ser remunerados, direi que há casos de grande complexidade que exigem um representante da Instituição em permanência e o trabalho e a sabedoria, pagam-se. Na maior parte dos casos também penso que esses cargos devem ser gratuitos e , se possível, as pessoas serem reembolsadas apenas das despesas que fazem quando ao serviço da colectividade se bem que , a maior parte das despesas , ficam por isso mesmo. O problema é muito complexo, é de grande extensão pelo país fora. Conclusão: deixem trabalhar quem o faz com honestidade, os outros , façam-lhe justiça. Mas lanço daqui mais um apelo: Estou à procura de um substituto para os meus cargos todos . Apareçam e deem o passo em frente e têm os lugares garantidos.- (Não garanto que fiquem ricos, o contrário é de certeza.)


  7. Muitos cidadãos se envolvem no associativismo ligado *a solidariedade e acção social de forma generosa. Também o fiz como dirigente sem nada receber porque é esse o sentido da acção e de direito da República,
    Contudo este episódio da Raríssimas demonstra:
    Que mesmo nas IPSS há gente oportunista e eventualmente criminosa-,
    Os agentes políticos metem-se nestas instituições, alegadamente como forma de participação social, mas é de caciquismo que muitas vezes se trata.
    As ISS vivem do orçamento de Estado. A maioria de outra forma não sobreviviam. Logo é o “cheiro” do orçamento e programa de financiamento que move muitas pessoas.

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