
Gentrificação no Porto?
Barracos por 175.000 euros?
Claro que não! Claro que não!
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

Gentrificação no Porto?
Barracos por 175.000 euros?
Claro que não! Claro que não!

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
Efectivamente, na KEXP.
Por acaso, já agora… Um dia, estava eu no Castle Howard, a recordar, reviver e revisitar, mas num ambiente pop, quando me apareceram de surpresa. Amanhã, em Bruxelas, voltarei a vê-los e ouvi-los. Com novidades, anunciadas há meses por Alexis Petridis, como “alien offshoot mushroom, going the gym to get slim“, “my dream house is a negative space of rock” ou “when I was a child I wanted to be a horse, eating onions, carrots, celery“. Em princípio, será isto. Veremos.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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Exorbita-se o preço … “pelas vistas”!
E, dentro em breve será o da água potável, e depois, depois já poucos ficarão para exorbitar o preço do oxigénio!?
“Um fenómeno que não existe”
Em recente entrevista ao jornal “La Voz de Galicia”, Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto, foi questionado sobre o problema da gentrificação inerente ao crescimento do turismo. “Esse dramatismo ligado ao turismo é uma conversa aborrecida. O Porto sempre foi uma urbe gentrificada. Por ingleses, alemães, franceses. […] A ideia de gentrificação é uma ideia aborrecida de uma esquerda reacionária que fala cada vez mais de um fenómeno que não existe”, relativizou Moreira. Para o arquitecto portuense Pedro Levi Bismarck, “a afirmação de Moreira é notável e paradoxal. Se a gentrificação não existe, é estranho que sempre tenha existido. É um argumento circular que tem pelo menos a vantagem de revelar o grau de ambiguidade em que estas questões são discutidas politicamente”.
http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/o-processo-de-gentrificacao-em-curso-nas-cidades-e-periferias-de-lisboa-e-porto-264850
Um excerto do artigo que achei interessante.
Obviamente. Há dúvidas? Pois não, ou talvez!
A argumentação de Rui Moreira é no mínimo duvidosa em relação à existência, ou não, da gentrificação.
E em caso de dúvida é atirar as culpas à “esquerda reaccionária”, resulta quase sempre em “jornalistas” satisfeitos.
Gentrificação do Porto, em Lisboa e com perspectivas de avanço para todo o País. Mas as autarquias já esfregam as mãos de contentamento – pela perspectiva de mais verbas. Acontece no Porto, aconteceu e está, agora, com mais profundidade a suceder nos bairros antigos de Lisboa. De onde a sua população tradicional está a ser expulsa pela, agora, alegada reabilitação; que mais não pretende que criar situações incomportáveis para aqueles que ainda lá estão.
Contudo isto não é mais que as consequências das políticas levas a cabo pelas câmaras municipais, por esse país fora; as quais levaram à edificação de mais construção nova nas cercanias das povoações, em detrimento e abandono dos centros antigos.
Foi criada, mesmo, legislação tendente a incentivar a recuperação e a reabilitação do edificado antigo, contudo, as câmaras municipais – umas mais que outras – nunca tiveram em conta o que aqui está estipulado. Continuando a incentivar, apesar do despovoamento – vendendo terrenos a baixo-custo para construção nova – porque, obviamente, estas dão mais IMI e verbas para as câmaras.
Dou um exemplo: num concelho do Baixo Alentejo, Serpa, que nos últimos 40 anos viu a sua população diminuída para menos de metade, o edificado das suas povoações mais do que duplicou, mas com o abandono e em detrimento das zonas antigas.