Barracos de Luxo

porto_gentrificacao
Gentrificação no Porto?
Barracos por 175.000 euros?
Claro que não! Claro que não!

Comments


  1. Exorbita-se o preço … “pelas vistas”!
    E, dentro em breve será o da água potável, e depois, depois já poucos ficarão para exorbitar o preço do oxigénio!?

  2. Fernando says:

    “Um fenómeno que não existe”

    Em recente entrevista ao jornal “La Voz de Galicia”, Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto, foi questionado sobre o problema da gentrificação inerente ao crescimento do turismo. “Esse dramatismo ligado ao turismo é uma conversa aborrecida. O Porto sempre foi uma urbe gentrificada. Por ingleses, alemães, franceses. […] A ideia de gentrificação é uma ideia aborrecida de uma esquerda reacionária que fala cada vez mais de um fenómeno que não existe”, relativizou Moreira. Para o arquitecto portuense Pedro Levi Bismarck, “a afirmação de Moreira é notável e paradoxal. Se a gentrificação não existe, é estranho que sempre tenha existido. É um argumento circular que tem pelo menos a vantagem de revelar o grau de ambiguidade em que estas questões são discutidas politicamente”.

    http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/o-processo-de-gentrificacao-em-curso-nas-cidades-e-periferias-de-lisboa-e-porto-264850

    Um excerto do artigo que achei interessante.


    • Obviamente. Há dúvidas? Pois não, ou talvez!

      • Fernando says:

        A argumentação de Rui Moreira é no mínimo duvidosa em relação à existência, ou não, da gentrificação.

        E em caso de dúvida é atirar as culpas à “esquerda reaccionária”, resulta quase sempre em “jornalistas” satisfeitos.

  3. Bento Caeiro says:

    Gentrificação do Porto, em Lisboa e com perspectivas de avanço para todo o País. Mas as autarquias já esfregam as mãos de contentamento – pela perspectiva de mais verbas. Acontece no Porto, aconteceu e está, agora, com mais profundidade a suceder nos bairros antigos de Lisboa. De onde a sua população tradicional está a ser expulsa pela, agora, alegada reabilitação; que mais não pretende que criar situações incomportáveis para aqueles que ainda lá estão.
    Contudo isto não é mais que as consequências das políticas levas a cabo pelas câmaras municipais, por esse país fora; as quais levaram à edificação de mais construção nova nas cercanias das povoações, em detrimento e abandono dos centros antigos.
    Foi criada, mesmo, legislação tendente a incentivar a recuperação e a reabilitação do edificado antigo, contudo, as câmaras municipais – umas mais que outras – nunca tiveram em conta o que aqui está estipulado. Continuando a incentivar, apesar do despovoamento – vendendo terrenos a baixo-custo para construção nova – porque, obviamente, estas dão mais IMI e verbas para as câmaras.
    Dou um exemplo: num concelho do Baixo Alentejo, Serpa, que nos últimos 40 anos viu a sua população diminuída para menos de metade, o edificado das suas povoações mais do que duplicou, mas com o abandono e em detrimento das zonas antigas.

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