Eduardo Catroga, um liberal ao serviço do regime comuno-capitalista chinês

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via ECO

Eduardo Catroga esteve 12 anos no topo da hierarquia da EDP, tendo lá chegado uns anos antes da avalanche privatizadora do governo de Pedro Passos Coelho, do qual foi conselheiro e emissário ao mais alto nível, ter entregue a maior fatia da outrora eléctrica portuguesa ao gigante energético China Three Gorges, uma empresa estatal de um daqueles países que, se não ordena execuções em Londres com gás Novichok, faz parecido com localizações e ferramentas diferentes.

Porém, foi com a chegada do regime chinês ao comando das operações da EDP que Catroga chegou mais alto, chamado a exercer funções de presidente do Conselho Geral e de Supervisão da EDP, em 2012. Resta saber se pelas suas qualidades técnicas, se por algum eventual contributo para o programa eleitoral que o PSD levou a sufrágio em 2011, no seio do qual a política de privatizações era todo um programa em si. Ou não fosse Catroga um homem que percebe de corredores.

O reinado, porém, chegou por estes dias ao fim. Foram anos de salários milionários, que terão com certeza resultado num generoso pé-de-meia, e Catroga, num comovente rasgo final de abnegação, faz saber que pretende continuar a trabalhar, “mas não pelo dinheiro”, porque “podia viver sem ordenado e sem pensões”. Claro que podia! Afinal de contas, sai da EDP, mas continua a trabalhar para o mesmo patrão, o regime ditatorial chinês, como consultor da mesma China Three Gorges que detém a maior posição na estrutura accionista da EDP. E parece que ainda mantém o salário do qual aparentemente não precisa. Não é fácil, a vida de um liberal ao serviço do regime comuno-capitalista chinês.

Comments

  1. ZE LOPES says:

    João, permita-me que repita aqui um post de há umas semanas que, considero, traz alguma luz (paga aos chineses, é claro!) sobre esse fenómeno da gestão chamado Catroga.

    Quando foi nomeado para tão altimportante cargo um jornalista perguntou a Catroga por que razão os chineses se tinham lembrado dele. Respondeu que eles “procuraram a cara conhecida”,

    Pelo que, apurei, é verdade. Catroga é o português mais conhecido na China a seguir a Cristiano Ronaldo e imediatamente antes de Camões (os chineses riem-se muito daquela parte em que o barco naufragou no Delta do Mekong e o gajo teve de andar a vau com o rolo dos “Lusíadas” acima da cabeça, feito halterofilista, com a malta khmer na margem a rir á gargalhada cada vez que tentava nadar para aparecer na lenda e ia ao fundo com o peso do gibão. Por causa deste incidente, ainda hoje é famoso.).

    Para a fama de Catroga contribui o facto de, em chinês, Cá Tró Gá significar, em termos aproximados, “o homem que sabe engordar a vaca leiteira”,

    Aliás, há uma expressão que se tornou popular na China, particularmente na região das Três Gargantas: “pú táo ya fēn miǎn cá tró gá”, que se pode traduzir “pú táo ya que pariu cá tró gá”. Sendo que “pú táo yá” significa, mais ou menos, Portugal, trata-se de uma forma carinhosa de expressarem o sentimento dos seus conterrâneos emigrados no nosso país cada vez que recebem uma conta da eletricidade.

    A propósito do novo cargo Catrogal fui ainda informado por um sinólogo encartado que se generalizou na China o neologismo “guō cá tró gá”, que pode ser traduzido por “emprego bem remunerado para o que sabe engordar a manada de vacas leiteiras”.”guō”, traduzido à letra, realmente, significa tacho.

    O que é aproveitado por mentes maldosas como a do João Mendes e até a minha (somos humanos,nestas coisas nem sempre nos conseguimos controlar) para insinuar que se trata de um benefício estultício, vitalício, de caráter vigaríceo.

    Em vez de, como preconizam as liberais hostes laranja, devermos considerar como uma honra a contribuição mensal a que somos justamente forçados na conta da luz para garantir tão justa remuneração a tão ilustre militante


    • Zé Lopes, perante este sua capacidade engenhosamente montypithonesca de criticar questões tão obscenas como a deste “pú táo ya fēn miǎn cá tró gá “, envio-lhe daqui um abraço solidário do lado da nossa trincheira ….enquanto o gajo vai envelhecendo e engordando encostado ao bem bom do capitalismo chinês marimbando-se para todos os que o possam criticar que ninguém o derruba já do seu posto a não ser a morte aonde vai apodrecer como qq “nadie” …. só ficam cá os néscios herdeiros de tão obscena e escandalosa fortuna !!

      • ZE LOPES says:

        Retribuo o abraço e continuarei a informar sempre que houver desenvolvimentos desta sino-novela. A última informação que me enviaram, mas qua ainda não pude confirmar, é que os chineses resolveram dar o nome de Cá Tró Gá a uma das gargantas lá da barragem das Três Gargantas. Precisamente à mais funda delas todas.


  2. Mister catrelhos na “three deep throats”- miss marilú, na “arrow”… furão barroso na “goldman”…

    E o “pobre” aldrabão-mór o que conseguiu foi “só” um tacho de favor, arranjado por um amigalhaço…e nem “o padrinho” ângelo lhe valeu !

    Definitivamente, a “sorte” não quer nada com ele…e o tão desejado “diabo” só lhe faz manguitos !

  3. Fernando says:

    Catroga é umas das mais repulsivas criaturas deste país!

    Um autentico pilantra sem qualquer vergonha no focinho, o que se podia esperar de um tipo que faz parte da gangue da Coelha…

  4. Bento Caeiro says:

    Já que estamos nesta, sob pena de abandalhar o que o Mendes, com tanto zelo – desculpa lá – nos quer dizer e, por mim, disse-o muito bem, aqui vai o meu dizer, ou desdizer – como lhes aprouver ser.

    Em tempos que já lá vão, ainda o Bairro Alto era zona de tascas, beberrões, polícias barrigudos, bêbados, chulos e putedo, certo chulo muito conhecido, pela alcunha do Tronga, pelo trato que dava às suas moçoilas – tronga práqui tronga pralá – mas, que pela sua lábia e bom trato junto aos barrigudos dos polícias, mostrava um bom mamar, tinha instruídos as suas moças que no caso de estarem em apuros teriam de gritar – estivessem onde estivessem – Cá Tronga, Cá Tronga – que seria a forma de passar a palavra e, porque muito conhecido, rapidamente apareceria.
    Assim se passava, assim ali se vivia e a gente se divertia. Só uma coisa nos incomodava, naquela mansidão da altura, que era à noite, o bairro inteiro a passar palavra e a berrar: CÁ TRONGA, CÁ TRONGA, CÁ TRONGA – era um nunca mais acabar. E, não é que o rapaz, com as ajudas dos tasqueiros, barrigudos, muito amigos e passeantes – até muitos habitantes, das suas janelas o repetiam – conseguia acudir em todo o lugar!!!
    Ser conhecido em certos ambientes, como Bairro Alto, São Bento e até na China, como vêem, dá muito jeito. Até porque as Trongas continuam por aí!

  5. JgMenos says:

    A canzoada a ladrar à lua…
    O chineses entraram na 8ª fase da privatização e compraram 21,35% em concorrência com dois outros candidatos.
    Imaginem quem substituiu Catorga…

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