Para que não restem dúvidas sobre quem realmente manda

Europe

Imagem via The Globalist

Na imagem, cada país surge com a bandeira do seu principal parceiro comercial. A Alemanha domina a Europa, a Federação Russa o seu quintal e a China os dois anteriores, mais uns subúrbios mediterrâneos. Da grande América de Trump apenas uma bandeira no seu enclave no Médio Oriente. Para que não restem dúvidas sobre quem realmente manda.

 

Comments


  1. Na imagem vejo sobretudo efeitos de proximidade e históricos, com algumas excepções é certo, mas é isso que vejo, pois é mais barato fazer comércio com quem está ao lado, transportes mais baratos, e há países com longa história em comum. É evidente sendo a Alemanha um dos maiores exportadores do mundo, acaba por mandar coisas para todos os países a Europa, mas possivelmente seria assim por efeitos de proximidade. E Portugal é Espanha, normal…. Francamente, eu vejo muito disto em Coimbra e pelas Beiras, tirar ilações estranhas de situações com explicações mais simples.


    • Irónicamente, Espanha não estava nem perto de ser o principal parceiro económico de Portugal até 1986 quando ambos se juntaram à CEE. Clonclui-se portanto, que essa mudança foi artificialmente mudada com intuitos políticos. Basta olhar para as aquisições espanholas na banca portuguesa para se chegar à mesma conclusão. Mesmo perdendo dinheiro público, o BCE colocou regras absurdas para favorecer a banca espanhola e afastar chineses, americanos, britânicos, etc, que ofereciam mais dinheiro.

  2. Bento Caeiro says:

    Já no tempo do Império Romano, este sendo o maior consumidor dos produtos da Rota da Seda nunca a dominou, pela simples razão que, mesmo pretendendo-o, também nunca se esforçou muito, por saber que o Império, dos dois reinos irmãos, Parta, penetrava profundamente na Ásia e o Império Romano, que tinha pretensões em torno da Bacia do Mediterrâneo, não teria condições para o substituir.
    Só para dizer que as questões de poder – ou aparente ausência do mesmo – resultando em parte das situações estratégicas que os territórios ocupam, são factor do produtos ou recursos que possuem. Que seria da Arábia Saudita sem petróleo? Como estariam hoje o Iraque, a Síria, Líbia não fosse os apetites pelo seu petróleo. Que atitude os países ocidentais não tomariam, a reboque de Trump, não fora os recursos energéticos provenientes da Rússia.
    Obviamente manda quem tem os recursos, o poder económico e, por isso mesmo, se impõe aos outros parceiros – como Portugal e Espanha já o fizeram.
    Quem não tem recursos, também tem uma alternativa: arma-se em forte, como fez o Kim, gasta todos os recursos que possui em desenvolver uma arma poderosa – que meta medo ou inquiete todos os outros – mesmo que para tal, tenha de matar o seu povo à fome, o que também faz parte da sua estratégia; ganha a sua atenção e então diz: estão a ver como, apesar de pobre e com povo esfomeado, meto medo? Pois fiquem a saber que, apesar do que dizem, eu vou ficar por aqui – com o que tenho, é óbvio (não sou parvo) – mas não vos peço nada, para além do que entendam pagar-me, pela minha atitude.
    Isto sim, é verdadeira estratégia de poder – bluf dos grandes jogadores – mas funciona, porque para se reforçar, ainda se faz acompanhar do perigo que ele representa, no caso dos outros não acreditarem e não aceitarem, o que de livre vontade, ele dá. Estes são momentos que provocam o medo e isto os países ocidentais possuem em quantidade e profundidade.

  3. anonimo says:

    Se sairmos do EURO passaremos a ser independentes. Ninguém mais mandará em Portugal a não ser os Portugueses.

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