
PÚBLICO, 2 de Maio de 2019

DN, 23 de Dezembro de 2018
As sondagens lá no Largo do Rato estão cor-de-rosa, é isso?
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

PÚBLICO, 2 de Maio de 2019

DN, 23 de Dezembro de 2018
As sondagens lá no Largo do Rato estão cor-de-rosa, é isso?

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
Chega aproveitou ranking manipulável para prometer limpar ‘gueto de Lisboa’.
Pois. Mas ainda não fez mea culpa quanto ao “agora facto é igual a fato (de roupa)“.
O “eu não sou jurista” é sempre seguido de um “mas”.
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Isto é gente sem vergonha, a que se junta a pouca vergonha do PSD e do CDS ao alinhar com a esquerda para a contagem do tempo dos professores, o mesmo PSD e CDS que quando foram governo, foram os grandes responsáveis por se ter chegado à situação a que se chegou, sendo mais “troikistas” que a troika.
Uma vergonha a que vem agora o partido que mais assobia para a corrupção que grassa – o PS – juntar lágrimas de crocodilo, querendo fazer das pessoas estúpidas quando diz que não há dinheiro, depois de inundar a banca com resgates sucessivos, fruto da corrupção de elementos ligados ao arco da governação que vão passando incólumes.
A seriedade desta gente é nula e a falta de vergonha já bateu no fundo.
E como sempre, em maré de campanha eleitoral, mais três passagens para mais tarde recordar:
1 – CDS e PSD a juntarem-se a PCP e BE numa votação !!!
2 – O sr. presidente das selfies que se prepara, como um qualquer Pilatos, para lavar suas mãos.
3 – O sr. Carlos César a fazer chantagem política …
Seria interessante que, antes de mais, alguém explicasse o que é isso de extrema esquerda e de extrema direita. Quais os parâmetros ideológicos que as distinguem. Como se distingue um CDS que alguns classificam de extrema direita de um PSD que esses alguns classificam ser também de extrema direita. Porque quem classifica de extrema esquerda o PCP ou o Bloco é um salazarista nojento e quem classifica o CDS de extrema esquerda é objectivo e racional?
Com é do conhecimento comum, a classificação de direita e esquerda de partidos num parlamento é originalmente geográfica. Surgiu durante a Revolução Francesa, em 1789 quando os extremistas jacobinos se sentaram à esquerda e os liberais girondinos se sentaram à direita, no salão da Assembleia Nacional Constituinte
Ao associar-se as ideias ao lugar, direita e esquerda passaram a ter um significado figurado e passaram a designar as ideias de cada partido.
Já o termo extremista surge não de uma colocação geográfica em um qualquer parlamento mas de um significado objectivo, ideológico: aquele que, na defesa das suas ideias é incapaz de dialogar, incapaz de aceitar uma evolução, de ter ideias fixas exigindo a sua aplicação a qualquer custo.
E nesse sentido, como costuma dizer o “camarada” Jerónimo de Sousa, o PCP é o partido mais extremista com assento parlamentar. Dizem-nos a letra e o espírito dos seus estatutos dizem-no o conceito de democracia que defendem, um centralismo democrático de partido único, disseram-no expressamente os responsáveis aquando da alteração dos estatutos, ao afirmarem que embora retirassem de la a ditadura do proletariado o objectivo de a impor se mantinha.
Não gosto do uso de extrema-direita, mas partidos agarrados à ideologia de voltar às relações laborais, protecções sociais e estratificação social do século XIX hão-de ser assim um bocadinho para o extremistas.
Segundo o Marinho Pinto os 16 mil milhões foram para garantir os depósitos…. Cinismo, má-fé e ignorância