A efectiva e ineficaz aplicação do Acordo Ortográfico de 1990 e o direito de contatar

It’s pretty much what I said before.

— Noam Chomsky

With the communicative paradigm, it has been recognised that the goal of getting foreign/second language learners to have perfect pronunciation may be unrealistic and inappropriate (Jenkins, 1998). Instead, it has been suggested that the goal in teaching pronunciation should be “intelligibility” (Kenworthy, 1987) and “communicative efficiency” (Harmer, 1993).

Gölge Seferoğlu

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O Acordo Ortográfico de 1990 é efectivamente (ou seja, de facto) aplicado assim:

Isto é, o Acordo Ortográfico de 1990, de facto (ou seja, efectivamente), não é aplicado — se fosse aplicado, perder-se-ia o brilho desta habitacção:

Quanto ao sítio do costume, continuamos sem novidades:

Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

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Estado Novo ou PREC, CDS?

Como notou um notável indivíduo que não sabe estar, Pedro Mota Soares e Assunção Cristas conseguiram, penso que no mesmo dia, fazer o pleno. Numa acção de campanha em Viseu, Mota Soares afirmou qualquer coisa como “parece que se voltou ao PREC de 1974 e 1975”. Assunção Cristas não lhe ficou atrás. Mais a norte, algures entre Vila Real e Miranda do Douro, a líder do CDS agitou o papão fascista.

Como penso que já terão reparado, estamos aqui perante duas situações no mínimo estranhas. A primeira tem que ver com a estratégia de, no mesmo dia, a poucos KMs de distância, altos dirigentes do mesmo partido acusaram o governo (e a maioria de esquerda) de terem conseguido a proeza de fazer o país regressar, simultâneamente, ao PREC e ao Estado Novo. Assim, sem respeito nenhum pelas leis da física. [Read more…]

Viver acima das possibilidades é a senhora vossa mãe!

 

O Novo Banco perdoou uma dívida de 25 milhões de euros à Clínica Maló. O Estado emprestou 850 milhões de euros ao Fundo de Resolução para a injeção de 1.149 milhões de euros no Novo Banco. Pelo meio, há umas histórias que ainda incluem Joe Berardo e Luís Filipe Vieira, entre outros.

Um banco não é menos do que uma pessoa, penso eu, e será, no mínimo, um animal. Não sei se o PAN incluirá os bancos nas pessoas ou nos animais, mas acredito que uma instituição constituída por pessoas (não sei se haverá instituições sem pessoas, mas isso agora não interessa nada) terá sempre qualquer coisa de humano, o que pode não ser bom, porque os humanos estão cheios de doenças. Um banco poderá estar abrangido, portanto, pelos direitos humanos, que um banco também é gente.

Se uma pessoa, mesmo que seja gente, tiver uma dívida, está em condições de perdoar, por sua vez, a um devedor? Imagine o leitor que emprestou uma quantia a um amigo ou a um conhecido (não sei bem se um banco poderá ser amigo de alguém, mas terá conhecimentos, será conhecido) e que esse amigo ou conhecido, não tendo ainda pago o que lhe deve, lhe diz qualquer coisa como “Aqui há tempos, emprestei uns dinheiros a Fulano, mas como o gajo andava um bocado à rasca, perdoei-lhe parte da dívida.” Algumas pessoas são assim; têm um vocabulário limitado, é verdade, ficam-se por um pedestre “gajo” ou um subterrâneo “à rasca”. Os bancos não são melhores, são só pessoas. [Read more…]