André Ventura assume a sua desonestidade em directo

Se for eleito deputado vou dar o exemplo comigo próprio, mantendo a exclusividade no parlamento. Mesmo perdendo dinheiro! Sim, eu vou estar em exclusividade e vou assumir unicamente o meu lugar na Assembleia da República. Tenho de dar o exemplo. Não pode ser só falar.

O vídeo, gravado poucos dias antes de ser eleito deputado, fala por si. Cinco meses depois, André Ventura continua a ser comentador da CMTV e não existe registo que tenha abdicado da sua posição de consultor na empresa Finpartner. Os embustes de André Ventura sucedem-se, e só se deixa enganar quem quer. Porque só um palerma não percebe a fraude que a sua narrativa populista e demagógica é.

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    A desonestidade intelectual e a falta de carácter de André Ventura estão maioria das vezes em perfeita sintonia com a desonestidade intelectual da maioria dos seus eleitores.
    O perfil psicológico é o mesmo. Logo sentem-se atraídos por ele, na qualidade de seu porta voz.
    É sabido que os eleitores de Ventura votam nele por raiva e frustração contra o regime democrático vigente. Querem uma Justiça violenta, mas só até ao dia em que um dos seus não caia nas malhas do crime. Quando um dia isso acontecer, criarão logo uma excepção. Vivem do preconceito contra as minorias. Acham os refugiados, os negros e ciganos uma espécie de «chulos» da sociedade.
    Eu dou um exemplo muito comum, no eleitor Chega.
    Pessoas que preferiram não fazer grandes descontos para a Segurança Social durante a vida activa, e com isso maximizar a receita mensal, nalguns casos dobrando o ordenado, durante o período de actividade profissional. Chegados à idade da reforma, é vê-los a zurzir contra os refugiados, os africanos e os ciganos, como se também eles tivessem direito a ser ressarcidos de uma boa parte do pecúlio para o qual nunca descontaram. É desta massa humana que o Chega se alimenta.

    • POIS! says:

      Muito bem!

      Aproveito para divulgar uma crónica que foi publicada no “Jornal do Fundão” da autoria de Miguel Cardoso intitulada “Um grunho entra num café”. Acho que carateriza bem alguma da “massa humana” de que fala. Está aqui:

      https://www.jornaldofundao.pt/opiniao/um-grunho-entra-num-cafe/

      • POIS! says:

        E mais, no mesmo jornal, da autoria de Rui Pelejão:

        https://www.jornaldofundao.pt/opiniao/chamem-a-policia-que-eu-nao-pago/

        • Pedro Vaz says:

          Esse Rui Pelejão queria bater o recorde do “numero de clichés políticos metidos no mesmo artigo”…

          “existem [inserir étnia] bons e maus”
          “o medo cria o ódio”
          “os populistas usam o medo, ódio e a glória do passado”

          blah blah blah…

          …é tudo tão igual/serializado em todos os países “democráticos” que quem tiver os olhos abertos começa a perceber que esta “democracia” não passa de uma cripto-ditadura que dá a ilusão de liberdade.

          • POIS! says:

            Pois é!

            Realmente é só clichés! É uma vergonha! Direi mais, é uma vergonha! E concluo dizendo o que todos pensam: é uma vergonha!Só mais uma coisa de que me lembrei agora: é uma vergonha!

      • Rui Naldinho says:

        Excelente. Vou partilhar

      • Pedro Vaz says:

        Os comentadores do Sistema a atacar o Chega e o Ventura com os mesmos clichés de sempre…que surpresa…

        Quando os patrões Globalistas deles mudam as ordens de “ignorar” para “atacar” é sinal que estão com medo.

        • POIS! says:

          Pois, mas olhe que…

          Eu se fosse a si é que estava com medo. Depois do personagem ter ameaçado com a castração física…pode ser tentado a começar a praticar lá nos comícios. V. Exa. está em sério perigo! Depois não diga que não foi avisado!

  2. POIS! says:

    Muito bem!

    Em sequência, aproveito para aconselhar vivamente a leitura do recentissimo (28/2) artigo de opinião de Barbara Reis no “Público” intitulado “André Ventura descobriu a stand-up comedy):

    https://www.publico.pt/2020/02/28/politica/opiniao/andre-ventura-descobriu-standup-comedy-1905784

    Depois de umas piadolas de fazer inveja ao “Serafim Saudade” (incluindo uma de péssimo gosto que misturava o Presidente da República e as redes de pedófilos…), Ventura empolgou os apoiantes reunidos num jantorício dominical em Viseu (sim, mas um jantar inovador, com comida e discursos, , nada de copiar as práticas do “sistema”) com mais uma afirmação ouvida numa tasca à hora do fecho:

    “Não podemos ter presos a receber subvenções e ex-combatentes do Ultramar que não recebem um centavo.”

    Atenta, Barbara Reis desmonta cabalmente mais esta venturosa bocarra. E com factos:

    a) Ventura faltou ao debate de projetos de lei sobre o Estatuto dos Antigo Combatente, assim como à sessão sobre o orçamento da defesa no OGE; Aliás, cito:

    “Na discussão sobre o Estatuto do Antigo Combatente falaram todos os partidos e dois deputados únicos (João Cotrim Figueiredo, da Iniciativa Liberal, e Joacine Katar Moreira, ex-Livre). A única excepção foi Ventura”.

    b) Justificou uma das faltas como “trabalho político” (estava nos Açores). Aqui acrescento eu: uma boca recorrente nas redes chegadeiras é o de que os deputados faltam quando querem e desculpam-se com “trabalho político”. Pelos vistos Herr Venctura faz o mesmo…

    c) E, acrescenta a jornalista (cito):

    “Há ex-combatentes que “não recebem um centavo” como diz Ventura? É possível. A maioria dos antigos combatentes, como a maioria dos portugueses, não precisa de acção social. Nos registos do Estado, há 372 mil antigos combatentes que recebem 48,2 milhões de euros em três subsídios: Acréscimo Vitalício de Pensão (51 mil pessoas), Suplemento Especial de Pensão (320 mil) e Complemento Especial de Pensão (1772 pessoas), um total de 372.858 antigos combatentes.

    Mas não teria a mínima graça dizer em Viseu que há 370 mil ex-combatentes que recebem apoios às suas pensões. Até parecia que os nossos impostos, afinal, servem para alguma coisa. Dizer isso não faz rir e não dá votos”(fim de citação).

    Eis mais uma prova de que o bom jornalismo é extremamaente necessário para a defesa e proteção do regime democrático e não é minimamente substituivel por “redes onde se sabem as verdades”.

  3. esteves ayres says:

    O populismo deste Ventura com o total apoio da “comunicação social “(e não só)

  4. JgMenos says:

    2ª edição, para consolo da cambada.

  5. Pedro Vaz says:

    Como sempre o activista anti-Chega de serviço a fazer tempestades em copos de água. Que tacho é que o João Mendes tem?

    • POIS! says:

      Pois tem toda a razão!

      Soube-se recentemente que o João Mendes é comentador desportivo num canal de TV do Cabo e consultor numa empresa financeira (uma Fini qualquer coisa)! Só tachos!


  6. Olhem só o exclusivo deputado a exercer a sua exclusividade e, como sempre, a honrar a sua palavra.

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