22 anos de Bloquismo

Este fim-de-semana, o Bloco de Esquerda comemorou 22 anos. É um dos maiores partidos e tem uma importância incontornável na nossa História. Infelizmente, é pelos piores motivos. Há 22 anos, nasceu um partido que viria mobilizar pessoas pelas piores características que o ser humano tem: o ódio e a inveja.

A extrema-esquerda ganhou mais forma e está mais do que normalizada, o que é um mérito do Bloco, verdade seja dita. Normalizamos um partido com um espírito antidemocrático. O Bloco é o partido que facilmente critica instituições enormes que promovem a paz, mas que não consegue criticar organizações terroristas. O Bloco é o partido que faz manifestações contra Estados de outros países, mas que não se revolta com ataques ao Estado de Direito de quem lhes deu a mão. O Bloco é o partido que relativiza assaltos a bancos, mas que condena de forma veemente um momento asqueroso de um adversário político. O Bloco revolta-se facilmente, e bem, com atitudes de um ex-presidente dos EUA, mas pouco se indigna sobre bombardeamentos quando muda a pessoa. O Bloco quer policiar pensamentos, no entanto faz manifestações pela liberdade artística de um rapper espanhol. O Bloco é o partido que tem dirigentes que apoiam uma organização que causou o caos nos EUA.
O Bloco é o partido que se diz pela liberdade, mas sente-se no direito de usar as pessoas por aquilo que elas são. Sim, porque quem pensa que o BE defende pessoas está bastante enganado. O BE agrega pessoas pelo seu fenótipo e usa-as como material político. É, praticamente, uma chantagem emocional. O Bloco é o partido que coloca classes contra classes, etnias contra etnias, géneros contra géneros e, pasme-se, faz exatamente aquilo que tanto critica no outro extremo. Divide para reinar. O Bloco é o partido que minou a sociedade. O Bloco é o partido que apresenta uma visão única para a sociedade e que diaboliza quem não concorda, através de simples insultos, sem qualquer fundo argumentativo. E podemos ver isso nas escolas, na televisão, entre outros. Já pudemos ver várias denúncias de como a esquerda é elevada nas escolas. Informar não deve ser doutrinar. O Bloco é o partido que critica quem não é democrático, mas assume-se contra a liberdade económica, sem qualquer condenação. O Bloco coloca-se contra a discriminação de género, mas não critica a discriminação estrutural de algumas culturas. Porquê? Medo de parecer racista e perder os votos que ganhou com promessas identitárias? O Bloco é o partido que eleva a herói terroristas como ex-dirigentes das FP-25.

Mesmo assim, considero que é importante termos um Bloco na Assembleia. É importante para a democracia que as pessoas se sintam representadas, mesmo que eu não considere certas posições democráticas. Ser liberal também é isto. Lutar pela palavra até daqueles que discordamos profundamente. No entanto, é uma luta urgente combater, pelo debate, esta cultura que estamos a deixar que seja criada pela esquerda. Não só por motivos políticos, mas por motivos sociais. As pessoas não podem perder a liberdade por causa de meia dúzia que se sente no direito de tabelar o que é certo ou errado. Tabelar. Está giro. Disto o Bloco gosta.

Parabéns pelos 22 anos do partido anticapitalista que vive à custa do capitalismo.

Comments

  1. Paulo Marques says:

    Ao menos pagam-lhe para dizer tanto disparate? Nem o Mirone? Tudo para fazer de conta que não há animais mais iguais do que outros? E mesmo assim, não se muda para o Texas?
    Ah, pois, já me esqueci, não vivemos no verdadeiro capitalismo, só no socialismo da burguesia em teletrabalho. Não peguem num livro, não.

  2. British says:

    Se a ideologia liberal, fosse baseada nos teus pensamentos

    Só prejudicas as ideias liberais !

  3. Albano de Campos says:

    Quando é o aniversário do Chega ?
    Mal posso esperar pela sua crítica ao dito.
    Não é por nada em especial, apenas curioso para poder aquilatar, tanto a sua isenção,como a sua verticalidade de julgamento.
    P.S.- não sou nem nunca fui sequer simpatizante do Bloco !

  4. Filipe Bastos says:

    Tento sempre lembrar-me que o Francisco tem 21 anos, parece bem formado e é boa pessoa; ajuda criancinhas e assim.

    Partilha aqui a visão de um jovem bem-intencionado mas muito verde, baseada talvez nos pais, na experiência da escola, dos amigos, alguns livros e certo clubismo. É de direita como é do FCP.

    Calhou assim. Se fosse de Lisboa talvez fosse benfiquista. Se tivesse crescido pobre e visto filhotes de papás ricos a subir e a mamar sem esforço, talvez visse a direita de outra forma.

    Se em vez da Rep. Checa tivesse ido para um país bombardeado e chulado pelos EUA, e se tivesse conhecido a miséria e as tragédias do capitalismo em vez da ressaca do comunismo, talvez visse a esquerda – e o mundo – de outra forma.

    Não percebeu ainda que a direita é a racionalização do egoísmo e da ganância. Talvez um dia. Talvez nunca.

    • Francisco Figueiredo says:

      Então é porque nunca leu as minhas críticas à direita. De qualquer modo, é triste que venha para aqui fazer insinuações sobre a minha pessoa, sem um comentário sequer sobre o texto. Isso reflete muito mais sobre si do que de mim.

      • POIS! says:

        Pois realmente.

        O Sr. Bastos deve estar como eu. Ou não leu, ou não reparou, ou então leu mas não notou nada que se parecesse com sequer uma cósquinha à “direita”. Inclino-me para a terceira hipótese.

        Diz V. Exa. do alto da sua Superior Superioridade Libero-Moral, entre outras imputações mais ou menos gratuitas, que o Bloco “relativiza os assaltos a bancos”. Não vislumbro a que se refere mas penso, e estou certo que não sou o único, que para se relativizar um assalto a um banco, nos dias de hoje, não é preciso muito.

        Estou até convencido que a maioria dos cidadãos deste país, depois de tudo o que se tem passado nos bancos, e tendo em conta a admiração e profundo respeito que nutrem pelos liberais banqueiros, reajam com um “mais um que está centenariamente perdoado” porque, como diz o povinho lá na minha terra “ladrão que rouba a ladrão tem 100 anos de perdão”.

        Espero portanto que também refira a relativização dos assaltos a bancos (e a outras empresas, já lá vamos!) por parte da Direita, particularmente dos liberaleiros encartados que povoam os Conselhos Ditos de Administração de muitas das nacionais empresas, com relevo para as cotadas na Bolsa, ou nem por isso.

        Sim, porque lá na IL deve haver gente que percebe de assaltos a bancos, mas daqueles que decorrem fora das horas normais de funcionamento, durante o período de horas extraordinárias da Administração, e mesmo aos sábados e domingos (não, aos domingos não há só diplomas que aparecem. Há maços de graveto que desaparecem) .

        Estou-me a lembrar de uma data deles, mas, o melhor de todos foi um que “só tratava de dinheiro” e só anunciava na revista do “Expresso”. Chamava-se BPP. Que era detido por uma tal “Privado Holding” que foi liderada por um banqueiro cujo nome não recordo, mas era assim uma coisa que lembrava uma campainha, terminada em trrrim, ou chinfrim, ou catrapim, ou assim.

        Além dos bancos também há uns assaltos que costumam ocorrer mais por volta de abril ou maio, talvez porque se aproximam as férias e a malta precisa de carcanhol para pagar os hotéis e os iates. Nada de capuzes nem armas, tudo muito pacífico e a horas discretas. Costumam chamar-lhes “distribuição de dividendos”.

        Pois é, tem razão, Sr. Figueiredo. Relativizar é muito feio! Ficamos todos à espera da sua próxima prosa, que vai certamente malhar forte e feio na Burla Privada Portuguesa.

        • Abstencionista says:

          Tens cá uma lata Xô Pois!

          Não tens vergonha de um matulão como tu andar com tretas de jardim de infância para comentar o texto sensato do Francisco Figueiredo?
          Que xaralho de argumento é este: “ ai eu fiz isto?… mas aquele menino fez aquilo”.
          Foi isto que aprendeste com o teu ídolo Abrantes de achincalhar aquilo que não entendes?
          Já agora deixo aqui uma coisita, para achincalhares, que só pode ter sido feita por militantes da IL.

          “ Conclusões dos Relatórios de Sevícias

          Todo o processo do 28 de Setembro foi uma violência colectiva e continuada, assente num procedimento ilegal e arbitrário e no desprezo pelo direito das gentes.

          Face ao que ficou averiguado, pode concluir-se que houve:

          4.1 – Captura ilegal de duas pessoas por indivíduos armados, militares do RALIS, fardados, e um civil por instigação de militantes do MRPP;

          4.2 – Retenção em cárcere privado daquelas duas pessoas, por cerca de 48 horas, por militares do RALIS e civis, militantes do MRPP;

          4.3 – Prisões praticadas arbitrária e irregularmente, com utilização de ordens de captura deficientemente preenchidas, quer por falta de indicação do crime imputado quer por deficiente identificação da pessoa a deter, sendo algumas das prisões efectuadas de noite;

          4.4 – Desrespeito pelas imunidades legais devidas aos magistrados judiciais, na prisão de um Juiz Conselheiro do Supremo Tribunal Administrativo e protelamento, por 4 dias, da sua libertação…

          4.5 – Tortura sistemática sobre quatro detidos, no RALIS, com agressão física violenta que provocou traumatismos vários…

          4.6 – Manutenção de isolamento completo, no Forte Militar de Caxias, a vários detidos, por períodos superiores a 1 mês
          Houve casos de graves deficiências de assistência médica, registando-se em dois deles, a morte de detidos e noutros o agravamento das doenças

          Etc, etc, etc”

          Também tenho uns textos jeitosos sobre os operacionais das FP25.

          • POIS! says:

            Pois sim! Tem?

            Textos sobre as FP25? É natural!

            Que um psicopata colecione textos de psicopatas sobre outros psicopatas.

          • Paulo Marques says:

            E sobre os bombistas a fazer perninhas em certos partidos, tens algum?

      • Democrata_Cristão says:

        “Então é porque nunca leu as minhas críticas à direita”

        Nunca vi, mas como estamos a chegar à Pascoa deve ser um acto de contrição. a que nós os não papistas, chamamos de auto critica

        • POIS! says:

          Pois é mesmo!

          No mínimo, um ato de contrição.

          Até porque para os liberaleiros autocrítica é a crítica feita a andar de automóvel. Não admira. É tudo gente muito fina. Só andam a pé dentro de casa.

          Não sei se está a par mas a adesão ao libaraleirismo torna instantaneamente uma pessoa ultra-próspera.

          Não acredita? Se fosse a casa do Mayan reparava logo no corredor pavimentado a alcatrão e a cozinha a paralelos. Sai tudo na próxima edição da revista “Cús”, dedicada à exibição das atividades do “jet-set”, mas pelo lado das costas.

          • Abstencionista says:

            Querido xô Pois,
            Não julgues que eu, por te assapar na corneta, não sou teu amigo.
            Pois xou, só que tu tens uma pancada tal que não te dás conta dos textos faralhados que escreves.
            Se te corrijo não é por maldade mas sim para o teu bem.
            Bjs

          • POIS! says:

            Pois tá bem!

            Aqui temos o psicopata armado em polícia dos comentários alheios.

            Já tive ensejo de fazer notar a V. Exa. que trazer para aqui o tipo de paleio de que usa para manipular os putos que desvia para lá para casa para “jogar playstation” (estilo “é para o teu bem”), aqui não pega e já está amplamente desmascarado.

            Vá para dentro e veja lá se os putos não exageram e lhe deixam a dispensa sem pacotes de batatas fritas.

          • Abstencionista says:

            Querido Xô Pois.

            A tua fixação por putos está directamente ligada ao teu ódio ao Chega.
            Compreendo.
            Tens medo que o Ventura te corte a piroquinha!

            Para evitares esses ataques de pânico, aconselho-te a marcar uma consulta com a psicóloga Joana Cabral, que além de racismo cientifico também domina preferências taradas.
            Vais ver que tens muito em comum com ela: sois ambos chanfrados.
            Até podes pedir-lhe que te apresente ao Ba que, se estiver bem disposto, pode estrafegar-te com empurrões.

            Cumps

          • POIS! says:

            Pois…

            V. Exa, felizmente não engana.

            Insinua-se que não passa de um psicopatita manipulador, de conversa mole para incautos, e V. Exa começa logo a sua resposta por “Querido”…Palavras para quê?

            E quanto às fixações…

            Está explicado o seu amor assolapado pelo “Chega”. V. Exa, afinal está fiado em como o Andrézito lhe irá arranjar uns “coisos” para as suas “brincadeiras”.

            Digamos que tal é produto de uma personalidade um tanto sádica, o que não admira. O sadismo é apontado como uma vulgar caraterística da personalidade psicopática.

            Tudo confere, o diagnóstico está feito. É melhor aceitar a dura realidade. É “para seu bem”.

            Quanto aos conselhos clínicos e tal, agradeço penhoradamente mas não preciso. De qualquer modo fico sensibilizado por ter partilhado connosco a sua experiência. Tendo sempre em conta que o que resultou consigo pode não ser adequado para outras pessoas.


    • “Se tivesse crescido pobre e visto filhotes de papás ricos a subir e a mamar sem esforço, talvez visse a direita de outra forma”. Sim, porque, realmente se há algo que caracteriza o pessoal do BE é serem filhos de pobrezinhos (parece que estou a ver o “Cheka”, a carpir à beira da piscina, na vivenda da Verdizela). Sejamos claros: o BE é uma central de emprego (desde 2015, aliás, de enorme sucesso) para os filhos de classe média/alta que não tiveram pachorra (e/ou juízo) para tirar um curso que desse para ganhar dinheiro. É um método, especialmente cínico, para à custa dos ingénuos (a maioria com idade para isso), evitar que as “ovelhas negras” da família tenham de pedir dinheiro à avó, guiar turistas por Lisboa, fazer camas em cruzeiros, ou, com sorte, coçar a micose num centro da segurança social, numa câmara municipal, ou numa EBS em Chelas.

      • Paulo Marques says:

        Está a confundir o BE com a direita parlamentar, que formou oráculos como Sérgio Monteiro, Relvas, Maduro, e, claro, o grande visionário Andrézito.
        Mais fácil era assinar de cruz os projectos-lei do governo, dormir nas comissões, e dizer cá fora que é contra tudo. Isso é que era trabalho sério.


  5. “O Bloco é o partido que relativiza assaltos a bancos”
    E quando os bancos nos assaltam a nós é a vez do Francisco e dos outros liberais-o-mercado-autoregula-se-mão-invisivel-&-tal relativizarem, não é?

  6. JgMenos says:

    A situação era a seguinte:
    – à porrada não chegavam lá;
    – saneamentos já não se previam
    – os boys dos partidos é que estavam a abocanhar os poleiros
    – os anos passavam, e nada a escorrer do orçamento…

    Vamos lá a parecer democratas burgueses… é chato, mas parece que não há outra solução!

    • POIS! says:

      Pois é! Não entenderam? è porque o JgMenos estava a comer a sandes de lombo de unicórnio que lhe costuma servir de pequeno-almoço e, pelo caminho, devorou também algumas palavras importantes. Era isto que queria dizer:

      “Meia dúzia de anos depois da Abrilada.

      A situação era a seguinte:
      – à porrada não chegávamos lá;
      – golpes de Estado já não se previam
      – os boys do PS é que estavam a abocanhar os poleiros
      – os anos passavam, e nada a escorrer do orçamento…

      Vamos lá a parecer democratas burgueses… é chato, mas parece que não há outra solução!

      E fomos todos para o CDS e o PSD.

      Mas tivemos azar. Agora vamos ver se, por Ventura, lá Chegamos doutra maneira.

      Se a coisa correr mal…sempre temos a Iniciativa Liberal”.

    • Paulo Marques says:

      Projecta, filho, projecta.

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