Hugo Miguel, Pedro Pinho e o Futebol Português entraram num bar…

Ontem, no final do jogo de futebol entre o Moreirense e o FC Porto, um repórter de imagem da TVI foi agredido pelo empresário Pedro Pinho. Sobre este empresário existem várias histórias, algumas lendas e não menos narrativas. Nunca se sabe o que é a verdade ou o que não passa de mera lenda.

Entretanto, segundo a imprensa, tornou-se empresário de futebol (sócio ou antigo sócio de Alexandre Pinto da Costa?) e foi representante de Bruno Fernandes (hoje jogador do Manchester United) e, ontem, alegadamente, agrediu um repórter de imagem da TVI.

Entre agressões a jornalistas (atire a primeira pedra o adepto de um dos três grandes…), cenas de pancadaria entre claques (atire a primeira pedra…), assassinatos de adeptos, intimidações a quem discorda, a jogadores, a treinadores ou a árbitros e dirigentes (venha de lá o calhau), o futebol português é pasto de toda a impunidade. E se uns atiram com o apito dourado, outros atiram com uma porta, a 18, um banco (o BES/BPN) e, quanto a escutas, existem para todos os gostos e feitios. E a impunidade é total. Absoluta.

E depois, depois temos o Hugo Miguel. Tanto na qualidade (sobretudo na falta dela) de árbitro ou de VAR. Depois de todos os mails que foram publicados na internet, depois dos casos denunciados por, entre outros, Rui Pinto, aconteceu alguma coisa? Alguém foi erradicado do futebol? Nada. “No pasa nada”. Citando o nosso Fernando Nabais, “a Federação não faz nada?”. Nada. Nem a federação, nem a liga, nem a justiça, nem os diferentes responsáveis políticos. Nada. “São coisas do futebol”, dizem eles. São, são. Vamos todos acreditar que é isso.

Agora, vamos ao que importa e que me fez escrever este post. Sou adepto, ferrenho, do FC Porto. Ferrenho. O que aconteceu ontem não pode estar associado ao clube. Não pode. Existe uma revolta com a TVI por causa, entre outros, do benfiquista Rui Pedro Brás? Acredito que sim, pelo menos não faltam motivos. Porém, para isso existem outras ferramentas de actuação (não falar para o respectivo canal, não convidar/participar em nada organizado pelo mesmo, etc). Violência? Não. O repórter de imagem está a fazer o seu trabalho. Ponto final.

“Enquanto fomos bons rapazes, fomos sempre comidos”, afirmou o Grande José Maria Pedroto. É verdade. Só que ser bons rapazes é pactuar com a permanência dos “hugos miguel” no futebol, é permitir que nos continuem a “gozar” com este tipo de nomeações e de actuações. É esse o combate a fazer. Sem violência mas com firmeza. Se necessário for, com medidas radicais como não entrar em campo. Recorrendo a todos os instrumentos legais existentes, quer a nível nacional quer internacional. É denunciar. Forte e feio as “comentadeiras” a soldo de terceiros. É não permitir que se faça negócio com o nome e a marca FC Porto. Não é a agredir jornalistas. Não é a cometer crimes. Isso é ser igual aos que tanto criticamos. Não é isso que quero para o meu clube, para o FC Porto.

Comments

  1. Paulo Marques says:

    Então, mas o futebol não era dos adeptos? Certamente são eles que querem, então.
    O estranho é que alguém ainda se importe depois de ser óbvio que o vencedor estava escolhido, mas isso também é normal.

  2. Gil Santos says:

    Concordo em pleno ! GOS

  3. Alexandre Barreira says:

    …o Sporting praticamente tem a “coisa” ganha….o Porto tem o 2º. lugar a “tremer”……é natural que o “rapaz” ande com “tremuras”….!!!

  4. Filipe Bastos says:

    Quem leia o Moreira de Sá até fica a pensar que há dois tipos de adepto ferrenho do FCP: o que aceita a violência, a intimidação, a corrupção e a podridão, e o que as não aceita.

    Não vejo como. É o mesmo que dizer que apoio de alma e coração a máfia calabresa, menos as partes mafiosas. Sem elas não seria a máfia; sem elas pouco haveria para apoiar.

    A verdade é que todos os adeptos, sobretudos os ferrenhos, trocam princípios por vitórias. Os mais conscientes desculpam isto com o ‘excepcionalismo’ da bola: no amor e na guerra vale tudo, diz o provérbio, no qual eles incluem o amor ao clube.

    Neste saco de absolvição e impunidade cabe realmente tudo: de insultos ao árbitro a comportamentos animalescos nos estádios, de frutas, escutas e putas a Pinhos ou Macacos.

    Mesmo tipos racionais como o Moreira de Sá ou o chuleco Ricardo Araújo Pereira submetem lógica, imparcialidade e razão à ‘paixão clubística’. Depois armam-se em virgens de narizinho ofendido pelo fedor que sempre toleraram – e celebraram.

    Debalde: não enganam ninguém. Excepto talvez a si próprios.

    • Paulo Marques says:

      Ter alguém que defende que toda a gente deve insultar e bater em vários grupos, incluindo jornalistas, vir dar lições de moral sobre as ditas só pode ser inveja.

      • POIS! says:

        Ora aí está!

        Só se tivesse sido um membro das FB27.com (Frente Bastos 27.com). Ou do Rancho Folclórico de Santo Bastos de Portuzelo a tocar o malhão…

  5. Carlos Almeida says:

    “O que aconteceu ontem não pode estar associado ao clube. Não pode”

    Claro que não. Foram os marcianos com o chefe dos marcianos estava placidamente a ver.

    Passou-se alguma coisa ? Não vi nada, dirá ele mais tarde quando for convidado para testemunhar

    • POIS! says:

      Pois lá diz o povinho, na minha terrinha:

      “Campeonato perdido, reporter agredido!”.

      Diz o povinho. Lá na minha terrinha.

  6. lius says:

    Singular: um adepto do Porto a queixar-se da arbitragem! Vero? Queres é muitos Soares Dias e aconselhamento matrimonial…


  7. Claro que o FCP nada tem a ver com o caso. Jamais. Aliás raramente se vê destrambelhamento e sujidade por aqueles lados. Só umas 20 a 30 vezes por temporada, coisa pouca.
    Quanto ao Porto Canal 2, também conhecido por TVI, comandado por um tal Mário Ferreira é estranhamento e notoriamente um canal anti-portista, até tem um comentador benfiquista o que é inconcebível, como sabemos.
    No pasa nada. A impunidade dos “corruptos unum” , vulgo FCP é para continuar, podemos dormir descansados.

    • Paulo Marques says:

      Os corruptos são incompetentes, conseguem não ter penalties evidentes enquanto o adversário passa pelos pingos da chuva a jogar com a mão, e outras matreirices.


  8. Esse Hugo Miguel é o mesmo que, uma semana depois do Kelvin, deu um título ao FC Porto, quando o James Rodriguez chutou com um pé no outro, a um metro da grande área, na Mata Real, marcando um penalti e expulsando o capitão do Paços?

    • Paulo Marques says:

      É este:
      «A Comissão de Instrução e Inquéritos da Liga decidiu arquivar o processo instaurado para averiguar uma eventual incompatibilidade entre a atividade profissional de Hugo Miguel e a sua carreira de árbitro. A dúvida foi levantada no passado mês de setembro, quando a nomeação de Hugo Miguel para o Rio Ave-Sporting da 4ª jornada da Liga gerou alguma controvérsia junto dos adeptos do emblema de Vila do Conde, uma vez que o árbitro da AF Lisboa é agente da marca desportiva Macron, que equipa os “leões”»

  9. Rabeta says:

    Até a gnr colabora… não viram nada!

    • carlos Almeida says:

      A desgraça foi ter havido uma gravação. O que fizeram ontem, andam a fazer há anos, mas nunca ninguém viu, e não havia testemunhas.
      Agora tiveram muito azar

      • POIS! says:

        Pois, testemunhas…

        Até havia, mas é como as de Geová: andam aos pares, mas nenhuma viu o desastre.

  10. Francisco Rosa says:

    “Enquanto fomos bons rapazes, fomos sempre comidos”, portanto agora são criminosos, conforme se viu mais uma vez ontem. E lá estava o presidente mais vezes arguido mundialmente … e sempre absolvido lá pelas comarcas do norte onde está tudo bem concertado.

    • Paulo Marques says:

      Está a confundi-lo com o Vale Tudo, mas a gente entende, tal a impunidade do traficante.