What a Wonderful World

João Cotrim Figueiredo, deputado do IL (Iniciativa Liberal), que em 2008, na qualidade de administrador da PH (Privado Holding), detentora, na altura, do BPP (Banco Privado Português), pediu ao Estado 750 milhões de euros (tendo recebido 450 milhões) e que uns anos depois, na qualidade de deputado, afirmou que “o Estado não pode salvar bancos”, está a questionar Luís Filipe Vieira acerca das suas dívidas ao Novo Banco.

«The colors of the rainbow, so pretty in the sky
Are also on the faces of people passing by
I see friends shaking hands, saying “How do you do?” They’re really saying “I, I love you”»

Imagem retirada da página “Uma página numa rede social”, no Facebook.

Comments

  1. Filipe Bastos says:

    Duas descobertas.

    A 1ª sobre o Cotrim: sabia que ele era ‘gestor’, i.e. chulo ou mamão, mas já não sabia onde ele mamava. Afinal era no BPP; mas não só. O Cotrim, como bom ‘liberal’, é daqueles gestores multi-teta que não são esquisitos; mamam em todo o lado.

    A 2º foi “Uma página numa rede social”. Parece pura propaganda xuxa, ou talvez da Gerimbosta: o PS deve pagar 90% do Miguel Abrantes lá do sítio, os comunas 10%.

    A ‘extrema-direita’ é o tema do dia, todos os dias, como seria de esperar; depois há o medo constante da ‘pandemia’ que alguns pelo Aventar também apreciam, sempre mui compreensivos para com este governo sucateiro. Mas a página parece menos eficaz do que a saudosa Câmara Corporativa. Bons tempos.

    • Paulo Marques says:

      É sempre giro ver alguém achar coisas depois de toda a gente as conhecer há vários anos.
      Já a opinião é reconfortantemente sempre a mesma, são todos xulos que não lhe alimentam a carteira e por isso não gosta.

    • Filipe Bastos says:

      Pois é, mas não frequento o Feicebuque e não me lembrava de que as tetas do Cotrim incluíam o BPP.

      São chulos porque são chulos; porque haviam de me alimentar? O que pensa que eu faço?

      Mas ainda bem que aparece: quando escrevi sobre o “medo constante da ‘pandemia’ que alguns também apreciam, sempre mui compreensivos para com este governo sucateiro”, pensei logo em si. É bonito quando isto acontece.

      • Paulo Marques says:

        A culpa é minha de bater no ceguinho, mas, quer dizer, ainda não li sobre alguém que não fosse chulo; se fosse para o agradar até ao voto, ou um produto qualquer, o melhor era mesmo passar à frente. Tem razão, se calhar se fizessem políticas/arte/utilitários/… só para si também estavam mal.

      • Filipe Bastos says:

        Vejo que tenho de explicar-lhe, quando não devia ser preciso. Falo tanto em chulos e mamões porque grande parte do que aqui falamos é sobre eles: fala-se de política, de futebóis, de grandes empresas, de ‘gestores’, etc.

        Como já indiquei ao POIS, chulo é o que mama tachos: ricos cargos e ricas vidinhas a que costuma chamar ‘desafios’ – aceitei o desafio de ser eurodeputedo; aceitei o desafio de ser administrador da Galp; aceitei o desafio de ir para a Unesco em Paris; aceitei o desafio de ir chupar 250.000/ano como assessor, facilitador ou abridor de portas; etc. E o mamão é o chulo ao cubo; é o rei da mama.

        Sabe quanto é o salário médio em Portugal, não sabe? Sabe como vive a larga maioria da humanidade, não sabe? Como justifica os salários, as regalias, a riqueza desproporcional destes bandalhos? Porque passa a vida a branqueá-los ou a minimizar a sua mama, a sua chulice?

        Sim, todo o sistema está inquinado, a começar pelo modelo económico e monetário; acha que só v. sabe disso? Mas esse sistema é feito e mantido por bandalhos como estes.

        Se eu digo mal de tudo, v. parece julgar-se num pedestal de onde vai atirando umas pérolas de sabedoria. Mas leio-lhe muito pouco de concreto. Pouco ou nada.

        • Paulo Marques says:

          Não é por haver pessoas no círculo de preguiçosos e no círculo de bem na vida que os dois passam a equivalentes. Até Keynes, Engels e Marx eram herdeiros avultados, também eram chulos ou o ar moderno impede que haja mais?
          E, sim, ser eurodeputado ou membro da UN dá trabalho se se quiser; pode ser inútil, pode ser incompetente, pode não servir para nada, pode ser uma data de coisas, mas isso não implica que toda a gente queira fazer parte só para comer bem. Se as Ubers, por exemplo, andam com medo dos tribunais, é porque alguém anda a fazer coisas em defesa de quem trabalha, mesmo que outros façam o oposto. Se ficassem cá, sei lá, a dar aulas, continuavam a ser chulos (Filipe dixit) e não havia regulação para ninguém.

        • Filipe Bastos says:

          São desproporcionalmente remunerados: não consegue ver isso? Sim, quem herda também não merece o que herda; seja Marx, Keynes ou o Dalai Lama.

          Professores não são chulos; são essenciais. Só alguns dão mau nome aos bons, como em qualquer profissão.

          “Círculo de preguiçosos”? “Bem na vida”? É impressão minha ou está a tentar justificar desigualdade e mama? Faz ideia de quantos milhões, em Portugal e no mundo, trabalham mais num ano do que v. na vida inteira por salários e existências miseráveis?

          Que raio de esquerda é v., Paulo?

          • Paulo Marques says:

            Tem razão, deviam passar o tempo a planear a revolução já não no café, mas nas redes sociais invés de tentar melhorar progressivamente as coisas. Resulta sempre melhor. E depois decidir que a revolução precisa do uso da força para a ditadura do proletariado ao virar da esquina. É uma chatisse o povo ter falhado a Lenine e Mao, mas é desta!

  2. Rui Naldinho says:

    Só alguém muito distraído acha que a Iniciativa Liberal vinha mudar alguma coisa no panorama político nacional.
    A pergunta que se coloca é esta:
    Há dois anos, antes das últimas eleições, já se sabia que este senhor tinha estado no PH (Private Holding), detentora, na altura, do BPP.
    Claro, já se sabia.

    • João L Maio says:

      Na PH, na Compal, na Nutricafés, na TVI, na Turismo de Portugal, na European Travel Comission, fez não sei quê pela WebSummit e, agora, a Assembleia.

      Aqui está um gestor com muitas facetas; percebe de banca, sumos, cafés, televisão, turismo, eventos geeks, assuntos públicos… que Deus. Pode, assim, fazer um discurso no Parlamento, enquanto aparece na TV, promove o investimento estrangeiro em apps e coiso, que será cotado em bolsa; tudo isto enquanto bebe um Compal, louvando a Pêra Rocha e assim promovendo o Turismo a Oeste, rematando com um café cheio, para assentar bem.

      • Rui Naldinho says:

        Eu da IL nunca esperei nada. Até porque sempre percebi que aquilo não passava de um sucedâneo do PSD, numa versão liberalizada pós Passos Coelho.
        Tive a confirmação quando o Tiago Mayan na campanha presidencial veio com aquele história do pretenso Hospital Privado de Miranda do Corvo, encerrado por falta de utentes, o qual não passava de um Hospital Lar geriátrico, propriedade de um ex dirigente do PSD.
        Mais uma vez o Estado a dar de mamar aos privados.

        • João L. Maio says:

          E posto isto, vamos a contas: quantos é que o PSD já pariu?

          Chega, Iniciativa Liberal, Aliança…

          Quem ficará com a herança?

          E já se sabe, o avô PPD nunca quis realmente o SD.

          Agora a sério, só se ilude com o IL quem é do IL. É um partido de classe, os interesses que defende representam essa classe. Dito isto, tudo dito.

Trackbacks


  1. […] o João L. Maio teve de recorrer a um tweet de 2019 para tentar encontrar alguma incoerência no discurso do deputado único liberal, o João Cotrim […]


  2. […] sequência disto, que deu origem a isto e culminou nisto, apresento o Curriculum Vitae do agora CEO do Iniciativa […]

Leave a Reply

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.