José Milhazes explica o corporativismo tuga

Ontem, na SIC Notícias (o vídeo ainda não está disponível mas podem ver AQUI) José Milhazes colocou o dedo na ferida sobre a questão dos ucranianos em Portugal, relembrando o que se passou há uns valentes anos. Foi nos anos noventa do século passado que Portugal recebeu um número bastante elevado de ucranianos que vinham procurar uma vida melhor.

Uma boa parte deles, provavelmente a maioria, eram trabalhadores qualificados no seu país (cirurgiões, enfermeiros, professores, engenheiros, etc.). Em Portugal trabalhavam nas obras, na limpeza de casas, na hotelaria. E porquê? Como José Milhazes muito bem sublinhou: “graças ao sistema corporativo existente nas nossas universidades de defesa do nosso tachinho” e prosseguiu recordando que muitos deles andaram anos e anos para verem os seus cursos superiores reconhecidos (e alguns nunca o conseguiram). O mesmo se passou (será que ainda passa?) com muitos brasileiros.

Agora, por causa da invasão da Ucrânia e segundo os números divulgados ontem por António Costa, já chegaram mais de 14 mil ucranianos a Portugal e muitos mais estão a caminho por este andar da guerra. Será que Portugal mudou? Será que o corporativismo da nossa Universidade é coisa do passado? Não acredito mas….

Comments

  1. balio says:

    Também é verdade que é necessário um sistema qualquer de reconhecimento das habilitações obtidas no estrangeiro. Porque em todos os países há universidades sérias e universidades de vão-de-escada.
    Há uns tempos nos concursos para bolsas de investigação científica portuguesas apareciam muitos candidatos licenciados ou doutorados por universidades do Terceiro Mundo que ninguém sabia bem que tipo de formação (boa ou má) davam aos estudantes.

  2. POIS! says:

    Pois pois!

    Ás segundas quartas e sextas, não há diplomas reconhecidos porque “há corporativismo”.

    Ás terças, quintas e sábados há diplomas a ser “distribuídos á balda”, “sem cuidado” e até “vendidos”.

    Ás segundas, quartas e sextas, os diplomas ucranianos são uma maravilha, não se compreende como não são automaticamente reconhecidos.

    Ás terças, quintas e sábados os diplomas dos angolanos, sírios, marroquinos e venezuelanos são “duvidosos”.

    Ao domingo é para descansar (salvo socráticas exceções).

    PS. Não me alargo, porque não interessa, mas conheço bem o problema. Este e outros.

    E o problema não reside só nas universidades e no ensino de nível universitário.

    E sim, há problemas com documentos provenientes de certos países. Há sim senhor! Mas por cá também há instituições que…francamente!

  3. balio says:

    Os ucranianos trabalhavam nas obras em boa parte porque era nesse setor que havia falta de mão de obra e porque era para trabalhar nesse setor que tinham sido autorizados a vir para Portugal.
    Não havia nesse tempo em Portugal falta de engenheiros ou médicos. Não era para trabalhar como engenheiros ou médicos que esses ucranianos tinham sido autorizados a vir, isto é, tinham recebido vistos.
    Os cidadãos extra-comunitários só podem vir para Portugal se uma empresa portuguesa os quiser contratar. Ora, as empresas portuguesas que se ofereciam para contratar os ucranianos eram empresas de construção civil. Não eram hospitais nem gabinetes de projetos.

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