Ucrânia Rejeita Mário Machado

É o que se pode ler na capa do DN de hoje. Lê-se também:

“Não queremos este tipo de pessoas no nosso país.

A pessoa que refere não pode ser aceite na legião internacional”, garante adido militar ao DN, justificando-se com o facto de serem excluídos combatentes com cadastro. E rejeita a hipótese de o neonazi condenado se juntar a uma milícia.

Não sei quanto a vós, mas eu tenho o DN como um jornal sério. Sendo verdade, isto é um embaraço ainda maior para a justiça portuguesa, que suspendeu as apresentações quinzenais de Mário Machado sem se certificar que o líder neonazi reunia condições para combater na Ucrânia. Pelos vistos, não reúne.  Agora – em princípio – vai ter que abrir um procedimento para anular a suspensão das apresentações quinzenais do arguido. E entretanto ele já foi. Não aprenderam nada com o João Rendeiro.

Comments

  1. POIS! says:

    Já não é a primeira vez que acontece uma coisa destas a este “artista”, que pensa sempre que a impunidade é eterna.

    Há uns anos deu uma entrevista ao “Público”, onde segurava uma arma da qual, dizia, nunca se ia “separar”. E que, na semana seguinte, iria a um encontro qualquer da nazizada na Alemanha, porque lá não seria perseguido como cá.

    Bem, o jornalista interrogou, posteriormente, as autoridades alemãs e obteve como resposta, salvo erro através da embaixada, que se entrasse na Alemanha seria imediatamente detido.

    E ficou por cá mais uns tempitos, até que foi mesmo preso.

    Não consta que lhe permitissem que dormisse com a arma lá na prisão. Salvo erro, até terá sido apreendida.

    • POIS! says:

      Acrescento, porque confirmei: Mário machado era militar aquando do assassinato de Alcindo Monteiro – 2º cabo da Polícia Aérea.

      Fez-lhe muito bem a tropa, pelos vistos!

    • POIS! says:

      Uma correção: li que o que motivou uma das prisões foi uma reportagem da RTP onde mostrava a arma. Talvez seja assim, embora o resto esteja correto.

      Mas acho que, se a memória não me trai, também se gabou de alarvidades várias numa entrevista ao “Público”.

  2. Júlio Santos says:

    Presumo que a decisão do juíz foi correta, pelo menos foi uma forma de nos vermos livres dele. Este é um assunto, a meu ver, que não tem discussão, a menos, que haja alguém que gostaria de o continuar a ver por perto.

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