O fundamental e o acessório

Tempos estranhos que a pandemia exponenciou. A seriedade tornou-se mansa e a falsidade, assanhada. E o método não varia. O desprezo pelo essencial e a supervalorizaçâo do acidental ou secundário.

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O que significa ser comunista?

Isto dava um livro, pelo que a sua redução a um texto obriga à (grosseira) preferência pelas conclusões e ao (ético) consentimento comum sobre os factos que as sustentam.

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História? Verdade? Não são importantes

Uns pândegos, estes gajos do PCP. Bem, pândegos, é capaz de ser pouco. São, mais, uns trafulhas nojentos. Para quem a verdade é um conceito tão plástico que pode ser, interesseira e cobardemente, moldada de maneira a servir o que se quer demonstrar.

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Estou completamente farto de comunistas e quejandos

Acho, sinceramente, que está na altura de dizer “basta” (não, não é “chega” porque nem suporto o “cartilheiro” nem dou cobertura a um partido que não diz o que pensa, mas sim o que acha que as pessoas querem ouvir, apresentando soluções estapafúrdias ou nem sequer apresentando o que quer que seja).

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Embargar a China? Why not?

CH

Não querendo entrar em teorias rebuscadas sobre a origem do novo coronavirus, de natureza conspirativa, parece-me inegável que a China foi desonesta com o resto do mundo, ao ocultar, deliberadamente e durante várias semanas, a gravidade do problema que tinha em mãos.

Vai daí, é meu entendimento que o mundo deve exigir à China compensações financeiras pelo caos que a sua opacidade aprofundou. Vou ainda mais longe: parte significativa do Plano Marshall que a Europa e o mundo vão precisar, quando a crise económica que já se sente ocupar o primeiro plano das nossas preocupações, deve ser assumido por Pequim.

Caso a China decida não colaborar, defendo que deve haver coragem, pelo menos do mundo democrático, em impor sanções pesadas, e, eventualmente, um embargo total. De caminho, e pensando apenas no espaço europeu do qual faço parte, parece-me que estamos perante o momento ideal para um plano ambicioso de reindustrialização da Europa, capaz de, simultaneamente, gerar emprego e acabar com a dependência das importações chinesas. Isto será absolutamente crítico em sectores como o têxtil ou o automóvel, apenas para citar dois exemplos.

Naturalmente, tal intenção enfrentará poderosas forças de bloqueio, não só da própria China, como do sector financeiro e da grandes multinacionais ocidentais, cujos lucros, estratosfericos, dependem dos baixos custos de produção e de matérias-primas que a grande fábrica do totalitarismo chinês lhes proporciona. Mantendo o actual status quo comercial, é praticamente impossível ao Ocidente competir com um regime que explora a mão-de-obra, ignora direitos laborais e não respeita direitos humanos.

Ainda no campo dos interesses do modelo económico ocidental, importa realçar que a China é hoje um dos maiores mercados de consumo a nível mundial e um dos maiores clientes de produtos de luxo produzidos pela Europa e pelos EUA. Um embargo total à China resultaria numa perda significativa de vendas para inúmeras marcas, do sector da moda ao automóvel entre muitos outros. E o capitalismo, que não se deixa abalar por contradições éticas ou morais, dificilmente cederá. É o lucro que importa, não os direitos humanos. Muito menos a democracia.

Assim, encontramo-nos numa encruzilhada. Por um lado, estamos reféns de um regime comunista totalitário, que controla e comanda parte significativa da economia mundial, incluindo empresas estratégicas na Europa e EUA. Por outro, estamos nas mãos de multinacionais e instituições financeiras, que se deitam com qualquer oligarca ou autocrata que lhes pague o preço certo em euros. Ou dólares. Ou yuans. Talvez precisemos de uma revolução. E os ares de Abril costumam ser propícios para derrubar ditaduras. Why not?

O editorial esquerdalho do Financial Times

KM

O editorial que se segue foi publicado no Financial Times, sendo a tradução da autoria de João Rodrigues, perigoso ladrão de bicicletas. Tentem não entrar em pânico, não baixem a guarda, mas preparem-se: os esquerdalhos andam aí e querem comer os vossos filhos ao pequeno-almoço.

A existir um raio de esperança no Covid-19, este é a injecção de um propósito comum em sociedades polarizadas. Mas o vírus e o confinamento económico necessário para o combater, também lançaram uma luz horripilante nas desigualdades existentes, para lá de terem criado novas desigualdades. Para lá de derrotar a doença, o grande teste que todos os países enfrentarão em breve consiste em saber se os actuais sentimentos de propósito comum moldarão a sociedade a seguir à crise. Como os líderes ocidentais aprenderam na Grande Depressão e depois da Segunda Guerra Mundial, a exigência de um sacrifício colectivo implica oferecer um novo contrato social que a todos beneficie.

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Margaret Thatcher e o Coronavirus

Parafraseando a uma citação muito popular entre a direita, da mais liberal à mais extrema, que tomei a liberdade de adaptar aos dias de hoje, penso que não será descabido dizer que o capitalismo dura até fechar a fábrica comunista. É que, a julgar pelo pânico que se instalou nos mercados, nas bolsas, nos bancos e nos grandes capitalistas em geral, que não gostam do comunismo, excepto quando é para deslocalizar a produção para a China ou para o Vietnam, de forma a poder aumentar os lucros e não ter custos adicionais com direitos laborais ou humanos, parece que o encerramento da grande fábrica chinesa, como consequência da epidemia covid-19, tem tudo para ser a acendalha da próxima crise mundial do capitalismo moderno. Em todo o caso, mercados, bolsas, banqueiros, especuladores e outros piratas das Caraíbas fiscais não têm motivos para ficar preocupados. Se isto realmente der o estouro, culpa-se o cidadão comum, esse gastador, aplica-se uma austeridadezita purificadora e resgata-se novamente o capitalismo com o dinheiro dos contribuintes. Como ainda estamos a pagar o estouro anterior, a malta nem vai reparar.

Assembleia (in)útil

[Francisco Salvador Figueiredo]

 

Na última semana, na Assembleia da República, foi rejeitado o voto de congratulação da Iniciativa Liberal pela aprovação, no Parlamento Europeu, da Resolução que condena de igual forma os regimes totalitários do fascismo e do comunismo. Não vale a pena declarar a minha opinião, pois ela é óbvia. A partir do momento que é totalitário e retira a liberdade às pessoas é igualmente mau. E aqui não importa se o comunismo matou mais ou os nazis mataram assim e assim. O que importa é a atitude e a motivação. Não se trata de um número, mas sim de uma forma de pensar. Se eu entrar numa confeitaria e roubar 5 pães, mas outro roubar 7 pães, isso não faz de mim melhor ou pior. A atitude de ambos está errada.

Agora vamos falar do assunto tendo em conta os nossos interesses como país. A Iniciativa Liberal entrou muito bem, com uma ótima proposta e que se revelará na vida dos portugueses. Seguem-se 3 pontos das vantagens desta proposta:

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O fascismo é de esquerda ou de direita?

Tal como as ditaduras comunistas de inspiração estalinista, o fascismo é um regime totalitário, opressor, inimigo da liberdade individual, que não respeita nem o homem nem as ideias, que prende e mata pessoas por pensarem diferente, pelo que todos os democratas de direita e de esquerda, do centro, do centro-direita ou do centro-esquerda, TODOS, devem activamente opor-se com todas as suas forças!
A Democracia é um regime que, para se manter, depende da defesa dos democatas empenhados em exercício permanente de uma cidadania activa , enquanto os regimes totalitários dependem de um ditador apoiado em forças policiais, militares ou para-militares.

O marxismo e outros demónios

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Aprecio bastante esses grandes debates virtuais, por estes dias a propósito da mais recente crise política venezuelana, em que se mistura socialismo, comunismo, marxismo ou até – juro que vi – anarquismo, como todos estes conceitos correspondessem a uma e à mesma coisa. Alarvidades deste género, naturalmente, servem na perfeição a agenda de estupidificação promovida por certos sectores à direita, uns assumidamente violentos e antidemocráticos, outros aparentemente muito bonzinhos e cristãos, apesar de servirem, entre outras coisas, de asilo para o que sobrou do energúmeno salazarismo. [Read more…]

Menos Estaline, mais Mao Tsé-Tung

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Nestes tempos de imbecis populistas, que passam as tardes no Parlamento aos gritos em bicos de pés, a semear o medo e a falar de estalinismos que não existem, é interessante verificar que, graças ao empreendedorismo do governo de Passos Coelho e Paulo Portas, 8,8% da bolsa de valores portuguesa é hoje controlada pelo Partido Comunista Chinês. Estalines hipotéticos são um perigo, já os Maos desta vida são umas jóias de moços, que o digam Durão Barroso ou Franquelim Alves.

Comunismo, um regime a evitar…

Um dos piores sistemas políticos que a Humanidade já experimentou. Nunca resultou…

Quem nos salva destes índios?

Está explicado um dos grandes mistérios da humanidade. Ou pelo menos para 50% da que vive em minha casa, que a minha mulher tem mais que fazer que aturar as minhas parvoíces.

Até hoje, pelo menos para mim, o porquê do genocídio dos povos nativos americanos, que viviam nos territórios posteriormente ocupados por gentis colonos europeus, era uma grande incógnita. Não conseguia assimilar que gente tão decente, humana e altruísta pudesse maltratar, desalojar e matar indiscriminadamente milhões. Mas hoje, após aquela que é já a descoberta do ano, I can see clearly, apesar da chuva lá fora. Agora sim, tudo faz sentido. [Read more…]

Magnata comunista investe em Portugal

Passos Coelho bem tentou avisar, mas este povo esquerdalho, ingrato e preguiçoso, fez ouvidos de mercador. Com a chegada do PS minoritário ao poder, apoiado parlamentarmente pela temível máquina soviética da Geringonça, investidor algum voltaria a pôr o seu dinheiro no rectângulo. Era um dado adquirido. Só que não.

A verdade é que Passos partiu a loiça toda. E isso ninguém lhe tira. Acontece que o investimento, não sendo o desejado, lá foi aparecendo, pela mão dos franceses da Renault ou dos alemães da Eberspaecher, apenas para citar alguns casos, aos quais acrescento a insólita fila de espera de milionários estrangeiros que sonham adquirir um imóvel de luxo em Cascais. Apesar do violento imposto sobre o património. A explicação mais lógica, a meu ver, é bastante simples: tratam-se de investimentos sacados à bruta, com ameaças e chantagem à mistura, aos quais os pobres investidores não conseguem resistir sob pena de ver as suas famílias raptadas e entregues a comunistas que comem crianças (e adultos) ao pequeno-almoço.  [Read more…]

Ignorância do jornalismo

Declaração de intenções: nunca votei no PC. Por outras vias, sou muitas vezes acusado de ser quase anti-PC primário. Diria que talvez, mas só quando ele aparece a festejar uma vitória com um chouriço, sublinhando a nova política desportiva do Herrera ou dos seis milhões do central do Braga. Falasse assim quando perde e talvez a solução estivesse mais perto que o fim.

Mas, o post não era para ser sobre isto. Fugiu-me a tecla para o sentimento.

Dizia eu, que não sendo eleitor comunista, olho para o Congresso do PC como um encontro de gente que, acima de tudo faz política. Eles não brincam em serviço e as Teses são mesmo discutidas. Quem ouviu algumas das intervenções percebe que eles não estão (pelo menos todos) atrás de um tacho ou apenas a tentar ganhar palco. Para um comunista a actividade política é muito mais que isso. As entrevistas a alguns “comunistas comuns” mostraram que são de facto gente com outra preparação. E, nesse campo, nenhum partido português os bate.

Apesar da boa cobertura do Bloco, das sistemáticas sondagens, cada vez com resultados mais longe da verdade do voto…

Acompanho por isso integralmente o João Ramos de Almeida: “Nada de novo, portanto. Nada se aprende. Nem com Trump, Le Pen, etc., etc.”

Em oposição a esta pobreza da nossa Comunicação Social, a forma séria e inteligente como Adelino Maltez, hoje em representação da Reitoria da Universidade de Lisboa, falou na SIC Notícias.

Imprensa portuguesa? Tudo comunistas.

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Andam por aí uns tipos engraçados, fanáticos quando baste, que se entretêm a tentar transformar propaganda barata em factos, para consumo de indivíduos que estejam na disposição de ser aldrabados. Dizem eles, que para além de engraçados e fanáticos ainda são desonestos, que a comunicação social portuguesa é controlada pela esquerda. Não sei se se referem ao grupo Impresa (SIC, Expresso e Visão), desse histórico comunista que é Pinto Balsemão, se aos marxistas do SOL, I, Correio da Manhã e Observador, sempre na vanguarda da luta esquerdalha. Será o Público, essa referência vermelha, liderada pelo camarada David Dinis? Talvez sejam o JN e o DN, esses pasquins de extrema-esquerda, propriedade de perigosos estalinistas como António Mosquito, Joaquim Oliveira e Luis Montez. São comunas a mais, não são? [Read more…]

Renault, um fabricante automóvel vergado ao totalitarismo bolivariano que assola Portugal

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Passos Coelho tinha razão: não há meio de haver um investidor que queira pôr o seu dinheiro neste país controlado por comunistas e bloquistas. O Diabo espreita ao virar da esquina e os investidores fogem a sete pés. Perante esta verdade absoluta da Igreja do Neoliberalismo da Catástrofe dos Últimos Dias, o acordo firmado entre trabalhadores e administração da Renault Cacia só pode ser compreendido à luz de um qualquer esquema totalitário, assente no recurso à violência mais atroz. [Read more…]

Da série “Quem é que põe dinheiro num país dirigido por comunistas e bloquistas?”

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Banco francês Natixis vai criar 600 postos de trabalho em Portugal e estudo da consultora Mercer revela que metade das empresas inquiridas, sobretudo multinacionais, se preparam para contratar neste e no próximo ano.

Entretanto, algures na São Caetano à Lapa, uma reunião maçónica de profetas da desgraça, munidos de bons aventais e várias cópias do livro de São Cipriano, invoca, sem sucesso, o Doutor Belzebu. Pobres diabos.

Foto: Nuno Ferreira Santos@Público

Boa, Passos, partiste a loiça toda!

PPC

Adorava ver o deputado Pedro Passos Coelho repetir a pergunta, com aquela indignaçãozinha tão ternurenta que lhe vimos na TV, na presença dos camaradas do Partido Comunista Chinês, com quem tão boas memórias e negócios partilhou:

Quem é que põe dinheiro num país dirigido por comunistas e bloquistas?

Era capaz de ter a sua piada. Ter piada e ser piada porque, apesar da hibridez do regime, a China é um país dirigido por comunistas onde quase toda a gente quer investir. A Apple põe lá o seu dinheiro, a Google põe lá o seu dinheiro, a indústria automóvel põe lá o seu dinheiro, os grandes bancos e restantes piratas da alta finança põem lá o seu dinheiro, enfim, seria difícil um desabafo mais trapalhão mas a propaganda é o que é e os comícios de políticos desesperados precisam destas bacoradas.  [Read more…]

O Zé julga que é historiador

O Zé acredita que é jornalista. Agora, pensava que era historiador, mas fascismo não é quando um homem quiser.

Pílula (ou supositório) para a memória

Estaline

Estreou ontem na RTBF dividido em três episódios: 1) “Le Possédé“; 2) “L’Homme Rouge“; 3) “Le Maître du Monde“. Mantém-se a qualidade da série Apocalypse, da autoria de Isabelle Clarke et Daniel Costelle, sempre comentado por Mathieu Kassovitz.
Mais uma excelente pílula (ou supositório para outras visões políticas) para a memória.

António Barreto e o ódio primário anti-comunista

Barrete

Disse o douto académico, dono de um vasto e brilhante currículo, em entrevista à RTP:

Em 100 anos, nunca vi um partido comunista no poder que governasse com eleições livres, com partidos políticos, com liberdade de expressão, sem exilados, sem presos políticos.

Não admira que tantos à direita elogiem hoje António Barreto, homem que em tempos aparentava ser de esquerda. Que ele não se reveja ou sequer concorde com a ideologia comunista é algo perfeitamente normal. Apesar do ciclone fascista que ontem atingiu o nosso país, creio ainda viver num país democrático onde cada um (ainda) tem direito à sua opinião. Mas choca-me que alguém tão erudito, alguém que se dedica ao estudo sociológico, alinhe neste tipo de discurso sectário, quando o mais certo é serem do seu conhecimento a esmagadora maioria dos exemplos referidos pelo jornalista Paulo Pena no Público, exemplos esses que invalidam por completo a generalização simplista contida na citação transcrita, a soar a sound bite de direita. Será ódio primário anti-comunista? Se não é parece.

Foto@I

O Comité Central do PSD

Comité Central

Houve um tempo em que, na secção dedicada à história do PSD no seu site, se podia ler uma referência ao marxismo como influência ideológica na génese do partido. E não foi há muito tempo. Mas a onda revisionista que vem purificando o partido, que fechou a sete chaves a social-democracia numa gaveta posteriormente colocada num cofre que por sua vez foi atirado ao mar, ter-se-á encarregue de expurgar tamanha heresia.

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O escravo deve aprender a língua do dono

Chinês chega a 23 escolas secundárias no próximo ano lectivo

Abençoados unicórnios

unicórnio

Abençoada globalização. Abençoadas empresas ocidentais que aproveitam o trabalho barato na China para maximizar os seus lucros. Abençoados consumidores que apesar dos efeitos catastróficos que tal decisão teve nas suas vidas, nunca reclamaram grande coisa contra a abertura escancarada das portas da Europa aos produtos chineses. Abençoado consumismo.

Abençoados também os neoliberais que finalmente experienciam todo o esplendor das sociedades ditatoriais governadas por partidos únicos, que tal como eles se mobilizam em torno da eterna luta pelos direitos das castas por um futuro com mais lucros e mais concentração de poder. Que bom que seria podermos também nós ter um partido único capaz de reduzir a participação popular a quase nada e desta forma facilitar decisões que contribuíssem ainda mais para maximizar lucros e silenciar a plebe que ousasse intrometer-se entre os oligarcas e o seu direito natural a tudo. Quanto aos chineses, haja uma malga de arroz e um iPhone martelado e que Confúcio os abençoe.

Hitler descobre que manuais escolares dizem que comunismo e nazismo são a mesma coisa

Chegou aos manuais, nem por isso às novas metas educativas do 9º ano, nem é por isso que se justifica este vídeo:

mas porque realmente virou moda, a partir de uma taxonomia das ditaduras que mede mais o horror e menos a natureza social, e económica, misturar uma ideologia que nasceu para combater a outra fazê-la igual à que a derrotou, coisa tão tola como esquecer que a Rússia em geral tem uma certa experiência nas vitórias contra a Alemanha, e esqueceram-se agora mesmo muito em Berlim.

Texto (não concordando com tudo, é um bom todo) do Bruno Carvalho.

Electricista, Sindicalista, Economista e Político – Lech Walesa

Raras são as vezes que se tem oportunidade de ouvir um dos homens da luta anti-comunista.

Curioso é, perceber que este mesmo homem que foi o fundador e líder do Solidariedade (organização sindical independente do Partido Comunista da Polónia) apresentou hoje, nas Conferências do Estoril, uma visão antagónica do que temos ouvido nos dias que correm dos Camaradas Portugueses. 

Lech Walesa, que esteve em várias manifestações anti-capitalistas durante o último ano, afirma que é preciso uma reforma do sistema económico Europeu: “Ninguém no seu devido juízo põe em causa a economia de mercado ou a propriedade privada (…) agora estamos numa nova era que exige organizações e estruturas completamente diferentes. Na ditadura a greve era a única solução. Mas agora cabe-nos a nós chegar a um consenso de como introduzir as reformas e medidas necessárias através do debate, para escolher as melhores opções para o desenvolvimento do futuro”. Será esta uma visão antagónica ou progressista do comunismo?

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Esquerda sec. XXI

À primeira leitura não vislumbrei grandes diferenças, mas aguardo que outros colegas e também leitores, nomeadamente os que pertencem à área política, me possam elucidar sobre o conceito de austeridade de esquerda.

Ainda em matéria de ideologia, não posso deixar de referir que o comunismo já não é o que era. Mao e mesmo Max, devem dar voltas no túmulo.

A 25ª Hora

THE 25TH HOUR DVD ANTHONY QUINN VIRNA LISI MICHAEL REDGRAVE HENRI VERNEUIL R2 25Vinte anos depois da sua morte, reencontro A 25ª Hora (1949), a mais conhecida obra de C. Virgil Gheorghiu (1916-1992) e provavelmente indisponível nas livrarias…

O jornal The New York Times escreveu:  “who denounced Nazism and Communism in a best-selling novel, “The 25th Hour”.

Transcrevo algumas frases da edição que tenho da Difel, traduzida por Vitorino Nemésio e cujo prefácio é dedicado a Aldous Huxley!:

– Não haverá homem livre à superfície do Globo – disse Traian.

– Definharemos então, sem culpa, nas prisões? -perguntou o delegado.

(…)

Mas não aceito que outros, a não ser eu, me indiquem a maneira como devo viver – e que julgam melhor – e me obriguem a conformar-me com ela. A minha vida é minha. A minha vida não pertence nem ao kolkhose, nem à comunidade, nem ao comissário político. Portanto, tenho o direito de a viver do modo que eu próprio houver escolhido. (…) E recuso-me a viver esta vida à moda soviética. Aqui está porque me mato.

Nora pôs-se a chorar. Traian continuava a atar a corda. Nora segurava com firmeza a outra ponta. (…) A melhor ocasião para nos evadirmos há-se ser quando as sentinelas russas renderem as americanas. (…)

Às seis horas da tarde mandaram sair Traian e Nora da sua cela e meteram-nos num camião americano com outros detidos.

(…)

Em 1967 foi adaptado ao cinema por Carlo Ponti  e com a participação de Anthony Quinn e Serge Reggiani (no papel de Traian).

Baronesa Johanna Von Westphalen da Prússia, redactora e autora do Manifesto Comunista

Jenny

«Finalmente pensaram a frase, pronunciada por Jenny: proletários do mundo, uni-vos. Quem finalmente escrevera o Manifesto Comunista fora Johanna von Westphalen, denominada a baronesa vermelha».  (excerto do meu livro Marx, um devoto luterano (2010). Dedicado aos colegas aventares que são da minha cor e ideologia)

 

Muitas surpresas foram encontradas na pesquisa que fiz para este livro. A primeira, os comentários de Ratzinger sobre Karl Marx e o apoio que procurou nos seus conceitos para escrever o seu livro Jesu von Nazareth, Editora Vaticana, Estado Vaticano, Roma, traduzida ao português no mesmo ano como Jesus de Nazaré, Esfera dos Livros, Lisboa. [Read more…]