Não te enterres mais, PCP

Acho piada, mesmo muita piada, àquela malta do PCP que fica muito indignada por ver o seu partido debaixo de fogo, devido às posições ambíguas e altamente duvidosas sobre a invasão da Ucrânia, quais caixas de ressonância da propaganda do Kremlin, a dizer que o Zelensky é um facho e um nazi e mais não-sei-o-quê, e que o PCP fez muito bem e não estar ontem na Assembleia da República a ouvi-lo, porque ele baniu partidos e até levou um peido nazi da escumalha Azov ao parlamento grego. Sim, tudo isso é verdade. Imagino que Estaline também não terá morrido de amores quando teve que dar as mãos aos capitalistas para derrubar Hitler. Mas permitam-me um “foda-se” introdutório para vos dizer isto: quantos partidos existem mesmo no parlamento daquele regime que todos os anos é convidado para a Festa do Avante, chamado Coreia do Norte? E quem é que anda mesmo a financiar tudo o que é facho por essa Europa fora?

Exactamente.

Vá, deixem-se lá de merdas e não se enterrem mais.

Comments

  1. Paulo Marques says:

    Portanto, são um zero na estratégia e na comunicação, por isso deve toda a gente aceitar que a verdade não importa? E que, em mais uma matéria, é preciso fugir para a frente no caminho único com a maior convicção possível, danem-se as consequências?
    Era preciso uma racionalidade entre as duas coisas. Infelizmente, não há partidariamente. Pelo que bate tudo palmas à miséria que ainda mal começou.

  2. Marques Aarão says:

    Não é apenas “aquela malta do PCP” que tem direito à indignação quando e sobre o que bem se entenda, ´
    Aos que alinhados em pelotão de fuzilamento disparam ferozmente contra eles não se vê negado esse direito.

  3. Rui Naldinho says:

    Faz-me pena ver o PCP neste registo. A ambiguidade e a hipocrisia sempre fizeram parte do discurso político. Mas não era necessário chegar a tão longe.
    A vantagem do PCP é estes acreditarem que o ódio de uma boa parte das pessoas ao imperialismo americano os manterá sempre neste mínimo histórico. Seis deputados. Só que em termos autárquicos, um dia destes, desaparecem.

  4. estevesayres says:

    Parlamento burguês, governo e presidente da República de joelhos perante o imperialismo americano

    A via nunca poderá ser apoiar um imperialismo para combater o outro!

    Numa posição de completa subordinação, submissão e obediência servil, todos os órgãos do poder e seus representantes cumpriram o ritual pré-estabelecido e foram ao beija-mão virtual de Zelensky, o alter-ego de Biden, prestando, desse modo, vassalagem e todo o apoio ao imperialismo americano, à NATO, ao imperialismo europeu, concordando e assinando a vinculação nacional à terceira guerra mundial. A História por mais que a branqueiem não os vai esquecer a sua responsabilidade neste acto criminoso.

    Zelensky, obviamente, desempenhou o papel que lhe cabe, no périplo que lhe destinaram. Em nome da PAZ, Zelensky, tentando emocionar de forma primária o auditório, repetiu-se e pediu armamento e mais armamento, sobretudo armamento pesado para “defender” a Europa, quiçá o planeta, ao mesmo tempo que faz do povo ucraniano um povo mártir numa guerra inter-imperialista expansionista e de pilhagem de recursos e matérias-primas que não é sua. Uma coisa é certo que liga Putin, Biden e Zelensky – o seu anti-comunismo.

    Passados “apenas” dois meses desde o início da “operação militar especial”, a quantidade de armamento de toda a espécie, que tem passado pela fronteira da Ucrânia, atingiu números astronómicos. Os milhares de milhões de dólares e euros investidos nesta guerra não só agora, mas já anteriormente aquando do seu verdadeiro início, (como já não escondem), são verbas obscenas que deixaram de poder ser investidas no desenvolvimento da sociedade humana.

    São os próprios Estados Unidos que hipocritamente afirmam não saber em que mãos está esse armamento! Amanhã, virão dizer que não sabiam que estavam a armar milícias nazis em todo o mundo! Eles só enviam as armas! A responsabilidade da distribuição é dos ucranianos, dizem! Mas, tudo em nome da paz, Claro! Tudo para combater o seu inimigo russo, num combate que lhe vai permitindo, paralelamente, dominar a União Europeia, obrigando-a a maiores investimentos nas forças armadas, dotando-as de capacidade ofensiva substancial preparando-se, assim, para um conflito mundial frontal e aberto, nem que para isso tenha de destruir os povos da Ucrânia. Isto sim, é um autentico genocídio.

    É o próprio Zelensky que, sem medos, afirma: “Há quem no ocidente não se importe com uma longa guerra, porque isso significaria esgotar a Rússia, mesmo que isso represente o desaparecimento da Ucrânia e o sofrimento do seu povo.” E ele, como já provou e está a provar, também não se importa.
    É nesse contexto que não podemos deixar de afirmar e acusar claramente: todos os que subsidiam esta guerra, com armas, com equipamentos, com dinheiro, com sansões, com participações em legiões estrangeiras, à semelhança de Napoleão, sabem o que estão a fazer – estão a intervir e a participar, porque escolheram e provocaram esta guerra como o único meio de vencerem a crise que está em pleno movimento e em que se afundam. É essa condição inerente ao capitalismo que pretendem superar.

    Afinal, o povo ucraniano morre de fome e de sede, mas o espaço da Ucrânia está atafulhado de armas sofisticadas, o financiamento não falta, e mercenários também não!

    Quando chegar a altura da repartição, Zelensky vai exigir o seu quinhão. Mas pagará Roma, desta vez, a traidores?
    (retirado do jornal Luta Popular)

    • Marques Aarão says:

      O herói resiste até ao ultimo tijolo que caia e ao derradeiro cadáver estendido por terra.

    • JgMenos says:

      Pergunto-me se em final, quem escreve este amontoado de tretas, se acha racional!
      Provavelmente:
      – dir-se-á anti-imperialista mas sugere uma Ucrânia desarmada contra o imperialismo russo.
      – dir-se-á anticolonialista mas nada tem contra invocar a língua como instrumento legitimador de domínio político, sem ter em conta fronteiras reconhecidas.

      Na prática um vulgaríssimo comuna sem compromisso com a verdade e a coerência.

    • Paulo Marques says:

      Uma cópia basta.
      Mas quanto à defesa, são os próprios que a querem, da esquerda à direita, com mais ou com menos propaganda. Já basta outros só terem pedras no seu caminho escolhido de auto-determinação.


  5. Parece que a próxima personalidade a ser recebida na Assembleia da Republica apesar dos fortes protestos do PCP será Maia Sandu, a presidente da Moldávia.
    https://www.dn.pt/internacional/general-russo-admite-objetivo-de-ocupar-sul-da-ucrania-e-uma-regiao-da-moldavia-14791220.html

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