Compreender Seguro

Seguro tem de suportar a tralha socratista e isso é dose cavalar. Tem de suportar os líderes-sombra, candidatos naturais à herança da liderança, como Costa. Tem a beata socratista Isabel Moreira cujo Padrinho  o Primadonna, quem haveria de ser?!  lhe deu o tacho parlamentar como prémio de larga língua de pau, e deu-lho a fim de ela parecer de Esquerda e, logo, cheia daquela misericórdia social vou-ali-e-já-venho, com a coerência de dinamitar por grosso o acordo com a Troyka que o mesmo Governo cessante socratesiano negociara. Seguro tem tido, pois, de engolir muitos sapos e até se compreende que, não tendo ele os milhões que outros têm para conspirar e comprar opiniões abonatórias até do diabo ou de um monte de merda, tenha de blindar-se e blindar a sua liderança acossada a partir da vingativa e mal-fodida Paris. De todos os sapos e de todas as tralhas com que o Suave Seguro arrosta, o menor de todos é Marcelo.

Não me inscrevo no PS, porque sou socialista

Foi o que Piteira Santos respondeu a Mário Soares e é aquilo que penso. Obrigado pela informação, Baptista Bastos.

O que vai à horta e o que fica à porta

Depois de coreografias baseadas na valsa e no tango, o PS, sempre pouco seguro, prossegue o caminho da abstenção, tal como fez ao longo dos últimos seis anos, quando se asbteve de escolher políticas a favor da Educação, da Saúde ou do Estado Social, preferindo ajudar bancos e garantir favores a construtores civis, a concessionários de auto-estradas ou a vendedores de equipamentos informáticos.

Diante de um assalto disfarçado de Orçamento de Estado, António José Seguro aceitou ficar à porta, mesmo fazendo de conta que não tem nada a ver com aquilo que Passos Coelho e Vítor Gaspar andam a fazer no interior da horta. Se lhe perguntarem alguma coisa, o pobre dirigente socialista deverá dizer qualquer coisa como “Eu não tenho culpa! Até lhes disse para deixarem lá algumas couves!”

O PS e o orçamento: vai formoso e Seguro

“Abstenção do PS vai ser violenta mas construtiva”, garante Seguro

Ser responsável, de acordo com o discurso político dominante, é prosseguir o caminho do empobrecimento ou da retirada de direitos aos trabalhadores, é impor a quem não se pode defender uma austeridade considerada corajosa, é, ainda, não ter vergonha de afirmar uma coisa e fazer outra. Passos Coelho, já se sabe, andou dois anos a prometer o contrário do que está a fazer. Seguro assegura que o PS mantém a coerência, fazendo de conta que é contra o orçamento, mas decidindo, na realidade, ser responsável.

Seguro consegue, a propósito do orçamento, inventar uma abstenção violenta e construtiva, filha dessa indecisão de um partido que tem os genes de esquerda escondidos no fundo de uma gaveta. Agora, como é um partido responsável, já não pode usá-los.

Merecem brinde

Confirma-se a existência de um desvio no processo de consolidação orçamental. Palavras do deputado do PS João Galamba.

TOMA LÁ: Andou a dormir na forma. Este especialista acorrentado acordou de coma profundo.

António José Seguro, disse este sábado que a conferência de imprensa do ministro das Finanças sobre a situação financeira na Madeira se tratou de uma  maquilhagem feita para proteger eleitoralmente o PSD na Madeira.

TOMA LÁ: Esconda as mãos. Será melhor que o Dr. Seguro abra uma rede de salões de estética unisex espalhados pelo país. O investimento está feito bastando descer à arrecadação do seu partido e dar aproveitamento aos equipamentos de maquilhagem grossa que se amontoam inúteis e que o contribuinte paga. [Read more…]

António José Seguro e o arejamento do PS

Segundo avança a imprensa, Seguro parte em vantagem, por controlar o aparelho do PS. No entanto, qualquer pessoa que conheça minimamente os meandros partidários sabe que é fatualmente incorreto dizer-se que qualquer candidato domina o aparelho. Quando um candidato dá a impressão de dominar o aparelho partidário, o que se passa é exatamente o oposto: o aparelho domina o candidato [Read more…]

Os profissionais da política

Fico triste por ver este país entregue, de forma cada vez mais acentuada, aos profissionais da política (vulgo, pessoas cuja experiência profissional se resume, grosso modo, a uns telefonemas e, eventualmente,  discursos em sedes partidárias). Sócrates, Assis, Seguro e Passos Coelho são a evidência de que a Lei de Gresham está em pleno vigor na política nacional.

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