Mais de metade dos trabalhadores jovens portugueses têm contrato a prazo

É evidente que o motivo da pouca eficiência do trabalho são as leis demasiado protectoras do trabalhador. </sarcasmo>

Não me inscrevo no PS, porque sou socialista

Foi o que Piteira Santos respondeu a Mário Soares e é aquilo que penso. Obrigado pela informação, Baptista Bastos.

Leis laborais: carga parlamentar

A discussão sobre a revisão das leis laborais na Assembleia da República, em boa verdade, não precisa de cobertura jornalística: a direita continua a fazer tudo para retirar direitos aos trabalhadores, agradecendo o apoio da troika; o PS continuará a abster-se violentamente, como partido que se considera “responsável”, projectando um timbre de esquerda que soa a uma voz de direita; a esquerda afirma que os trabalhadores continuam a perder direitos. [Read more…]

João Proença: justificar o injustificável

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O líder da UGT estará certamente com problemas de consciência, com graves perturbações da tranquilidade do espírito e da mente. As insónias impedem o “sindicalista” de dormir em sossego, uma noite que seja. Não há ‘Prozac’, ‘Xanax’ ou droga do género que lhe resolva o problema. O médico, coitado, confrontado com a impotência dos fármacos, certamente ter-lhe-á dito: “Oh homem desabafe em público, sem preocupações de dizer a verdade, afirme o que sente e julgue correcto”.

E o Proença não foi de modas. Primeiro, como o vídeo demonstra, veio o lamento de que estes dias não têm sido fáceis para a UGT. Todavia, por ser lamento de escasso impacto, lá acrescentou alguns ludíbrios e sofismas, das quais extraímos um exemplo:~

Despedimento  por inadaptação vai ter uma aplicação “extremamente reduzida”

Esta afirmação, que não passa de tirada demagógica e sem sustentabilidade, junta-se a outras de que Proença se serve para justificar a assinatura do ‘Acordo de Concertação Social”, com a atoarda de que a aplicação do ‘memorando da troika’ seria bem pior – Passos Coelho e o Álvaro, lembre-se, exteriorizaram o entusiasmo de terem conseguido exceder o exigido pela ‘troika’. Alguém,portanto, está a mentir e, neste caso, segundo me parece evidente, é o Proença.

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Leis laborais, economia e desenvolvimento

Em post anterior, o António Fernando Nabais critica Angela Merkl, pela sua defesa da alteração das Leis laborais em Portugal. Vou passar à frente da discussão sobre quem trabalha mais horas, não preciso de explicar que um trabalhador pode passar 10 horas no seu posto de trabalho e produzir menos do que outro, fazendo exactamente o mesmo, que trabalhe apenas 7 ou 8, na mesma empresa, dispondo das mesmas condições, isto para não aparecerem nos comentários com a ladainha do costume, que a culpa é dos empresários, mal preparados, alguns até estão, reconheço sem qualquer problema, infelizmente é raro ver um sindicalista e mesmo  os simpatizantes dos partidos de esquerda, admitirem que também existem trabalhadores melhores que outros e mais motivados, conseguindo por isso apresentar um nível de desempenho superior. E devem em minha opinião ser também melhor remunerados, pelo que ao slogan “para trabalho igual, salário igual”, falta acrescentar, desde que o resultado seja também ele igual. E permitir o despedimento individual, sim, as Leis necessitam de ser reformuladas, será legítimo que um trabalhador possa deixar a partir de determinada altura, de produzir, apenas porque lhe apetece? É que já vi e conheço, se pensarmos um pouco, todos conhecemos, casos de pessoas que estão há 20 anos ou mais numa empresa, e apenas porque não foram promovidas, deixaram de produzir, procurando obter uma rescisão por mútuo acordo, com indemnização e de preferência direito a subsídio de desemprego. [Read more…]

Então, e os serviços mínimos na saúde?

O Henrique Raposo está a delirar com febre e ninguém o interna?

Ao defenderem leis laborais ultra defensivas (as mais restritivas do espaço da UE, aliás, do espaço da OCDE), a UGT e a CGTP contribuem para a ausência de criação de novos postos de trabalho, de novas empresas.

Está mal. Ainda é atropelado por um elefante azul na sua própria imaginação.