Com todo, mas mesmo todo, o meu amor, para o criminoso de guerra Barack Hussein Obama


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Os EUA estão a pensar em abolir a Pena de Morte?

EUA aumentam as suas tropas no Afeganistão

Os EUA assinaram o Tratado de Proibição de Minas Anti-Pessoais?

Guantanamo já fechou?

Essa coisa chamada protocolo

 

 

Esta imagem pode ou não dizer muito. Conforme a vossa disposição para a interpretar. Eis a minha, em síntese: O Canadiano parece mostrar-se distraído, olha de forma inocente e descontraída. Parece mesmo mais preocupado com a gravata e com os botões do casaco. E provavelmente está. A jovem senhora do protocolo quer recolher o papel com a indicação da localização do representante do Canadá e ele mantém-no preso debaixo do pé.

 

Perante isto, o estado-unidense mantém o olhar  no horizonte. Aquilo que se passa ali não parece ser nada com ele. Olhar firme, embora algo desconfiado, como a testa e o sobrolho parecem destacar. Posse de Estado, sem mais.

 

Já os dois europeus, francês e italiano, estão entretidos. O momento parece diverti-los, embora ao francês se deva atribuir um maior grau de boa disposição e ao italiano uma acentuada cobiça.

Nenhum deles mexeu uma palha para ajudar.

Será que o conflito Leste-Oeste continua actual? Porque terão atribuído o Prémio Nobel da Paz a Barack Obama?

BLOGGER CONVIDADO  – JOÃO MACHADO

 

 

Barack Obama, Presidente dos Estados Unidos da América desde Janeiro do corrente ano, foi agora galardoado com o Prémio Nobel da Paz. Muitos duvidam que ele o tenha merecido, tendo até em conta o pouco tempo decorrido desde o início do seu mandato. Mas entre nós, Mário Soares não hesita em classificar o prémio como corajoso e oportuno, até pela controvérsia que está a provocar[1]. Fidel Castro não condena, mas teria preferido Evo Morales[2]. Contudo outros comentadores divergem nesta opinião. Na própria América a atribuição do prémio recebe críticas de vários quadrantes. Howard Zinn, historiador e membro destacado do pensamento político da esquerda norte-americana, assinala num artigo publicado no The Guardian[3], que vários dirigentes dos EUA receberam o mesmo prémio, apesar de terem tido responsabilidades decisivas em conflitos de grande magnitude, como foi o caso de Henry Kissinger, ou do Presidente Theodore Roosevelt, e que a atribuição do prémio a Obama, vai na mesma linha dos anteriores, ao distinguir governantes que prometem a paz, mas promovem a guerra. Conclui pelo descrédito em que caiu a instituição Prémio Nobel da Paz. Mas por outro lado, este prémio também mereceu reacções negativas dos falcões norte-americanos, que chegam a acusar Obama de enfraquecer e limitar o poder dos EUA, ao abandonar as políticas seguidas pela administração de George W. Bush[4].


 

 

Vai continuar a discutir-se, sem dúvida, se a atribuição do Prémio Nobel da Paz a Barack Obama foi justa ou não. Inclusive parece terem havido muitas dúvidas no próprio comité que o atribuiu. Quem deve estar mais próximo da razão, é o cartoonista do Diário de Notícias, Bandeira, que, com humor e siso, diz que o prémio talvez tenha sido preventivo.  

 

No meio destas críticas e discussões, Obama parece realmente em dificuldades para conseguir implementar as ideias que apresentou quando candidato à presidência dos EUA. Olhando apenas a política internacional verifica-se que a colocação dos presos de Guantánamo noutros países marca passo, que a retirada do Iraque vai demorar e que a guerra no Afeganistão está a aumentar de intensidade. Na América Latina, os problemas continuam. Num aspecto, contudo, parece ter havido algum progresso no caminho para a paz, que foi a suspensão da implantação do sistema anti-míssil na Europa de Leste.

 

Este sistema anti-míssil foi talvez a última grande jogada da administração Bush, para fortalecer o domínio dos EUA sobre o mundo. Apresentado como uma defesa contra o terrorismo, e para contrariar uma eventual ameaça do Irão, foi óbvio para toda a gente que estava apontado à Rússia. A acção de Obama contribuiu obviamente para um abrandamento da tensão internacional. Enfrenta contudo no seu país a oposição dos chamados falcões, e mesmo de alguns países do Leste europeu. A suspensão anunciada, embora não pareça ser definitiva, parece ter acalmado um pouco os governantes russos, e facilitado o caminho para entendimentos no sentido do desarmamento, ao abrigo dos tratados de não-proliferação nuclear, dos START, SORT e outros[5], ou segundo novos caminhos a encontrar.

 

Em 1991 deu-se a implosão da União Soviética. Desde então vários países tornaram-se independentes (países bálticos e asiáticos, Ucrânia, Geórgia) e outros aspiram a tornar-se independentes (como a Tchetchénia). Mas têm-se verificado violentas disputas em vários destes países, normalmente envolvendo o estatuto das comunidades russas nele residentes. O abastecimento de combustíveis ao Ocidente é igualmente fonte de tensão, devido à disputa pelo controle dos pipelines que lhe servem de suporte. A referida questão do sistema anti-míssil, a recente guerra na Geórgia, o problema do Nagorno-Karabakh, a base militar de Manas que os USA continuam a manter no Quirquizistão, apesar da oposição russa[6], a pretexto da guerra no Afeganistão, são indícios de que o anterior conflito Leste-Oeste continua, talvez com menos impacto no campo ideológico. Esta situação denota a manutenção de uma estratégia de cerco à Federação Rússia, orquestrada através da NATO, a qual já aderiram vários países que anteriormente fizeram parte do extinto Pacto de Varsóvia.

 

Mantém-se como possível o cenário de um confronto entre uma grande potência continental, como é o caso da Rússia, que continua a ter um grande potencial militar (incluindo um arsenal atómico de grande dimensão), embora mais reduzido do que no tempo da URSS, mas ainda capaz de fazer grande pressão sobre os seus vizinhos, e a superpotência mundial, os EUA, de uma força militar inalcançável pelos seus eventuais rivais, e com um controle pouco contestado sobre os circuitos económicos mundiais. O papel de outras potências, como a União Europeia, a China e o Japão, e mesmo de potências emergentes, como o Brasil e a Índia, poderá fazer com que luta política no futuro não se resuma ao confronto entre dois blocos, como no tempo da Guerra Fria. Será contudo desejável que a Organização das Nações Unidas aumente cada vez mais o seu papel, para defender os povos dos outros países, e as populações desfavorecidas, que são cada vez mais em várias zonas do globo e preservar a paz.

 

[1] Ver Diário de Notícias de 13 de Outubro de 2009.

 

[2] Ver Granma, 15 de Outubro de 2009.

 

[3] War and Peace Prizes, The Guardian, 10 de Outubro de 2009.

 

[4] Recentemente foi constituído um grupo, Keep América Safe, encabeçado pelo influente neoconservador William Kristol, e pela filha do ex-secretário de estado Dick Cheney, Elisabeth Cheney, da qual se diz estar prestes a fazer a sua entrada na política activa. Este grupo tem basicamente como objectivo apresentar Obama como um líder fraco, e defender as políticas mais agressivas de George W. Bush. Um texto de Jim Lobe, “Foreign Policy Hawks Launch New Campaign Against Obama”, publicado em 14 de Outubro de 2009 no site commondreams.org., apresenta  um sumário da acção deste e de outros grupos ideologicamente próximos.


[5] O tratado de não-proliferação nuclear foi assinado em 1968. Até ao momento foi ratificado por 189 países. A Coreia do Norte assinou o tratado, mas posteriormente retirou-se. Índia, Paquistão e Israel nunca o assinaram. As SALT (Strategic Arms Limitation Talks), que duram desde 1968, levaram aos START (Strategic Arms Reduction Treaty). O START1 expira em Dezembro do corrente ano.  O SORT (Strategic Offensive Reduction Treaty) assinado em 2002, está em vigor até 2012.

[6] Ver The Guardian, Kyrgyzstan agrees deal to keep crucial US airbase open, por Luke Harding, em 23 de Junho de 2009.

 

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O Prémio Nobel da Paz, rejuvenecido

Podia-se dizer que a atribuição do Prémio Nobel da Paz a Barak Obama, seria uma surpresa. É verdade que ninguém estava a espera, e, todos ficamos felizes. A minha felicidade é apenas porque o Prémio deve incentivar ao Presidente a acabar a guerra de Iraque-notem bem, acabar a guerra de Iraque, digo, e não uma retirada. Usar essas palavras significa uma obrigação para que os iraquianos não combatam mais entre si. Nunca esqueço o dia em que foi eleito Presidente dos EUA. De imediato escrevi um texto no jornal O Interior, Intitulado: Finalmente! É verdade também que o prémio Nobel da Paz não´tem o mesmo significado desde o ano 1973, por ter-lhe sido atribuído a um criminoso que em Setembro de 1973, após dinamizar um golpe de Estado, em Novembro desse ano foi premiado. O seu colega no Prémio, Le Duc Tho, rejeitou o galardão por motivos conhecidos por todos nós. Ele tinha lutado para acabar a guerra do Vietname, o outro, após da incentivar, virou do avesso e procurou essa paz…anos depois! Le Duc Tho, tinha estado na luta e sabia o que a guerra era e a sua felicidade pela paz era autêntica.

Mas, será justo misturar Obama, esse grande pacificador, com falsos profetas? No seu discurso pré entrega do Prémio, prometeu solenemente acabar as guerras do mundo. De certeza, consegue. E mais nada digo. O facto de comentar o Prémio do Presidente, da família Iraquiana Hussein, é um orgulho: laços de parentesco, não com o ditador, mas sim com um país que sofre, como o sem Prémio Nobel deixa nas suas mãos a responsabilidade que Bush, o seu predecessor no crgo, nunca quis assumir: que o povo Iraque viva em paz. Que os Chitas não perturbem a paz. Que os Sunitas estejam reconciliados entre si e com o povo que sofre. O novo Nobel da Paz, é semelhante ao Dalai Lama, quem também recebera esse galardão. Desde o meu humilde sítio de escritor, penso e sinto que Academia Sueca não podia ter escolhido uma melhor pessoa que Barak Obama Hussein