Com todo, mas mesmo todo, o meu amor, para o criminoso de guerra Barack Hussein Obama


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De Natura Sonora, ou, em mau Português, belíssima Sanfona de Sucatas

 

 

Imagem do KAOS

 

Vou tentar ser breve, porque hoje estou com uma cólica de minaretes. Eu explico: quando vamos à Suíça é para ver os Alpes, e quando vamos ao Magreb é para ver minaretes, tudo o resto é contra natura, e deve ser referendado pelo Senso Comum.

Também é do senso comum que eu, se, por acaso, vier a passar por uma porta e ouvir gemidos e agitação do outro lado, tenho o direito de espreitar pela fechadura e pôr o ouvido colado à porta. Se — e continuamos nos "ses" — eu fosse um GNR mal formado e descobrisse que a minha tronchuda estava do outro lado da porta, ajoelhada, a fazer uma valente mamada a um fuzileiro, e os grunhidos vinham de aí, para a história se desenvolver à latina, o GNR arrombava a porta com um pontapé, e dizia, "eu mato-te, minha puta!…", e matava mesmo, e, com um pouco de sorte, furava o fuzileiro também. Como Dante, no "Banquete", eu poderia dizer que esta minha história continha as quatro vertentes hermenêuticas do texto sagrado: o literal, o alegórico, o moral e o anagógico. O literal é que a gaja ia mesmo de ali com as tripas de fora, para alguma urgência de Badajoz, morrer espanõla, e o fuzo ficava no chão com um buraco em forma de alvo, no centro da testa, evitando voltar sem pernas do Afeganistão, por ter ido "obamamente" defender as Rotas do Ópio; alegoricamente, era mais uma cena dos divórcios simplex do solnado; a moral da história é que ele nunca deveria ter parado a ouvir grunhidos de prazer, do outro lado de uma porta de face oculta, porque podia estar a ouvir alguém conhecido; anagogicamente, isto era o "Face Oculta", à Portuguesa, ou seja, iam de ali para um tribunal de comarca ligeira, a gaja tinha direito a um bruto funeral, o fuzileiro ia a enterrar, ainda com as calças pelo joelho, e o GNR recebia uma repreensão escrita, com direito a liberdade condicional, e repetição do ato.

O restante Portugal, ainda mais literal, evita que estas coisas do rés do chão transbordem para os reles patamares do Estado, e, portanto, se num colar o ouvido à porta, eu, por acaso, oiço um Primeiro Ministro a atentar contra o Estado de Direito e passo adiante, das duas três, ou sou corno manso, ou o Primeiro Ministro já devia estar na rua há eras, ou não vivemos num Estado de Direito. O interessante da coisa não é se o escutado foi escutado, ou não, no devido local, e se foi, ou não, consentido, mas, sim, se o conteúdo do escutado era, ou não era, crime de Lesa Estado.

O cidadão comum já percebeu o que está em jogo, e que é o mesmo de sempre.

No fundo, já atingimos o patamar mínimo de poder emitir juízos de validade moral e de higiene pública, que nos permitem dizer que ouvir coisas destas — mas vão MESMO ouvir — ou destas, dispensam tribunais, procuradores da república e supremos juízos, para percebermos que, de facto, deveriam ter tido outro desenvolvimento processual e histórico.

São já matéria excedente, na qual o cidadão comum tem realmente o dever de exercer o seu direito de indignação, e, enquanto não o exercer, não estaremos nem num Estado de Direito nem numa Europa Civilizada.

 

De Natura Boliqueimorum, seguido de Velhos Dias Felizes

Imagem do KAOS

Há quase um mês que não tenho vontade nenhuma de escrever, mas posso explicar, metade, por causas naturais, outra tanta, por milagres da Fé, e vamos já aos milagres da fé: como, desde nunca, desde que me lembro, Portugal parece estar agora bem, o Governo não se sente, e aquelas calosidades que, diariamente, nos massacravam na televisão, desapareceram. É certo que há umas recaídas, porque ficámos com a suspeita de que Portugal era governados por sucateiros, “de facto”, e por pseudo-sucateiros, como Armando Vara, que não conseguia, por mais “Independentes” que tivesse frequentado, chegar aos esplendores de um verdadeiro sucateiro. Digamos, sem ofensas, que Vara estava para a Sucata como as cópias da Loja dos Chineses para os originais da Place Vandôme, e mais não digo. O País estaria, portanto, calmo, se a Maria, de Centro Esquerda, não insistisse em comportar-se, perante as mulheres da Cimeira Ibero Americana, como a doméstica de serviço, mas, nisso, ela até é um anti Vara, já que lhe veio na massa do sangue, e, quando levou a Rainha Sofia a ver a Paula Rego, mais uma das pedras negras do nosso imaginário, só lhe conseguiu fazer soltar um “sim, já tinha ouvido falar, mas nunca tinha visto…”, ou coisa parecida, que é o equivalente Borbón, do “coitadinhos, também precisam…” Um dia destes, o Barahona Possollo passa a rasteira à Megera da Paula Rego, que vive de feitiçarias, e diz que as figuras dela “são más (!)”, como se isso pudesse ser coroa de glória para um verdadeiro pintor, sobretudo para Goya, que ela bem tenta imitar, mas que, realmente, vivia sofridamente os horrores do seu tempo, ao contrário dessa doida, exilada em Inglaterra, e a tentar fazer-nos engolir, através de deslumbrantes aparatos técnicos, os quais a transformaram numa “deslumbrada”, o seu miserável imaginário de côdea rançosa, mas…, olhem…, até estou farto dessa, vinha era falar de um País, onde um governo de arrogantes se escondeu num canto, à espera de que a Oposição o faça cair, e de uma Oposição que se juntou, noutro canto, à espera de que eles fiquem à espera de que eles os façam cair. Acho maravilhoso, e vale cem sóisinhos a dançar, na Cova da Moura, perdão, da Iria, e poderia continuar assim, eternamente, não fossem os números do nosso descalabro financeiro e económico estarem inexoravelmente a rolar, como numa irreversível ampulheta. Vamos ter mais dois mesitos disto, e depois caímos na real, e vai ser muito mau. O que a Sinistra Alçada fez já é disso ameaço: a bruxa da Lurdes escondia o estrangulamento das carreiras em coisas do tempo da Casa Pia dela, como “titulares” e “excelentes”, e ainda me “ha dem” explicar o que seria isso no imaginário de porteira da outra, mas esta é pior, porque, com o seu sorriso de camelo, muito típico daquela estirpe de cínicas, já sacudiu a água do capote, e deixou-se de “excelências” e passou diretamente a falar de quotas ditadas por disponibilidades financeiras, astúcia velha desde Salazar, que é tirar o cavalinho da chuva, e deslocar as responsabilidades do Ministério da Educação para o das Finanças, velha retórica que nos colocou, durante todo o séc. XX, na Cauda da Europa. Há gente que está muito calminha, a acreditar na… “mudança“.

Mas não era disso que eu vinha falar.

Hoje… (deixa-me cá olhar para o relógio), sim, hoje, dia 1 de Dezembro, faz anos que Portugal decidiu que tinha, idiossincrática e definitivamente, um bom par de coisas que o separava, forever and ever, da Coroa Española, e concordo plenamente com isso: amigos, amigos, negócios à parte, e cada macaco no seu galho, de España, nem bom vento nem bom esquentamento, e assim teríamos rolado, se não nos tivéssemos transformado, com o Senhor Aníbal, de Boliqueime, no Caixote de Lixo da Europa. Os sucateiros e limpadores de toxinas que se lhe seguiram só aprimoraram a tendência, e isto está realmente mau, como Soares, um dos construtores da velha Europa Utópica, recentemente referiu. É mau, para uma velha Nação, que o seu destino final tenha permitido ser colocado colocado nas mãos de dois indigentes intelectuais, de duvidoso cariz moral e imprópria formação académica. Para acabarmos, ao menos que tivéssemos acabado às mãos de pés de seis dedos de um degenerado de sangue contaminado, como aconteceu em Alcácer-Quibir, mas nunca nos calcanhares dos “porreiros, pá“, da Cova da Piedade, e dos Diplomas da “Independente“.

Dia 1 de Dezembro de 1640, uma Maria, de então, decidiu que mais valia ser Rainha, por um dia, do que Duquesa, toda a vida. Em 2009, por volta da mesma data, dois badochas, mais uma outra Maria, decidiram que, afinal, sempre mais valia ser mulher a dias toda a vida do que cabeças erguidas, por uma só mais hora que fosse.

Um dia, que já esteve mais longe, voltaremos a sair para a rua, porque as nossas profundas padeiras de aljubarrota não perdoam a canalha desta estirpe. E eu estou, muito sentadinho, à espera desse belo dia.

(Assoprado no “Aventar“, no “Arrebenta-SOL“, no “Democracia em Portugal“, no “Klandestino“, na “Sinistra Ministra Isabel Alçada” e no “The Braganza Mothers” )

Uma Sanfona de Contradanças, em forma de "Aventalinho"

Imagem KAOS

 

Vêm-me sempre lágrimas aos olhos, sempre que soa Música em Portugal. Sou um melómano. Quando a Sanfona tocou, eu chorei: ela é lindíssima, sobretudo quando branqueou o BPN, e vinha, ao mesmo tempo, vender rifas do "Águias", de Alpiarça. Tantas que eu comprei…

Nem Dante se atreveria a tanto.

O segundo naipe é o António Contradanças, porque imagino a Sónia Sanfona a tocar flauta de papos, com o António Contradanças todo agarrada à Vara, a esfregar a rata e a fazer o número da Viuvinha do "Freeport", enquanto lhe metem "luvas" nos silicones, e o Godinho faz um "rap", bué ritmado, nas Sucatas.

Eu sei que tudo isto cheira a "Passerelle", e que já estamos a imaginar uns gajos camorrianos, um dia, a dispararem, e a deixarem os passeios cheios de sangue, com mulheres de bigode a fugir, desesperadas e aos gritos, como aquelas Palestinianas, que fazem ULULULULULULU com a língua, sempre que se livram de mais um filho drogado, desempregado e repetente, em forma de cinto-bomba.

Falta a Isabel Alçada, para escrever umas Aventuras no Banco Central Europeu, com o Vítor Constâncio, vestido de Heidi, a ir ocupar, pelo Princípio de Peter, uma vice presidência do Banco de Calotes de Bilderberg.

Eu sei que até aqui tudo isto já metia nojo, sobretudo, se pensarmos que o gajo que queria, e vai, queimar as escutas de Sócrates/Vara, foi reeleito Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, ou lá que nome é que essa merda tem. O tipo tem um ar sinistro, e tem tudo escrito na cara, pelo que acho que não necessito de gastar mais palavras para o caracterizar, pelo que regressei ao Constâncio, e pensei: "se esta azémola já tinha chegado à Presidência do Banco de Portugal pelo Princípio de Peter, que outro Princípio, mais alto, o teria levado a ser promovido ainda mais acima?…"

E foi aí que, sendo hoje dia 13, a Senhora me apareceu a dançar, toda na descontra, de braço dado com o Solzinho, e se me fez luz, nesta pequena cova de iria que transporto no meu coração: quer Constâncio, quer Noronha do Nascimento estavam a erguer-se aos Céus movidos pela única indústria que continua florescente em Portugal, a Indústria do "Aventalinho".

Bem hajas, Grande Oriente Lusitano, a gente agradece.

 

(Aventalado no "Aventar", no "Arrebenta-Sol", no "A Sinistra Ministra",  no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", e na casa de putas do "The Braganza Mothers")

A Amélia das Sucatas

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Imagem KAOS

 

As taxas de combustível estão altíssimas e isso torna as Maldivas muito longínquas, e já está toda a gente a pensar para que é que as Maldivas são chamadas para aqui, mas isso ainda é segredo: posso adiantar que estando muito perto do nível do mar, a erosão salina faz desaparecer a sucata muito depressa, por aquelas paragens, ao contrário de cá, em que se enrolam em trapos pretos, e vão viver para umas terras de nomes horríveis, na Beira, e ficam com a sucata toda lá por baixo, enfim, supõe-se que seja por isso que os garanhões da pastorícia — ainda há pastores — prefiram as ovelhas, a terem de comer a avó do melhor amigo…

Tirando esta introdução, muito metafísica, como viram, vou já falar do tema do dia, que é quando a gente pensa que já chegou à última cave, a Nação tem sempre uma surpresa, e lá levanta mais um alçapão, e mostra-nos uma subcave, bafienta, e ainda mais deprimente, que, afinal, nos rege na sombra.

Antigamente, no tempo em que o António Variações fazia de Cesévora Ávida, e nada lhe escapava, nem na goela, nem na cloaca, o rés do chão era a corrupção do Futebol, mas o avião fez-se um pouco mais à pista, e descobrimos que, por detrás do Futebol se escondia o nível inferior, dos Construtores Civis, e eu pensei, "pronto, chegámos às bases…", mas a verdade é que as bases ainda não eram essas, e ainda havia as rainhas, as princesas e as camareiras da sucata, uma espécie de discretas vascas francas, que saltavam à vara por cima de uns godinhos que só deus sabe em que ferrugem habitavam.

É deprimente saber que, enquanto a Rússia tem o Kremlin, os States, a Casa Bran… perdão, Preta, a França, o Eliseu, o País é governado a partir de uma sucateira, e, portanto, qualquer Plano Tecnológico, qualquer Plano Nacional de Leitura, ou qualquer Plano de Ação da Matemática estão, não só cronológica, como espacialmente desfasados da Realidade, como, aliás, todos pressentimos, embora nos choque ver a confirmação.

Eu até aqui estaria descansado, mas deixo de estar descansado, quando penso, por analogia, que, se já ontem o último patamar foi vencido por um mais baixo, também amanhã aparecerá qualquer coisa ainda mais subterrânea, que fará parecer a Sucata um Belvedere, ou "un Petit Trianon".

Tudo o resto que vou escrever é pura imaginação, mas suponho que, por detrás dos sucateiros, amanhã, se descobrirá que quem realmente governa este país sejam aquelas velhinhas dos sacos, recoletoras do lixo, que entornam os caixotes verdes no passeio, para grande desgosto do António Costa e alegria dos cães e gatos famintos, que têm bigode, dizem palavrões rosnados, e nos ameaçam com a bengala, mas que, em contrapatida, naquelas sacolas, amarradas com cordéis sujos, transportam segredos, matéria cifrada, e o registo de fluxos financeiros importantíssimos. No fundo, só a nossa desatenção não o permitiu ainda descobrir: basta olhar para a corcunda de cada uma dessas sombrias criaturas, e para o disfarce perfeito de… sei lá… de pobres, sim, de pobres, que elas põem, para se ver que, na verdade, são realmente poderosas.

Isto não sou eu a delirar: mal a gente vira as costas, elas tiram dos bolsos telemóveis caríssimos, de platina, e ligam para o Obama, tratam-no por tu, com vozes de Maria João Avillez, exercem pressões e chantagens no Héron-Castilho, e ditam todas as oscilações do preço do Petróleo e do Plutónio, no Golfo Pérsico. É por isso que eu adoro viver no Umbigo do Mundo, e me sinto todos os dias importante, e cada vez mais  seguro, e espero que vocês também.

 

 

(Hexagrama do latão do lixo, no "Aventar", no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "KLANDESTINO", e em "The Braganza Mothers")

 

Celebrações de Novembro: há 4 Anos arrancava "The Great Portuguese Disaster (1985-1995)", o blogue mais radical contra Cavaco

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Éramos pouco, mas ferozes: o primeiro "Arrebenta" (uma bichona, que até entrevistas dava…) "Pinto Ribeiro", o "Lúcio Ferro", a "Katia Rebarbado d’Abreu", o "SAF", o "Daviduskas", e a minha querida e saudosa e doida "Freira Antónia".

Como Blogue Eleitoral, desapareceu na noite da sinistra eleição — mais 10 anos de Cauda da Europa.. –", mas esta Entrevista e estas imagens tornaram-se em Grandes Clássicos da Blogosfera.

Vá, toda a gente a cantar "Parabéns"!!!!!… 🙂

 

(celebrado no "Aventar", no "Arrebenta-SOL" e em "The Braganza Mothers" )

Simão das Braguilhas

 

 

Imagem KAOS

Dedicado à Eva, mas não por causa da maçã, que eu não sou dessas coisas…

 

[…] e Jeová virou-se para Adelaide, que já então estava prenha daquele que viria a ser seu filho, e disse-lhe, "em boa verdade te digo que irás abandonar aquele que antes foi teu esposo e tuas coisas, para que agora possas viver na expiação dos teus males", e sem mais a ouvir, o Céu cobriu-se de previsões do defunto Antímio de Azevedo, e choveram rãs, enquanto Adelaide, como se de uma cigana se tratasse, largou as terras de Covilhã, buscando, perto do Bairro do Fim do Mundo, as novas paragens de Cascais. E, sendo o caminho longo, eis que as dores do parto subitamente lhe vieram, mas sendo Badajoz demasiado longe, as nuvens afastaram-se nos Céus, e o Senhor dos Sem Rosto disse-lhe, com voz segura, "nada temas, porque tudo isso já estava escrito, e agachar te ás junto de umas urzes, e soltar se te ão as àguas, para a vinda daquele que eu consagrei como teu Filho, e não receies, nem que seja zoado, na Boca do Inferno, como o Anticristo, porque na verdade dos Profetas lhe deverás apôr o nome de "José", já que se dará com carpinteiros, sucateiros e outros homens de fossas fétidas, e presidirá aos Finais dos Tempos". 

E Adelaide, como uma Romena de filhos emprestados, assim aportou ao Bairro do Rosário, onde vivia seu irmão Simão, que se dedicava a costurar braguilhas às Tribos de Judá, aos Filisteus e até aos gentios de Canãa. Era Simão um homem próspero, embora a Natureza nele tivesse posto sinais de fêmea, como rebolar a anca, e pôr os pulsos quebrados como os cangurus de Queensland, mas sendo a terra rica e falha de artistas no seu ramo, não havia mulher que lhe não entregasse o marido, para que lhe desenhasse a braguilha, na perfeição.

Vivia assim Simão como um Santo, todo o dia ajoelhado, entre pernas de homens, e aquelas Senhoras da Quinta, conhecida pela "Da Marinha" e as da Gandarinha Fina, quando desciam das suas horas de chá, no "Cidadela", e no "Baía", e procuravam, nos cavernames dos navios da areia, marinheiros de pesca, que lhes dessem a meia de leite do "english tea", não sabiam nunca, quando botavam a mão aos fechos da braguilha, em busca da ordenha masculina, que per isso ali trabalhavam com obras de costuraria do ilustre Simão, que eram as únicas testemunhas do seu "british swallowing cum".

E, assim, perto de Simão foi crescendo José, conhecido pelo "Sapatilhas", cujo mau gosto no vestir já então era voz, entre todas as mulheres sábias, e sabidas, de Cascais, que lhe profetizavam ir acabar como o tio, sendo aquela zona toda muito dada ao vício da Sodomia, como o Profeta Marcello, que metia rapazinhos pelas traseiras, salvo seja, de sua casa, não fossem as vizinhas todas, mulheres de muito falar, e sempre penduradas à janela da Gandarinha, saber que a cousa assim rolava, pela vontade de Jeová.

Houve então um dia em que vendo o tio ajoelhado, José lhe perguntou, "por que estás nesses preparos, não sendo hoje dia santo, nem estando sequer a Arca da Aliança defronte de nós?…", e ele lhe respondeu, "para que um dia tenhas um Diploma, e uma "Cova da Beira", e uma "Lena" e uma "Abrantina", e muitos sacos azuis, e um "Freeport" e "Coincinerações" e um "Héron-Castilho" e uma "Sovenco".

Sendo estes nomes estranhos ao jovem, cuja família era toda de meios irmão, e primos, nascidos de ventres de saras ressentidas, e ressequidas, logo a atenção se lhe virou para o tio, e lhe perguntou, "e ajeitando tu assim as braguilhas a tantos homens de Cascais, por que não me ajeitas, tu, a minha?…", pelo que Simão, que era um sábio, lhe respondeu, "porque, como tu o disseste, só ajeito braguilhas de homens, e nem quereria que esta Bíblia fosse considerada, por nossa causa, um livro de maus exemplos, nem que nela houvesse o incesto de que aqui me falas, pelo que deverás, pela aurora, tomar o caminho de Lisboa, e de aí rumarás à Costa de Caparica, onde, como o Senhor do Trovões a ti predisse, deverás procurar um outro homem, chamado Goucha, que te ensinará o resto das tuas artes, e te dará tudo o que te falta". E assim se fez, e José viu que era bom […]

 

(Profetizado no "Aventar", no "Arrebenta-SOL", e em "The Braganza Mothers")

Jantares de Autor e Termodinâmica Clássica da Bloguística

 

 

Imagem Kaos e dedicado a todas as generosas pessoas que mantêm viva a Reflexão Pública, neste trise País

 

 

Finais de mês e pontos de encontro são sempre lugares ideais para reflexões "à vol d’oiseau". Sendo a Bloguística, como Descartes diria, Ciência nova e de fronteiras por desbravar, a ancoragem terá de ser feita anteriormente, e vamos lá bem aos primórdios, aos "chats", às caixas de comentários, e a uma era ainda bem mais antiga, em que os protocolos da fala de fantasmas se processavam através de "Telnet", e eu posso afirmar que ESTIVE LÁ, com a mesma força da gravidade de quem pôs as botas na Lua.

Depois, desde as chamadas páginas pessoais, a mais este fenómeno efémero dos Blogues e das hediondas redes de comunicação, os "Twitters", os "Facebook", os "Orkuts" e essas merdas todas, que as pessoas adoram, por se julgarem lugares inimitáveis do Mundo, e alimentarem silenciosos narcisismos da permanente contemplação dos outros — e eu cada vez estou menos nessa — portanto, desde essas eras que o inexorável Segundo Princípio da Termodinâmica, a Prova do Tempo, se exerce, e vou já direto ao tema: aquando do colapso do primeiro "The Braganza Mothers", pelos acasos de uma reles intriga de serralho, já eu estava, há muito, a abandonar o lado utópico do Virtual, e a questionar, como matéria de pesquisa vindoura, as palavras em que continuo a acreditar, quer AQUI, mas, sobretudo, AQUI.

 

Na Realidade, a Utopia Virtual já estava, com uma apressada degenerescência, a imitar todos os vícios da Realidade, importando cinismos, impunidades, cobardias, bastardias e jogos de opressão, impróprios de quem inaugurava um Novo Mundo da Expressão. Mais, ainda, gerava, no seu próprio fio evolutivo, uma permanente mancha de "spam", que, muito "ad laterae" e muito difusamente, até dava 1% de razão à miserável Clara Ferreira Alves e ao seu memorável período de má prosa e mau perder: "A blogosfera é um saco de gatos que mistura o óptimo com o rasca e acabou por tornar-se um prolongamento do magistério da opinião nos jornais. Num qualquer blogger existe e vegeta um colunista ambicioso ou desempregado ou um mero espírito ocioso e rancoroso. Dantes, a pior desta gente praticava o onanismo literário e escrevia maus versos para a gaveta, agora publicam-se as ejaculações. Mas, sem querer estar aqui a analisar a blogosfera e as suas implicações, nem a evidente vantagem dessa existência e da qualidade e liberdade que revela por vezes, destituindo do seu posto informativo os jornais e televisões aprisionados em formatos e vícios, o resíduo principal de tudo isto é que os jornais mudaram, e muito, e mudaram muito rapidamente. Parafraseando Pessoa na hora da morte, We know not what tomorrow will bring."

No que a mim respeita, mero fantasma literário, que nasceu pelas caixas de comentários do "Expresso on-line", tenho a plena consciência do Devir. Nesse tempo de primeiro colapso, alguém me disse que, como nos seus tempos áureos, nem que o "Braganza" fechasse as portas, já teria desempenhado, na atitude, postura, irreverência e intervenção, o equivalente ao "Independente" dos Anos 80, mas isso ajuizará como certo ou apologético quem assim melhor o entender, porque eu não venho aqui falar disso, mas só referi-lo, de passagem.

Como todos os fantasmas, o "Arrebenta" gerou amigos apaixonados e respeitáveis inimigos, pessoas com as quais, por igual, me dou sinceramente bem: porque estamos em paridade, o que é excelente, num país de expressão livre e maturidade intelectual, ao contrário das patologias da perseguição, aqui exemplicadas, e aqui ridicularizadas por terceiros, mas isto não impede a reflexão sobre o tempo de vida útil de uma ficção, e ontem, ao sentar-me, para jantar, com algumas das altas patentes da Blogosfera, também estava em cima da mesa, como tema de debate, a utilidade, ou inutilidade, de continuar a escrever(-se), ou, se preferirem, de se continuar a escrever. Pessoalmente, tenho muito mais vida para além dos blogues, e, neste preciso instante, andar por aqui é um optar por estar aqui, enquanto poderia estar noutro lugar, eventualmente de maior prazer e com mais relevância, ou de maiores consequências, no nosso frágil devir terreno.

De existência, assim por alto, já leva a Ficção, "Arrebenta", 8 anos de existência, exatamente o tempo que o "Independente" levou a passar do esplendor ao declínio, o que pode ser uma bitola, e aviso, para medições futuras…

Ontem, discuti o cenário, aliás, já aventado aqui, de, pura e simplesmente, interromper a escrita por… inútil. Não é inocuamente que abrimos uma televisão, para ouvirmos desbobinar os nomes de todas as Empresas Públicas desta Cauda da Europa, ligadas por um mesmo, ou mesmos, "Polvos".

A pergunta pertinente, é, pois, valerá a pena escrever uma mais linha que seja, contra um estado de coisas destas?…

Esta é uma questão pertinente.

Ao nosso redor, as coisas definham e emergem: o "Abrupto", coisa que nunca frequentei, por lastimável, suponho que agonize, e agonize e agonize; os blogues aguerridos, para os quais fui, sucessivamente convidado, estagnaram, e falo do "A Sinistra Ministra", que era chateado e perseguido por tudo o que era o "Sistema" — e com quem eu, ainda ontem, discutia o interesse e a validade de manter "on-line" o espaço, que continua a ter um peso notável no "Google" –, o "Democracia em Portugal", que a Imprensa adorava, e ora está anquilosado, a excelente "Grande Loja do Queijo Li
mi
ano
", que se fraturou, entre o brilhante "José" e… nada, e, acima de tudo, o caso mais preocupante, o "Do Portugal Profundo", em cujas caixas de comentários, num dado momento, se iam sacar todas as informações proíbidas de Portugal, e que, agora, sobretudo depois da grave cisão, se desertificaram.

Infelizmente, tinha razão, quando o previ, nesta "Sonata al Santo Sepolcro", RV 684.

"The Braganza Mothers" nunca foi um espaço de comentários alargados, como o "Aventar", por estes tempos, em plena adolescência, mas que também deve começar a refletir no que escrevi atrás: há uma Síndroma do Silêncio, quando as caixas de comentários emudecem, o que nos leva a pensar que alcançámos o Poder das Escrituras, ou já, ou ainda, não existem temerários que nos afrontem. Qualquer das hipóteses é redutora e empobrecedora, mas deixo ao vosso critério debatê-la.

Hoje, é tão só a Noite do "Haloween", e este é um décimo do texto em que vinha anunciar que tenho mais vida para além dos blogues. Não, não é deixar de escrever, nem sequer arrumar na gaveta o "Arrebenta", uma de muitas outras personagens, de maior ou menor sucesso, que tenho vindo a criar, desde 1995, até por que isso, como ontem se debateu num jantar de autores, poderia ter um efeito dominó, e começar a calar muitas outras bocas, QUE É ISSO QUE "ELES" QUEREM, e assim ficaremos, atentos, preparados, armados até aos dentes, à espera de que a Realidade ainda se afunde e decline, muito mais depressa dos que as nossas ficções blogosféricas.

Até quando?…

Pois… até amanhã, com certeza, como sempre…       🙂

 

(Por pura necessidade explicativa, no "Aventar", no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", e em "The Braganza Mothers" )

Três mulheres numa só vida de Sócrates

 

 

Imagem KAOS

 

Eu sei que é estranho vir, a esta hora da noite, falar de "mulheres" com Sócrates, já que é o mesmo que tentar fazer um "cocktail" de água e azeite, mas, como o Governo ainda está no seu período de estado de graça, resolvi dedicar esta minha meia horinha, depois da meia noite, para o nosso bem amado agente técnico de engenharia de Vilar de Maçada.

A primeira mulher de Sócrates acabou no Parlamento, como prémio de consolação, depois de ter descoberto que não podia competir com o legítimo, já que gostavam ambos de pernas peludas. Partiu-lhe um braço com um candeeiro, quando descobriu a mentira em que vivia, mas é hoje como Deus: não se vê, mas sabe-se sempre que está lá, e bem instalada. 

A segunda, mais polémica, diz-se que o ajudava a vestir, mas ao contrário da primeira, que, entre bocejos de frete e tédio, lá o deve ter conseguido ajudar a despir, pelo menos duas vezes, não o conseguiu, depois, despir nunca. Condoo-me, com sinceridade e emoção, com Fernanda Câncio, nessa sua dor de não conseguir tirar a farda, ao boneco de lata que ajuda a mascarar. Têm muito bom gosto, os dois, exceto na batata que ele tem na ponta do nariz, e não há Armani que a disfarce.

A terceira é mais complicada, e chama-se Lena, um verdadeiro avião, com umas mamas brutais, e uma cona sempre húmida, e ávida de receber encomendas. A prima, a Abrantina, é mais dada ao lesbianismo, o que fica sempre bem entre duas gajas, e é o sonho de qualquer homem, que é o de ver aquelas línguas castro-laboreiras a laborarem vorazmente nos grandes lábios umas das outras.

Tudo isto seria brilhante, e erótico, não tivesse vindo, via mais um daqueles passarinhos que me amam, e que me disse que era, hoje em dia, abertamente, conversa de contentor, na sujeira das obras: o impoluto e honesto Secretário de Estado do Ambiente, o tal que deixava o motorista do Estado parado à porta da "Independente", enquanto fingia que ia acabar um curso, e era "um dos pilares do Governo PS e (…) tido como a integridade em pessoa (!)", parece que dava uns jeitos de modo a que a Lena, sempre húmida, fosse ganhando concursos por esse mundo fora. 

Não me perguntem como, porque não sei.

Dizem as más-línguas que o Paulo Pedroso, um gajo sério, e vereador da Câmara de Almada, andou pela Roménia, nos intervalos dos rapazinhos, a construir, mais a Lena, essa vaca, autoestradas, embora a coisa já esteja agora disfarçada em capitais franceses, porque Sua Excelência, "a integridade em pessoa", é extremamente hábil em usufruir e imediatamente apagar pistas, embora me tenham garantido que não foi tão rápido que a coisa não estivesse já para estoirar. Acontece, não é?…

Ao pé disto, o Armando Vara vai parecer uma história de porteiras.

Acho que me vou calar por aqui. A minha especialidade nunca foram investigações, e vou odiar quando a Procuradora Cândida Almeida for nomeada, para branquear, mais uma vez, o assunto. Sobretudo, com o desemprego que grassa em Portugal, o que menos eu quereria ver era a Lena fechar as pernas, e acabar com ainda mais gente no olho da rua, ou até — horror dos horrores — a Abrantina deixar de ser fufa, porque eu adoro fufas.

 

 

A Sinistra Ministra Isabel Alçada II, seguida de sábios vereadores das Novas Oportunidades

TEXTO DE ARREBENTA

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

 

O Kaos continua-me a falhar com a primeira representação oficial da Sinistra Ministra Isabel Alçada, de maneira que vamos com as Letras, que abraçam a Ignorância, uma justa alegoria da situação.

Hoje, até porque estou muito mais entretido a polir um osso de dinossauro, vou tentar ser breve, e vou voltar ao pobre do Filipe, e do bom ano em que nos conhecemos, e nunca mais me esqueço dele, com ar apavorado, quando eu lhe pus o K. 466, na tonalidade demoníaca de Ré Menor, para lhe mostrar o que podia ser a inquietação e o medo, e ele me perguntou, "mas, olha, tu queres mesmo ser meu amigo?… É que eu venho de uma família tão má, que, na Covilhã, até temos um ditado que fala de nós, e passo a repeti-lo: "Alçadas e gaios, se os virdes, matai-os…"

Suponho que não seja preciso dizer mais nada, e, como há exceções, lá seguimos amigos, mas com a sombra da nova Sinistra Ministra, a que dá facadas com sorrisos, a emergir, no crepúsculo do Socratismo — sim, rapariga, Ana Maria Magalhães dará uma boa Secretária de Estado — e, se ela não aceitar, sempre tens uma série de bruxas que tu e eu bem conhecemos, e que podem alçar-se, salvo seja, aos cargos. (Já repararam em como aqueles blogues, muito aguerridos, da "Educação", se calaram agora, não vá a nova Sinistra lembrar-se de convidar algum dos seus rigorosos autores para o Gabinete?… Pois… É…)

 

A Isabel recuperou uma história semienterrada, e agora vamos aos temas sérios, o traço de caráter da cínica, ambiciosa, pretenciosa e "snob" nova Patroa da Educação, de um tempo passado, quando, mal a Gulbenkian rejeitara o Plano Nacional de Leitura, da autoria de Conceição Rolo e Manuela Malhoa Gomes, através daqueles artifícios, muito conhecidos, da desculpa, olhe é muito bom, mas nós não queremos, que mais parecem aforismos do que argumentos, ele ter, logo de seguida, ressurgido, como "ideia" própria de Isabel Alçada. Boa safra, e há quem ainda tenha também, bem sonante, o timbre de voz, reles e ordinário, de ela a afrontar a Maria do Carmo Vieira, dizendo-lhe que, no Português, os Clássicos não tinham interesse algum (!). Suponho que preferisse as Aventuras da sua Boca da Servidão…

O resto é ainda mais triste, e retrato da taberna suja em que vivemos: donas e donas da rua, diariamente, se dirigem aos Centros de Novas Oportunidades, para obterem o "tal" diploma, que lhes confirma aquilo que sempre afirmaram, "saberem tanto como doutores…", mas a derradeira informação veio-me da Laura "Bouche", daquelas figuras que, se um dia despejasse tudo cá para fora, não era o Governo que caía, mas o País inteiro… É uma história, linda, comovente, um conto de fadas para o vosso sábado, e até podem investigar quem será o protagonista, que eu não tenho pachorra nenhuma para essas minudências.

Então, resume-se assim: com a nova escória eleita para a Câmara Municipal de Lisboa, uma sua velha amiga, de outras eras mais serenas, advogada, vai ficar agora tutelada, e às ordens, de um Vereador, persona grata, que está a acabar de tirar o 9º Ano num CNO.

Such a wonderful world… 🙂

 

(Escrito com a ligeireza do tédio dos sábados à noite, no "Aventar", no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra Isabel Alçada", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

 

As imagens do silêncio das palavras

TEXTO DE ARREBENTA

 

Num tempo que já não é o nosso, defrontaram-se duas sensibilidades de uma Revolução: uma venceu, encostou-se à Opus Dei, e acabou por enfiar, em Belém, um cavaco que nem para lareira reles servia. A outra dissolveu-se nas memórias. A História podia ter sido outra, mas não foi. Das águas mais presentes, vem um gajo, a quem 64% dos Portugueses disse que não queria voltar a ver como Primeiro Ministro, mas que, como é habitual, na Cauda da Europa, lá teve o direito a bisar. Pelo meio, decidiu que os militares, mesmo na reserva, estavam inibidos de emitir opiniões (!).

 

Ele lá sabe do que tem medo.

 

Como militar na reserva, "O Cacimbo" silenciou, mas foi substituído por um Fotoblogue.

 

Força, Álvaro: suponho que sejam as imagens do silêncio das palavras.