Guantánamo, a promessa de Obama

Retrato oficial do Presidente Barack Obama na Sala Oval da Casa Branca, 6 de Dezembro de 2012, por Pete Souza

Os anos passam depressa e a memória do homem é curta, convém por isso lembrar que na base naval americana de Guantánamo, em Cuba, existe há 15 anos uma infame prisão onde são enterrados vivos os suspeitos da guerra ao terrorismo. Trata-se de uma prisão onde os prisioneiros não têm direito a julgamento, onde se usam técnicas de controlo meticulosamente estudadas para destruir a vontade, para esvaziar de personalidade os encarcerados.

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Guantánamo está-me a matar

Prisioneiros em fatos de macaco laranja aguardam numa área temporária sob o olhar atento da polícia militar no campo “Raios-X” na Base Naval de Guantánamo, em Cuba, durante o processamento para o centro de detenção temporária em 11 de janeiro de 2002. Aos detidos vai ser dado um exame físico básico por um médico, que inclui uma radiografia do tórax e recolha de amostras de sangue para avaliar a sua saúde. Foto do DoD (departamento de defesa) pelo sub-oficial de primeira classe Shane T. McCoy, da Marinha dos EUA.

Os EUA mantém prisioneiros em Guantánamo, à margem de todas as leis, sem acusação e sem julgamento homens sem qualquer esperança (muitos deles capturados ainda menores). As notícias nos media normais sobre este caso em Portugal são mínimas (ao contrário do que aconteceu quando os criminosos combinavam a guerra de agressão).

A seguir ao corte pode ler o testemunho de Samir Naji al Hasan Moqbel, preso há 11 anos em condições desumanas (traduzido do New York Times).

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Preso aos 21

Levado para uma prisão no estrangeiro, nunca acusado, submetido a toda a sorte de maus tratos, nunca libertado. Adnan Farhan Abdul Latif morre após 11 anos de cativeiro em Guantanamo (Em inglês).

A Isabel Moreira disse que o Primeiro-Ministro não é mentiroso

Em resposta ao Daniel Oliveira, ainda sobre o Wikileaks, a Isabel Moreira disse que o Primeiro-Ministro e o Ministro dos Negócios Estrangeiros não são mentirosos.
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A sério, disse mesmo. Mas ainda não consegui parar de rir.

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Wikileaks: EUA agradecem a Sócrates a utilização da Base das Lajes para repatriar os presos de Guantanamo

La Embajada de EE UU describe a Sócrates como un político “carismático”, un “eficaz pragmatista” y un líder “tozudo”, que se “resiste a tomar medidas que parezcan una cesión a la presión de la opinión pública”. Los diplomáticos agradecen a Sócrates haber “permitido a EE UU usar la base de Lajes en las Azores para repatriar a detenidos de Guantánamo”, “una decisión difícil que nunca se hizo pública”, señala un despacho de septiembre de 2007.

Para quem não percebe espanhol: os Estados Unidos agradecem a José Sócrates por ter permitido utilizar a Base das Lajes para repatriar os presos de Guantanamo. Algo que até hoje nunca tinha sido tornado público.

Ainda não é desta que se demite?

O que se diz por aí

Já passou um ano desde que Barack Obama foi eleito. Há quem veja mudança, há quem veja continuidade. Parece-me que dentro dos EUA há uma mudança em curso, desde logo em sede de assistência social e médica. Quanto a políticas externas, vejo mais dinheiro para a guerra – Afeganistão e Iraque incluídos – sem resultados, uma prisão em Guantánamo que se mantém, e por aí fora. Pelo menos tiros continuam a não faltar em terras do Tio Sam. Lá nisso a tradição ainda é o que era.
Também o futuro do Haiti, que vive redobrados momentos de aflição, poderá ser uma oportunidade para ver diferenças de fundo, se as houver, da eleição de Obama.
Faria de Oliveira traçou o perfil dos interessados no BPN. Pelos traços, será mais um banco a ficar em mãos estrangeiras, depois do dinheiro público lhe ter dado um bom arranjo. Mas as melhorias ainda não vão ficar por aqui, pois ainda haverá uns ajustes para tornar o BPN mais apetecível, pois desta venda depende o reembolso da Caixa, estando para já afastado o cenário de integração do BPN.
Nas Grandes Opções do Plano, entre outras medidas, comenta-se a possibilidade dos portugueses de votar em qualquer ponto do país. Eu preferia que as opções e políticas governativas, de agora e do futuro, dessem antes de mais, vontade em ir votar.

Guantanamo já fechou?

Venha ver o paraíso

A actual Miss Venezuela e Miss Universo, a loiríssima Dayana Mendoza, descreveu a base militar de Guantánamo como um local “relaxado, tranquilo e bonito”, onde os prisioneiros “se divertem com filmes, aulas de arte, livros”. Dayana visitou a base na companhia da Miss EUA, Crystle Stewart, tendo ambas sido convidadas pelo USO (United Service Organizations), uma organização que tem por objectivo dar apoio moral aos soldados americanos no exterior e organizar actividades recreativas para as tropas. Estas afirmações virão provavelmente calar todas as organizações não-governamentais que têm vindo a denunciar absurdos atropelos aos direitos humanos, atropelos que claramente nunca existiram numa base militar em que os prisioneiros passam as tardes a discutir o significado da última cena do “2001”, a aperfeiçoar técnicas de pintura a óleo ou a aproveitar os anos de clausura para finalmente pôr em dia o “A La Recherche. Deve ter sido, aliás, pela experiência vivida por estes prisioneiros ao longo da sua estada em Guantánamo, que Luís Amado tão amavelmente se ofereceu para acolhê-los nas cadeias portuguesas. É que esta gente não pode estar quebrada pela tortura, pelos processos obscuros que os condenaram a penas longuíssimas, pela colaboração pouco clara da equipa médica (os Biscuit) com os interrogadores. Iremos vê-los descer do avião que os traz desse lugar relaxado, tranquilo e bonito, com os rostos bronzeados e enfurecidos por terem sido forçados a trocar o paraíso por Portugal. E que dirá Chávez da sua compatriota Miss Universo?