Os Talibans da moralidade

Eu percebo que o primeiro-ministro não goste de se ver representado como um suíno de lápis enfiados noj’olhos. Eu também não gostaria de me ver assim representado, se bem que me pareço mais com um rato.

Puxar a cartada do racismo, por um lado, desvaloriza todos os reais actos de racismo (que é estrutural, diga-se) e, por outro, atropela todo e qualquer pressuposto da liberdade de expressão (e artística).

Somos todos Charlie Hebdo, mas não caricaturem o primeiro-ministro de Portugal porque isso é racismo. E uma caricatura que representa Hitler com a estrela de Davi, para chamar a atenção para o genocídio do povo palestiniano, é anti-semitismo. E um actor cis-género a interpretar uma personagem transexual é transfobia. E uma escultura em forma de falo pode chocar os senhores padres pedófilos. E isto serve, (também e) sobretudo, para a wokice que, em certas camadas, invadiu os espaços à esquerda.

Relembro o desenho abaixo representado, que indignou muita gente beata, porque Talibans das liberdades há-os um pouco por toda a parte, sejam mais progressistas ou mais conservadores.

Ide.

Imagem retirada do site esquerda.net

A blasfémia e a beatificação de mãos dadas. Onde é que eu já vi isto?

A cerimónia de beatificação de uma freira italiana mobilizou centenas de prostitutas para uma cidade queniana (JN)“. Alguém tinha que representar Maria Madalena não é mesmo?

a depressão de Fátima

depressão

 Estou ciente de ter escrito e publicado hoje, um ensaio sobre se há fé de Fátima salvar-nos-ia desta falência. Tive o melhor coração para chamar a atenção do povo que não é a fé em uma divindade criada por pastores e que atingiu o mundo inteiro, o que nos salvaria da falência, das dívidas, dos juros do dinheiro em empréstimo, o que operaria o milagre, seria trabalhar e criar riqueza com indústrias transformadoras de matéria-prima e vender a preço de mercado, aos países que carecem delas. [Read more…]

João Paulo II, a beatificação de um ultramontano

A beatificação de João Paulo II terá lugar no Dia do Trabalhador,  coincidente, este ano, com o Dia da Divina Misericórdia, instituído pelo citado papa em 2000.

João Paulo II sucedeu, como se sabe, a João Paulo I, cuja  causas da morte, após 33 dias de papado, permanecem misteriosas. David Yallop, no livro “Em nome de Deus”, adianta algumas teses, admitindo  a hipótese de envenenamento. João Paulo I, Albino Luciani de nome de baptismo, era um homem progressista, comprometido com as novas concepções e as doutrinas sociais emanadas do Concílio Vaticano II, em 1962, por iniciativa de João XXIII. Conquanto sob forma mitigada, com Paulo VI houve alguma continuidade.

João Paulo I perseguia o objectivo da intervenção efectiva da ICAR no combate à pobreza, em sintonia com a Teologia da Libertação integrada na práxis católica reconhecida pelo concílio. Tinha igualmente o propósito de libertar o Vaticano das diabólicas  fraudes financeiras, patrocinadas pelo maquiavélico Marcinkus, por sua vez correlacionadas com a falência do Banco Ambrosiano, a morte do ex-admistrador desse banco, Calvi, e ainda a ligação à loja maçónica P2. [Read more…]