Braga, o Medo e o Respeitinho

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A AUTO-CENSURA é mais tenebrosa que o MEDO?*
(o tema é mesmo supermercados)

Um grupo de cidadãos reúne-se em Braga (“a terceira cidade de Portugal“) para discutir a implementação em curso de (mais) um supermercado numa zona consolidada da cidade.
A dar eco deste debate sobre urbanismo e qualidade de vida na cidade está presente a Rádio Universitária do Minhowww.rum.pt

Na cidade, publicam-se os dois únicos jornais diários de todo o Minho, o Diário do Minho – de assumida inspiração católica, – e o Correio do Minho – assumidamente inspirado por quem quer que queira pagar.
Na terceira cidade de Portugal, nenhum dos dois jornais diários aqui publicados optou por dedicar um único parágrafo a um debate sobre urbanismo (mau urbanismo, na minha opinião).
Será porque a autarquia, convidada, declinou o convite para se fazer representar?
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Afinal quem é o palhaço?

 

 

Em 2011, José Manuel Coelho, deputado na Assembleia Legislativa Regional da Região Autónoma da Madeira pelo PND, chamou “agente da CIA” e “maçónico” ao advogado Garcia Pereira, do partido PCTP/MRPP, “que instrui os processos que o dr. Jardim põe aos democratas”. A invectiva foi proferida quando o partido que representava foi acusado de plagiar os comunicados do PCTP/MRPP, numa altura em que José Sócrates tinha já apresentado a sua demissão e os partidos políticos se posicionavam para novas eleições.

Depois de ter sido, pelo facto, absolvido em Março de 2016 na primeira instância, por o tribunal ter entendido, e bem, que as expressões foram utilizadas no contexto do conflito político, entre adversários que brevemente disputariam o mesmo eleitorado, ambos figuras públicas – o que fazia com que as imputações não fossem sequer típicas, ou seja, não preenchessem sequer a descrição do crime de difamação previsto no Código Penal (a imputação de facto ou formulação de juízo ofensivos da “honra ou consideração”)  -, o arguido Coelho foi recentemente condenado, em recurso, a uma pena de prisão efectiva – por “difamação agravada” – pelo Tribunal da Relação de Lisboa. A pena deve ser cumprida durante 72 fins-de-semana por períodos mínimos de 36 horas e máximos de 48 horas.

A sentença condenatória é um repositório de bolor jurídico, incapaz de fazer uma leitura do Código Penal português que seja conforme à Constituição, e explica na perfeição porque o Estado português, pela actuação dos seus juízes, já foi mais de 20 vezes condenado no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEDH) por violação do artigo 10.º da Convenção Europeia dos Direitos do Homem (CEDH), que protege a liberdade de expressão. Na verdade, para a Relação de Lisboa, o artigo 180.º do Código Penal – que já muito questionavelmente criminaliza a difamação- consagra a prevalência do direito à honra sobre o direito à liberdade de expressão, excepto nos casos em que este é utilizado para satisfazer um interesse legítimo (costuma invocar-se o direito à informação) e as expressões difamatórias correspondam efectivamente à verdade (ou o seu autor tenha fundamento para as considerar verdadeiras), o que na circunstância não se verificou.

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Nem tudo é a mesma merda

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A Cour de Cassation de Paris deu provimento, na semana passada, ao recurso de uma decisão judicial que ilibava o animador Laurent Ruquier de ter cometido, no seu programa de televisão “On N’Est Pas Couché” (FR2), uma difamação, ao exibir, entre outros cartazes eleitorais imaginários publicados no Charlie Hebdo, um cartoon que comparava Marine Le Pen a um fumegante cagalhão (“étron”). Não obstante a decisão recorrida ter salientado que Ruquier, ao mostrar todos os cartazes e afirmando «c’est satirique, c’est Charlie Hebdo», se distanciara daquele cartaz específico – não tendo por isso cometido uma infracção penal, a mais alta instância judicial francesa considerou que os limites da liberdade de expressão do apresentador foram no caso ultrapassados, ordenando um terceiro julgamento, com recomposição dos juízes, pela Cour d’ Appel de Paris.

Noutro recurso antes interposto pela mesma senhora, a Cassação tinha reconhecido que o humorista Nicolas Bedos, ao tratar, num polémico apontamento de humor publicado no semanário Marianne, Marine Le Pen por “cadela fascistóide” (“salope fascisante”),  não ultrapassara os limites da liberdade de expressão. Le Pen contestava, bem entendido, apenas o uso do substantivo “salope”, no qual não se revê, e não do adjectivo “fascisante”.

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O esgoto jornalístico e a hipocrisia do velho regime

OP

A “liberdade de expressão e de imprensa”, na concepção da Direita e dos jornais que apoiam as causas de Direita, funciona assim:
– Se vários jornais, incluindo jornais de referência, como o Público, mentem nos artigos, manipulam os números nos artigos, ou usam subterfúgios semânticos desonestos nos artigos para corroborar a tese que eles próprios subscrevem, trata-se de um saudável exercício de liberdade de expressão e de imprensa.

– Se cidadãos, com ou sem filiação política, exigem a correcção dos erros e mentiras dos artigos e reivindicam a objectividade e isenção que deontologicamente deveriam pautar a actividade jornalística, já não se trata de liberdade de expressão e de imprensa, já passa para o campo dos safados da Esquerda que, alegadamente, lidam mal com a liberdade de imprensa.

É curioso, mas, objectivamente, chegámos mesmo ao distópico e paradoxal momento da história em que exigir rigor e isenção jornalística é classificado como censura e opressão aos jornais.
Vivemos num momento em que a desinformação do esgoto jornalístico, que é o Correio da Manhã, consegue ser o projecto jornalístico com maior exposição do país e em que o folhetim da extrema-Direita, o Observador, habitualmente troca de directores, jornalistas e opinadores com estações públicas e privadas de notícias. E, no entanto, se alguém de Esquerda ousa questionar esta esmagadora predominância da Direita na comunicação social, os spin doctors do costume invertem o problema e dizem que a Esquerda tem um problema com a liberdade de expressão e de imprensa. E há malta que cai mesmo nesta nova caça às bruxas, numa espécie de Macartismo renascido.
Irónico, não é?

Irónico e simples de perceber, não é?

Via Uma Página Numa Rede Social.

A imprensa ao serviço do directório liberal

AM

Wolfgang Herles, antigo director da televisão pública alemã ZDF, acusou esta semana o executivo de Angela Merkel de dar orientações muito específicas sobre a linha editorial que a estação deve seguir, nomeadamente a forma como alguns assuntos devem ser abordados ou o próprio alinhamento dos noticiários, decidindo sobre o que pode e não pode ser alvo de cobertura informativa. Herles acrescentou ainda que o comentário político segue a linha da coligação no poder (CDU/SPD). [Read more…]

Charlie Hebdo, um ano depois

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Deus, uma AK-47 e o olho que tudo vê. Religião, terror e medo. Quase um ano após o atentado, o mundo é um lugar ainda mais inseguro. Pena que alguns terroristas continuem a ser recebidos de braços abertos no Ocidente.

Há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não!

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Informo que tomei esta difícil decisão de não permitir comentários aos meus textos após uma longa reflexão depois de uma campanha inqualificável em que fui alvo de ataques pessoais e profissionais sustentados em escabrosas mentiras, insultado e até ameaçado, quase diariamente, ao longo de vários meses.

Peço desculpa, por esta minha decisão, aos meus companheiros do Aventar e aos leitores que civilizadamente comentavam os meus textos, mas estou convicto que compreenderão esta minha difícil opção.

Eu sou um democrata, defensor absoluto do debate, da pluralidade de ideias e da liberdade de expressão, porém não posso permitir que alguns cobardes aproveitando-se da possibilidade de poderem comentar os meus textos usem esta funcionalidade para diariamente, várias vezes por dia, atacarem a minha honorabilidade e idoneidade pessoal.

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Os perfis falsos e a criminalização da sua conduta na Internet

2_thumb-1Hoje as diversas redes sociais, os fóruns de comentários de jornais, rádios e televisões estão repletos de perfis falsos.

Aqui fica o alerta, para aqueles que, neste blogue, ou noutro qualquer, bem como nas redes sociais se encondem atrás de perfis falsos com o intuito de mal tratar, insinuar ou insultar as mais diversas pessoas ou instituições,que poderão ser sancionados civil e criminalidade pelos tribunais.

Numa notícia muito interessante do jornal Público que aborda a questão da actividade das pessoas no Facebook e dos perfis falsos o advogado Manuel Lopes Rocha recorda que ” a identidade de cada um é protegida civil e criminalmente. Ninguém tem o direito de usar a identidade de outrem”.

Na mesma notícia o juiz Joel Ramos Pereira afirma que “se a coberto desse perfil falso forem proferidas expressões ou feitas imputações, não está excluída a responsabilidade do efectivo autor do facto”.

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Democracia e liberdade de informação

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(imagem Rui Tukayana/TSF)

A proibição de publicação no Correio da Manhã (CM) e demais órgãos de comunicação social detidos pelo grupo Cofina de notícias ou outros conteúdos informativos sobre a investigação que prossegue no DCIAP ao ex-primeiro-ministro José Sócrates é um evidente excesso. Um excesso censório que atenta contra a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa e o direito à informação.

Podemos não gostar do jornalismo que é praticado pelo CM, considerar que peca por manifesta falta de isenção e pluralismo, e também por excesso de perseguição política a determinados actores e/ou sectores da sociedade portuguesa, isto é, por falta de imparcialidade – condição do jornalismo deontologicamente auto-enquadrado, o único que aceitaríamos legítimo num mundo idílico, onde para além de jornalismo tablóide e sensacionalista não houvesse também médicos esquecidos do juramento de Hipócrates, advogados a soldo, etc.

Podemos considerar que esse jornalismo cabe na categoria do entretenimento mediático ou que é propaganda, por evidente e reiterada manipulação da informação e dos dados e factos que a sustentam, omissão de contraditório, anulação de adversários, violação do segredo de justiça, etc., práticas que revelam um exercício deliberado de desinformação, em favor da manutenção de audiências populares. [Read more…]

ONU pede libertação imediata

dos 15 activistas detidos em Angola.
[Rede Angola]

Quantos de nós estaríamos dispostos a morrer por uma causa?

Uma pergunta de Patrícia Fonseca, na Visão, num belo resumo sobre o que se passa em Angola.

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(c) Luaty Beirão fotografado por João Pacheco

Terrorismo monárquico em Espanha

Aqui ao lado, opinar contra a Coroa nas redes sociais passa hoje a configurar crime de terrorismo. Na Europa, a liberdade de expressão vive dias de apoteose.

Raif Badawi

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Teve o azar de nascer na Arábia Saudita.

Teve o azar de ser um homem de liberdade num país onde esse direito não existe.

Teve o azar de encontrar no seu caminho já espinhoso um juíz que, não se sabe por que motivo, o deve odiar e insiste em querer condená-lo à morte.

Teve a sorte de num primeiro julgamento o juíz não o poder julgar e condenar por apostasia (afastamento da religião, punível na Arábia Saudita com a morte por decapitação), mas entretanto teve o azar de os poderes dos tribunais terem sido alargados e esse mesmo juíz poder agora julgá-lo por esse crime tão hediondo.

Raif Badawi foi primeiramente condenado a 10 anos de prisão e a receber 1000 (mil) chicotadas, à ordem de 50 por semana. Recebeu apenas a primeira flagelação. O seu corpo não aguentou. Ficou doente. Desde então, não voltou a ser torturado com as chicotadas, e com tanta pressão internacional, havia a esperança de que ele pudesse ser libertado. Mas agora chegou a pior de todas as notícias: suspeita-se que Raif Badawi, um nosso colega, blogger como todos nesta casa, defensor das liberdades como todos nesta casa, vá ser julgado por apostasia.

A pressão de todos, o barulho, a luta, podem ser, neste caso, vitais para salvar a vida deste homem cuja família o espera no Canadá.

Portanto, meus caros leitores, peço que cada um faça a sua parte. Assinem a petição aqui e gritem no twitter e no Facebook (não se esqueçam de usar a etiqueta #FreeRaif) que querem este homem libertado.

Se é necessário que o mundo seja vigilante, é nestas coisas que tem que o ser. A liberdade de expressão é um direito de TODOS os povos.

Os “charlies” e a greve na TAP

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António Alves

Há cerca de 15 dias esteve para acontecer uma greve na TAP. Só não aconteceu porque o governo num acto ilegal e prepotente o impediu. O governo, à revelia da lei, uma semana antes da greve acontecer decretou uma “requisição civil”. Perante a lei da República Portuguesa a Requisição Civil só pode ser decretada depois da greve se ter iniciado e única e exclusivamente se os trabalhadores em greve não cumprirem os serviços mínimos determinados pelo tribunal arbitral ou acordados entre as partes em conflito.
O governo agiu ilegalmente e impediu de facto o exercício de um direito fundamental consagrado na Constituição da República Portuguesa. O governo violou grosseiramente a liberdade dos trabalhadores da TAP e os direitos dos trabalhadores portugueses em geral. Não me lembro de ler nenhum editorial em qualquer jornal português a criticar o governo ou de ouvir qualquer invectiva inflamada de qualquer opinador televisivo contra a prepotência governamental. Muito pelo contrário, o que li e ouvi foram muitas críticas e até alguns insultos disfarçados em vários editoriais de jornais ditos “sérios” aos trabalhadores da TAP. Da classe política “mainstream” idem aspas. Dos cidadãos em geral também nenhum deles levantou o cu do sofá para se manifestar contra esta violação grosseira da Liberdade.
Somos “charlie”? O tanas! E hoje até estou bem educado…

A Liberdade defende-se todos os dias nas mais pequenas coisas. Não é só quando morre alguém.

No País dos Papa-Charlies


Santa Paciência… todos nós aqui temos que ter para fazer humor em Portugal“.

No país dos indignados onde, como diz Bruno Nogueira hoje – “não há um único programa de humor nas televisões generalistas sobre política”  –  toda a gente clama ser “Charlie”, vão poucos anos (1987) sobre a censura explícita ao programa “Humor de Perdição“, de Herman José. Depois de uma “entrevista histórica” à rainha Santa Isabel, o programa foi tirado da antena: uns quantos bois haviam-se queixado à RTP que não podia ser, isto de andar a gozar com personagens históricas, não pode ser. E o programa foi cancelado.
Claro, há que relativizar, o tempo passa e a mentalidade muda. Devem ter sido outras as razões para que o Contra Informação também tenha desaparecido da tv em sinal aberto.

Ridendo castigat mores, Gil Vicente?

O fascismo da intolerância

islamCarlos Roque,
Maio de 2014

E eis que a Europa está a ser engolida pela extrema-direita…
O que é peculiar no fenómeno é que as análises que se fazem por aí só vão buscar a figura do nazismo para o justificar, quando, na verdade, o Hitler está morto e enterrado e é um outro facto que está a detonar tudo isto: a imigração islâmica.
Os muçulmanos quando chegam à Europa não estão interessados em participar no grande plano de Bruxelas. O que eles realmente fazem é tentar desenvolver comunidades autónomas em território europeu, com os seus micro-souks e pequeno comércio que não se mistura no resto da actividade económica europeia. As que vingam são as mais organizadas, habitualmente radicais e intolerantes, que se regem pela Sharia (a lei islâmica, que não respeita constituições).
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Detenham-me se acham que já ouviram isto antes

Como o primeiro-ministro inglês, David Cameron, insiste em dizer que adora a banda The Smiths e tem até o desplante de escolher uma canção favorita, “This Charming Man”, Johnny Marr foi obrigado a responder-lhe em público: “Pára de dizer que gostas dos Smiths, não gostas nada. Proíbo-te de gostares dos Smiths”. (Claro que fui eu a optar pelo tratamento por tu na tradução, como sabem o inglês marimba-se para essas distinções ou, tal a dificuldade de optar, prefere não enfrentar esse problema).

Também Morrissey, que optou por viver num mundo onde a causa mais importante é o bem-estar animal e as pessoas se reduzem a servidoras desse bem-estar, juntou-se à indignação do seu antigo parceiro e rejeitou a preferência de Cameron porque o primeiro-ministro “caça e mata veados – aparentemente por prazer.” É sintomático que, com tantas razões para estar contra as políticas dos conservadores britânicos, seja com os bambis que ele está preocupado, mas com quem escreveu “Heaven knows I’m miserable now” não consigo zangar-me, terá sempre o agradecimento reconhecido da minha ainda não esquecida adolescência. [Read more…]

Liberdade de expressão

Alô, alô, Pedro Rosa Mendes.

Era tão fácil não escrever sobre isto…

Unknown

 

Ontem, em Gaia. Hoje, em Lisboa. Amanhã vamos todos, como castigo pelo politicamente incorrecto do momento, a trabalhos forçados para o gulag a ser criado por estes “democratas”.

 

Pode Miguel Relvas ser criticado? Pode e deve, faz parte da vida política (e da vida em geral). Pode Miguel Relvas ser apupado? Pode ele e qualquer outro político, árbitro, juíz, médico, polícia, blogger, etc. Faz parte da liberdade felizmente adquirida com a democracia. Pode Miguel Relvas ser impedido de falar/discursar nas cerimónias para as quais é convidado? Poder pode, só não é democrático. Chama-se censura, é violentar o direito à livre opinião.

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Ao cuidado de Paulo Padrão, director de comunicação do Banco Espírito Santo

Apanha-se mais depressa um banqueiro Espírito Santo que um apenas mentiroso. Ontem soltou-se o João de Deus que há em mim. Abra-se de par em par a porta sagrada. A fantochada acabou-se. Se deus nos der vida e saúde, vais ter trabalho, muito trabalho: [Read more…]

Ser cretino é crime?

Tom Daley, atleta britânico a disputar os Jogos Olímpicos, ficou em 4º lugar na competição de saltos para água e um compatriota seu, o usuário @Rileyy_69, que a polícia britânica diz ter 17 anos, reagiu da seguinte forma no Twitter:

“You let your dad down i hope you know that” (“Desiludiste o teu pai espero que saibas isso”).

O pai de Tom Daley morreu com um tumor cerebral em Maio de 2011. O atleta queixou-se, também no twitter, do tom deste comentário. O tal @Rileyy_69 ainda pediu desculpa, mas isso não impediu que fosse detido para interrogatório e que vá agora enfrentar um processo judicial.

Que o Rileyy_69 é um cretino, não tenho dúvidas. Mas eu pensava que a liberdade de expressão contemplasse o direito a ser cretino, e que o castigo fosse a censura pública, a resposta do ofendido e de todos os que se indignam quando nos portamos como idiotas. [Read more…]

A democracia em Portugal está perfeitamente consolidada

É o que dizem, o problema são as falhas sísmicas. Myriam Zaluar conta um caso verídico do ponto de vista de uma mulher qualquer. Onde o dinheiros dos seus impostos é gasto para desconsolidar a democracia. Ou acabar com ela.

Flashmob, hoje no Chiado

Por causa da lei marcial. Um teste, portanto. Espero que tenham pedido licença ao sr. governador civil.

Salazar nunca morrerá

Acredito, intimamente, que isto de se ser democrata não está inscrito no ADN de nenhum animal e que, portanto, a solidariedade, o respeito pelo outro, a aceitação da opinião contrária faz parte do treino para que o homem seja diferente do resto dos animais. Dentro de cada um de nós, está o lobo do homem que pode chamar-se Salazar ou Hitler, mas que é sempre o mesmo animal.

Ser democrata é, portanto, uma aprendizagem e um homem será tanto mais humano quanto mais democrata conseguir ser. Julgo que não será muito arriscado dizer que foi a Europa que inventou a democracia e que a levou a patamares inimagináveis há menos de cem anos. É a mesma Europa que, comandada pelo instinto ditatorial, castiga jornalistas da TVI por divulgarem uma conversa sinistra entre um empregado português e o seu patrão, conversa essa que deveria ser do domínio público, porque diz respeito ao público.

Em Portugal, os homenzinhos que detêm poder não conseguem chegar a ser lobos, ficando-se pelo pior que há nas raposas, verdadeiros pilha-galinhas da liberdade de expressão, como se pode deduzir das decisões tomadas na RDP porque um cronista resolveu exprimir aquilo que pensa, atitude condenável pelos pequenos salazares que infestam administrações e chefias.

Diga não à ACTA

(Para ligar as legendas inicie em primeiro lugar o filme, a seguir clique no botão ‘CC’ uma vez e, depois do fundo deste botão ficar vermelho, clique outra vez e escolha o idioma na lista que aparece)

A liberdade que desfrutamos na Internet representa uma ameaça muito sensível aos poderes do nosso mundo. É por isso que assistimos todos os dias a tentativas para cercear esta liberdade, para a limitar e estrangular. O Tratado Comercial anti-Contrafacção – ACTA (Anti-Counterfeiting Trade Agreement) – não é mais do que outra destas tentativas. Informe-se neste site.

Internet censurada em Espanha, a partir de Março

Não será bem como sugiro no título, o apagar das liberdades não se faz de um momento para o outro, mas a Lei Sinde que entra em vigor em Espanha em Março, é um passo nessa direcção (pode ler também o apontamento do Público). É também um passo completamente inútil para estancar o download de conteúdos protegidos com direito de cópia.

Poder-se-á, por outro lado, revelar muito mais eficiente para travar e atenuar fenómenos como este:

 
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A OCDE, o acesso à informação e os vídeos privados

Sou apenas um cibernauta de modestas capacidades, procurando extrair benefícios do acesso a informação e conhecimentos, proporcionado por esse imenso – e por enquanto livre! – mundo da Internet. A exemplo do que sucede nas actividades da vida, também, no uso da Internet, procuro agir em estrito respeito pelas normas vigentes.

No passado dia 28 de Novembro, publiquei este ‘post’, ilustrado por vídeo divulgado, então sem reservas de privacidade, no ‘Youtube’. As imagens mostravam o chefe-economista da OCDE, Carlo Padoan, a alertar para a necessidade dos países europeus, mas também dos EUA, preparem medidas sérias para minimizar os efeitos da profunda crise prevista para 2012.

Hoje, da parte de alguém que se auto-intitula de “Lagartices”, recebi o seguinte aviso:

      Só para avisar que o vídeo colocado neste post não pode ser visualizado (This video is private)…

Cumpridor de normas, e para evitar problemas devidos à posterior classificação do vídeo como privado, decidi substituí-lo por um outro da “Euronews”. No fundo, das imagens e do que é relatado, pode ser formulado idêntico juízo: 2012, segundo a OCDE, será um ano de agravadas complexidades económicas e sociais para os Europeus.

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Liberdade de expressão e galopes de estado

Nem imaginam o gozo que me deu isto:

A Procuradoria-Geral da República (PGR) anunciou hoje que não vai abrir qualquer inquérito com base nas declarações feitas por Otelo Saraiva de Carvalho a propósito das manifestações de militares, “a não ser que factos posteriores o justifiquem”. in Público

depois de ter escrito ontem mais ou menos o mesmo: há leis parvas, o artigo 326º do Código Penal, pela sua inutilidade óbvia , ultrapassa todos os limites. A menos que a ideia tenha sido a de muito simplesmente violar a liberdade de expressão (alteração violenta do Estado de Direito pode muito bem ser lido como defender uma revolução, por exemplo), desconfio que foi mesmo.

Ou seja, só pela sua designação, vários partidos políticos portugueses seriam imediatamente extintos, numa golpada semelhante à que tem afastado os independentistas bascos de processos eleitorais, e a ideia era essa, não era?

Não houve foi até hoje condições políticas para a aplicar mas a nossa direita desde que foi vítima de um golpe de estado seguido de um processo revolucionário que não sonha com outra coisa (esquecendo-se de que chegou ao poder através do 28 de maio, uma verdade agora muito inconveniente).

700 manifestantes detidos em Nova Yorque

Antes que venha a conversa do anti-americanismo, venho eu com a conversa dos burros e das palas e, também, com aquela do maior cego ser o que não quer ver. A América (EUA), que andou décadas a celebrar a liberdade de expressão, a “exportar” democracia e a “ensinar” valores ao resto do mundo, parece ter-se esquecido da sua história e da sua Constituição.

Hoje foram detidas 700 pessoas numa das manifestações que, como temos visto, os grandes grupos de media procuram ocultar.

Voltando ao tal anti-americanismo primário de que não padeço: quem ouve os discursos dos líderes americanos (internos e externos) e os compara com as suas práticas (internas e externas) acha que actos e palavras não batem certo. E não batem mesmo.

A partir do minuto 5.17 vê-se como a imprensa é “convidada” abandonar o local.

Como escrever em bom português

Algumas pessoas andam preocupadas e confusas com o Acordo Ortográfico e com o futuro da língua portuguesa, não sabem que consoantes emudecer e deixar cair, se devem usar ou prescindir do hífen, acham complexo  o uso do acento circunflexo, circunspetam-se em função de algum acento grave ou sílaba tónica sem saber se ou o que assinalar, há quem se sinta esdrúxulo perante a utilização do K ou do W, para não referir o Y, etc, etc.

Ninharias, coisas próprias de quem não tem nada importante com que se preocupar, dirá um certo leitor meu, que achou por bem comentar livremente um texto que aqui escrevi. A minha pátria, poderia ter dito o reputado comentador, são as letras que a cada momento me apetecer utilizar (ou será apetesser otelisar?) da forma que entender.

Eis o comentário na íntegra, tal e qual recebi:

derrepente,um atentado;11 de setembro.logo apos,um video (foi eu q fiz isso) na minha engenuidade eu penso;que LOUCO teria coragem de assumir uma desgrassa dessa? teria uma facsão arquitetado minunciosamente um atentado sem saber oque viria depois? quem daria a cara pra bater? pra mim,criarão um Bin Laden. os EUA precisão dar uma resposta. depois de tanto procurar,descobrem q correrão atras de um fantasma. OQUE RESTA? 2 derrotas ou um empate? assumir o fantasma criado pelos astutos inimigos,ou (matalo) e sair como eroi? a TV cria clones atraves de maquiagem a alcaida ñ poderia fazer o mesmo? eles podem ser loucos mas,descordo q sejão burrus! 10 ANOS é muito tempo pra encontrar,ou ñ alguem

Isto, praticado sobre a língua portuguesa, com Bin Laden à mistura, parece puro terrorismo.

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