Sobre o comportamento de cidadãos investidos em funções públicas

A política externa é uma das mais importantes vertentes do governo de qualquer Estado. É assim desde que há Estado e era assim mesmo antes de o Estado existir. A sua importância releva não apenas da evidência do mundo, lugar plural onde a humanidade evolui de acordo com as características do tempo, do lugar e do modo, mas também da necessidade de partilha, comunicação e construção que essa experiência traz, sendo isso, afinal, que toma o nome de civilização.
Depois de a política externa nascer de uma necessidade primária de convivência e conhecimento, ela dirige igualmente a troca, os momentos diversos onde se manifesta a influência que uns povos exercem sobre os outros e o modo como, necessariamente, defendem em face deles a sua própria visão do mundo e a estratégia de crescimento nele.

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Presidente do Conselho Metropolitano do Porto julgado pelo crime de difamação agravada

A decisão do Juízo de Instrução Criminal do Porto, onde decorria a instrução do processo-crime em que Eduardo Vítor Rodrigues, também presidente da Câmara Municipal de Gaia, é arguido, foi hoje conhecida. A Decisão Instrutória refere que “a prova recolhida em inquérito e aquela produzida em instrução é capaz de passar e ultrapassar a presunção de inocência do arguido [Eduardo Vítor Rodrigues] e o princípio in dubio pro reo; ponderando na sua globalidade os indícios recolhidos, não subsiste dúvida razoável sobre se o arguido efectivamente cometeu o crime (…).

Assim (…) PRONUNCIA-SE o arguido Eduardo Vítor de Almeida Rodrigues, pelos factos e imputação jurídica constantes da acusação contra si deduzida.

O arguido aguardará os ulteriores termos processuais na situação coactiva em que se encontra (termo de identidade e residência)”.

O literato edil gaiense, que quando não está no feicebuque a insultar outros cidadãos de modo torpe e escabroso, tem tempo para ser dirigente nacional do PS, presidente do Conselho Metropolitano do Porto e ainda dar aulas de filosofia, terá a oportunidade de se explicar no banco dos réus, desiderato para o qual certamente continuará a contar com a preciosa ajuda dos estanques deste mundo. E até do outro.

 

Caves de Vinho do Porto: RTP diz que “existem problemas” com o World of Wine

identificados pelo Vice-Presidente do ICOMOS, que teme pela preservação do Património Mundial.

Ainda a Disneylândia do Vinho

Na sequência de um conjunto de textos aqui publicados sobre a “Disneylândia do Vinho”, empreendimento que irá nascer na zona das Caves de Vinho do Porto, em pleno Centro Histórico de Gaia, destruindo um património histórico e arquitectónico de valor incalculável, o promotor do projecto – o senhor Adrian Bridge – deixou na caixa de comentários do Aventar um “esclarecimento” ao qual é agora oportuno regressar.

Escreveu, no dia 21 de Julho de 2017, o senhor Adrian Bridge – também proprietário do Hotel Yeatman – que a imagem que estava a ser por mim utilizada para ilustrar o empreendimento World Of Wine não correspondia ao projecto “aprovado” pela Câmara Municipal de Gaia, muito embora tivesse sido como tal divulgada pela Câmara e pelos próprios promotores. E como não correspondia, o senhor Adrian Bridge teve a gentileza de fornecer a ligação electrónica para a “imagem correcta”, segundo as suas palavras, que constava de um artigo do Jornal PÚBLICO.

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Um incompetente que lê o Aventar é um incompetente informado

O “antes” (19/11/2017) e o “depois” (20/11/2017) da página oficial da C.M. de Vila Nova de Gaia (Clique para aumentar)

Num texto aqui publicado ontem, 19 de Novembro, sob o título “Gaia cai dois lugares no ranking nacional das exportações”, dava-se nota da dificuldade que o executivo da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia tem em fazer contas simples, confundindo valores de uma disparidade monumental, relevando incompetência e ignorância sobre a estrutura económica do concelho cujos destinos políticos comanda.

Ainda assim, dá-se o caso de a autarquia gaiense ter um alarme ligado ao Aventar e a incompetência ter sido prontamente disfarçada e o erro corrigido. Infelizmente, o ridículo não se apaga, nem a inépcia se cura com alarmes. E não tem que agradecer.

Gaia cai dois lugares no ranking nacional das exportações

Os recursos públicos afectos à propaganda nem sempre conseguem disfarçar a genuína incompetência de quem propagandeia, antes a acentuam e deixam exposta ao juízo dos observadores menos desatentos. Vem isto a propósito de a Câmara Municipal de Gaia ter feito alarde de uma estatística recente que, alegadamente, aponta a cidade da margem esquerda do Douro como “o terceiro município mais exportador do Norte”. Para justificar tal sucesso, a Câmara Municipal explica, com grande destaque no seu sítio institucional da internet, que “No ano em que as empresas da Região (Norte) venderam para o estrangeiro mercadorias no valor global de 20,5 mil milhões de euros, Gaia foi responsável por 6,8% dessas exportações – num total de 139,4 milhões de euros -, estando na terceira posição, ao lado de Guimarães”.

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A Câmara de Gaia e a Maçonaria #2

A original Loja União Portucalense foi fundada em Vila Nova de Gaia no dia 13 de Abril de 1842.

Da identidade dos seus fundadores apenas se conhecem os nomes “simbólicos”, tendo sido eles Camões, Lusitano, Polião, Cúrcio, Ramiro, Adriano e Tito. Sete, como se exige. O nome da Loja foi sugerido pelo membro de nome Ramiro e a sua primeira sede situava-se em Gaia, embora algum tempo depois da sua fundação passasse a funcionar na cidade do Porto, mais precisamente na Rua do Bonjardim.

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