Bendita pandemia que dá para tudo

Esta pandemia tem servido para tudo e um par de botas. Ora para se apelar ao sacrifício ora para se justificar a inércia.

Muitos foram já os casos nos antípodas, e que foram já escalpelizados.

Para não cair na repetição dos ditos, vou directamente ao caso mais recente: porque houve a detenção de Joe Berardo, veio à baila a questão do processo de retirada, ou não, das condecorações presidenciais ao dito cujo, que foi instaurado em 2019, não ter tido qualquer desfecho.

E, como não podia deixar de ser, Marcelo Rebelo de Sousa presenteou-nos com a sua especialidade de explicar o que mais ninguém consegue: “Há um processo em curso, que a pandemia acabou por parar ou suspender ou adiar, como tanta coisa na vida. E vamos deixar essa tramitação seguir. É da competência do Conselho da Ordem e cabe-lhe a ele a última palavra“.

Pelos vistos, o processo em causa é de tal ordem complexo que, ao contrário de julgamentos judiciais, investigações criminais, comissões de inquérito, escrituras públicas, e outras coisas de lana-caprina, não foi possível realizar-se por causa da pandemia.

Ou seja, em plena pandemia foi possível diligenciar uma investigação criminal que levou à detenção de Joe Berardo. Mas, não foi possível que o dito Conselho decidisse se o sujeito fica ou não com as medalhas.

Sinceramente, Senhor Presidente da República, este tipo de explicação já começa a cansar…

MAC & Rio, juntos para destruir Menezes

macÀ volta da possibilidade dos provincianos virem a ter acesso à cultura, a opinião publicada dos últimos dias tem vindo a mostrar a profunda ignorância de boa parte da nossa elite. Temos, também por isso, muito orgulho no Aventar e na forma como este espaço se tornou uma montra das realidades, tão diversas, do nosso país.

Ao longo dos anos tenho vindo a escrever sobre Vila Nova de Gaia e, nunca o escondi, sempre senti algum incómodo (palavra simpática) pela presença de Marco António na terra que escolhi para educar os meus filhos.

Acompanhei atentamente alguns dos posts que nos últimos tempos foram publicados no Aventar e que, de algum modo, questionaram a decisão municipal de atribuir uma medalha ao antigo vice-presidente da autarquia.

E, queria voltar ao tema porque, imaginem só, tive um sonho. Estranho, mas um sonho. Será que o posso convidar, caro leitor, a acompanhar a descrição do meu sonho?

Imagine que houve, em tempos, um Presidente da Câmara do Porto, de seu nome Rui Rio. Na mesma época, do lado de cá, a autarquia era liderada por Luís Filipe Menezes e Marco António Costa. Todos do PSD. O dicionário não dispunha de muitas palavras capazes de fazer justiça ao sentimento sentido de ambos os lados: ódio? Os laranjinhas Rio e Menezes seriam, nesse sonho, inimigos. [Read more…]

Eduardo Vítor Rodrigues tem medo de Marco António Costa?

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Aqui há atrasado, perguntei de que tinha medo Eduardo Vítor Rodrigues, Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia.
Devia antes ter perguntado de quem tinha medo Eduardo Vítor Rodrigues. A resposta, que ficou subentendida nesse post, pode ser dada com uma outra pergunta: Eduardo Vítor Rodrigues tem medo de Marco António Costa?
E a essa pergunta pode seguir-se outra, mas essa vale um milhão de euros: Por que razão Eduardo Vítor Rodrigues tem medo de Marco António Costa?
Todos temos direito aos nossos medos, claro. Eu, por exemplo, tenho medo de acordar repentinamente dentro de um caixão debaixo da terra e nada poder fazer para sair de lá. Ou de aparecer a boiar num rio para os lados de Valongo, logo eu que nado mal.
Já Eduardo Vítor Rodrigues, vá-se lá saber por quê, se calhar tem medo de Marco António Costa. Não sei se tem, mas pelo menos parece.
Se não tivesse medo, [Read more…]

Um Verdadeiro Líder

Homem de Honra e de uma só palavra, o sr Presidente do Governo Regional da Madeira, foi agraciado com medalha militar.